quinta-feira, 17 de março de 2011

UM NOVO CAMINHO

O jornalismo é um vírus que corre pelas veias do corpo, contamina a alma e nos faz lutar por cidadania, justiça social, proteção e valorização da pessoa humana respeitando à vida. Ser comunicador é um sacerdócio, è dar a vida para uma missão. Assim entendo minha profissão: com paixão  e amor. Lamento apenas que alguns colegas deturpem tanto, os conceitos mais primários disso tudo, e se rendam à jeriquita.
Durante 14 anos exerci o jornalismo com a consciência tranqüila que usei as ferramentas necessárias, para informar, evangelizar e propagar consciência de dias melhores e transformação social. Sofri ameaças, fui amedrontado, humilhado, mas me mantive de cabeça erguida, “sem recuar, sem cair, sem temer”. E nunca levei um processo judicial para casa. Minha única pena, sentença, foi testemunhar que das faculdades saíram jornalistas formados que preferiram silenciar, que dar voz a sociedade.
Iniciei no Vale do Juruá, editando praticamente sozinho um telejornal líder de audiência, que era finalizado em um vídeo cassete (VHS), trocando fitas e usando uma câmera de vídeo M900, como recursos de edição.
Na escola da Rede Amazônica aprendi a fazer o jornalismo cultural, investigativo, político, cidadão e descobri que aquilo era para toda a minha vida.
Ainda trabalhei com colegas na Rádio e TV Integração (Band FM e TV), de Cruzeiro do Sul; produzi um programa para a militância jovem na Pastoral da Juventude Diocesana. Dei minha colaboração para o Canal Futura no Rio de Janeiro (RJ).
Fui o primeiro repórter do Sistema Público de Televisão (TV Aldeia), a enviar noticias do Vale do Juruá para serem veiculadas nos telejornais da capital, e por conseqüência em todo Estado. Colaborei durante alguns dias com o jornalista Washington Aquino da Rádio Difusora, na cidade de Rodrigues Alves, no programa Gente em Debate. Passei ainda pela TV Acre, emissora da Rede Amazônica de TV, afiliada da TV Globo. Fui condecorado com a menção honrosa no prêmio acreano de Jornalismo José Chalub Leite, e deixe de acreditar no evento, por que ficou politizado.
E fui aprendendo em jornais impressos, sites como o Noticias da Hora, Ac 24 horas, Agência Amazônia, trabalhamos para diferentes agências de publicidades e comunicação, entre elas: Hadad, Illa, Wave, Txai, TV1 (São Paulo) entre outros serviços. 
Ao longo dessa história fiz boas amizades, tive excelentes professores e na maior humildade afirmo que continuo a aprender.
No ápice da minha profissão tive momentos emocionantes: denunciei desmandos no exército acreano, Policia Militar do Acre; no poder público, revelei detalhes do crime feito com seres humanos no Juruá, que eram usados como cobaias para pesquisas da malária. Noticia que circulou nos principais jornais do Brasil, Portugal, Bolívia, Espanha. Atuamos como fiscais dos agentes públicos, estimulamos o pensamento critico, formamos opinião, vigiamos os criminosos e pedimos justiça. São muitas as histórias para contar.
Minha trajetória é pequena, gratificante e sofrida, pelas pressões políticas e institucionais que tive que enfrentar. Não vou atribuir nomes, nem culpas. Escrevo aqui sem rancor, raiva e perdoando todos.
O Acre é minha vida, é inspirador, tenho raízes aqui. Mas é chegado o momento de uma nova jornada. O meu desafio é construir história em outro lugar e levar a comunicação na sua essência a quem mais precisa. Sentirei saudade, das pautas, dos telefonemas das fontes, da ansiedade da publicação e da rotina de caça às boas informações, das boas relações pessoais.
Não abandono o Acre para sempre, apenas dou uma pausa, para recomeçar a vida bem ali. Mas estarei sempre perto, na torcida pela nova revolução política e administrativa do meu Estado, carente de eficientes políticas públicas e cansado de demagogia parlamentar e governamental. Encontraremos-nos nas redes sociais, e que os movimentos como Encontro de Twitteiros Culturais no Acre (ETC_Ac), Twittbar, os Twittencontros, e mais eventos sociais possam ser puxados pela galera que usa a internet. Que a solidariedade e o poder de mudança social estejam com vocês!
Agradeço a todos que abriram portas e janelas das redações e, da sua vida para que eu pudesse entrar. Levo o carinho de todos e a certeza que iremos nos encontrar em breve. Já dei minha contribuição para o Acre, os próximos capítulos são com vocês e espero que sejam bem melhores do que os que tentei fazer.
“Se não buscarmos o impossível, acabamos por não realizar o possível", vou me despedindo com essa frase de Leonardo Boff em o 'Despertar da Águia'. Na minha juventude, aprendi a ler o padre espiritano Jorge Boram, ouvir Zé Vicente e fui instigado a olhar o mundo de forma diferente, sem romantismo e assim sigo. Agradeço suas orações, para que minha nova jornada seja de sucesso. Como diz minha chefinha, "estou iniciando um novo jornalismo, desafio, sendo analista de comunicação comunitária". 
Abraços do amigo Costa, para os mais íntimos Neto, e aos demais: Francisco Costa.

2 comentários:

  1. Belas palavras... Mais sucesso ainda, nesse seu no caminho, Costa!

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  2. Belas Palavras, mais sucesso ainda, nesse seu novo caminho!

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