quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

SENADOR DO ACRE É ACUSADO DE PRECONCEITO COM HAITIANOS


CIMI diz que discurso do senador Aníbal com relação aos Haitianos é preconceituoso
Conforme matéria assinada pelo blogueiro e jornalista Edmilson Alves, o Coordenador Regional CIMI Amazônia Ocidental, Lindomar Padilha, afirmou que o discurso do senador Aníbal Diniz (foto) “soa como um enorme preconceito”. Em pronunciamento no Senado Federal, Aníbal pediu a intervenção do Itamaraty para que haja controle de entrada de haitianos no Brasil. 
Do Ac24horas 
Lindomar Padilha esclarece que o Brasil tem um acordo de cooperação com o Haití e, neste acordo, todos os haitianos em refúgio por causa da situação crítica em que se encontra aquele país devem ser acolhidos em solo brasileiro.
- Aqui no Acre, é verdade que a Secretaria de Justiça tem dado assistência, mas isso não significa que o governo como tal tem assumido esta causa. Quem está atuando efetivamente no apoio a estes haitianos é a Igreja por meio da Cáritas Diocesana. Acolher pessoas famintas é mais que um gesto humanitário, é nossa obrigação moral. Não acolher o faminto é o mesmo que roubar lhe o alimento – destacou Padilha.
Ele acrescentou que com relação a ameaça de cólera e de AIDS, cabe ao governo brasileiro oferecer condições sanitárias adequadas. Para o coordenador isso independe da presença de haitianos. 
- O governo tem a obrigação de evitar qualquer surto de doença. Se querem realmente evitar contaminações em solo brasileiro, sugiro que iniciem pela fiscalização do turismo sexual, uso indiscriminado de drogas etc.  
Em apelo, Padilha pede respeito aos irmão mais necessitados. Ele finalizou seu repúdio dizendo que “os mais pobres entre os pobres é que precisam de nossa ajuda”. A chegada dos Haitianos em território acreano teve início no mês de janeiro. 
O Conselho Indigenista Missionário é uma organização da Igreja Católica ligada a Conferência Nacional dos Bispos, e luta pela defesa dos direitos humanos, cidadania e respeito a pessoa humana. Lindomar Padilha é ativista dessa causa e coordena o Cimi no Acre.

3 comentários:

  1. Imaginem se o governo não consegue nem conter um surto de dengue, malária e outras doenças, vai conseguir controlar uma epidemia de cólera, com o saneamento básico que temos por aqui. Não há discriminação no que disse o Senador e com o que concordo. Em qualquer situação, seja numa epidemia ou numa guerra, um país tem que primeiro pensar "em seus habitantes". É apenas um instinto de preservação. Se eu não estou com nenhum ferimento, porque pressionarei meu pé em cima de um prego? O nome disso seria burrice.

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  2. Meu Caro Francisco,

    Apresento a seguir dois pequenos textos noticiários que, ao mesmo tempo, contradizem a posição do Senador Aníbal Diniz e contesta a afirmativa falsa de que há risco de surto de cólera e doenças sexualmente transmissíveis.

    Veja o Que disse o Senhor Abrahim Farahat, do gabinete do Senador Anibal Diniz:

    “Os acreanos têm uma dívida de solidariedade com outros povos desde a grande cheia do rio Acre, de 1987, quando recebemos doações até de bribotes da Holanda e da Dinamarca”, lembra Abrahim Farhat, o Lhé, assessor do gabinete do senador Anibal Diniz e um dos fundadores do comitê.

    E veja o que diz o Senhor Henrique Corinto, secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado do Acre:

    "A possibilidade de que os imigrantes possam trazer para o Brasil a epidemia de cólera registrada no Haiti está descartada, pois há um rígido controle sanitário e epidemiológico na fronteira. De acordo com Corinto, um posto da Secretaria de Saúde foi transformado em referência para a realização de exames de cólera e de doenças sexualmente transmissíveis. Só depois que o imigrante apresenta um cadastro da Secretaria Estadual de Saúde comprovando a realização dos exames ele pode obter o visto da Polícia Federal”, explica.

    Definitivamente o Acre não tem miséria por causa dos haitianos. Negar ajuda a estes irmãos é questão de ética, não de politicagem e não cabem meias verdades.

    Bom trabalho.

    Lindomar Padilha

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  3. Nao ha nada de "preconceituoso" no discurso do
    Senador. Ele esta defendendo simplesmente o respeito aos Brasileiros. Como tem gente que quer bagunca hein? recebemos milhares de haitianos ja. Agora e hora de outros paises ajudar. Se depender dessa gente, vamos escancarar nossas fronteiras e qualquer um que falar qualquer coisa e "preconceito". Essa carta na manga nao cola. RESPEITE OS BRASILEIROS.

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