segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A INÉRCIA DE ANGELIM COM O MOSQUITO DA DENGUE

"Quando a cidade fica sem prefeito, os mosquitos invadem a administração pública e a vida do povo"
Nunca na história do Acre, um mosquito foi tão temido e ao mesmo tempo amedrontado. Foi preciso um novo governo no Acre, para mostrar que a Prefeitura de Rio Branco vem fazendo pouco caso do surto de Dengue que aflinge a capital dos acreanos.
Nosso estado sofre com o alto índice de infestação predial que foi registrado no ano passado - de 6,46% -, percentual bem acima do aceito pelo Ministério da Saúde, que é de 1%. E foram notificados cerca de 35 mil casos, numa média de 1,2 mil por semana, no último mês.
E teve gente que morreu infectada pela doença, até alguém descruzar os braços. Se o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim (PT), que foi picado pelo mosquito há algumas semanas não teve forças para conter a propagação da dengue, então, Tião Viana (PT), governador eleito do Estado, iniciou sua gestão fazendo uma operação de guerra para eliminar o Aedes Aegipti (mosquito transmissor da Dengue). A operação limpeza da cidade contará com reforço do exército brasileiro e diversas instituições públicas e privadas.
A dúvida que fica é por que o petista Binho Marques (ex-governador) não fez ação semelhante com o prefeito da capital? Cabe aqui a justificativa de que era preciso causar impacto nos primeiros dias do novo governo, afinal em campanha Tião Viana, trouxe tímidas propostas como pavimentar ruas, construir hospitais; políticas possíveis em qualquer prefeitura do interior, mas que não cabem mais num Estado com o nível de crescimento e histórico do Acre. O debate deveria ser outro.
A sensação que fica: Raimundo Angelim e equipe foram incompetentes para combater um mosquitinho, e descobrimos isso com novas ações políticas de Tião Viana. De Angelim sobrou falação e faltou ação. E Binho Marques não podia macular o status dele que “o Acre é o melhor lugar da Amazônia para viver.” E foi preciso mudar Secretários, tirar, remanejar servidores e mandar para casa quem já não era mais tão estratégico nas suas respectivas funções. Foi assim com o ex-secretário municipal de Saúde, Pascal Kallil, que pediu pra sair.
O cidadão Riobranquense pode ter acordado no inicio desse ano novo com  sensação de alivio porque agora tem alguém supostamente se preocupando em combater a propagação do mosquito e, estão revendo os conceitos de atendimentos aos pacientes nas Unidades de Saúde. Porém, o que se espera é que tudo isso não seja “fogo de palha”, apenas mais uma ação de governo que causa impacto no momento, mas não tem continuidade.
Se Angelim continuar nesta inércia, a oposição vencerá fácil a próxima disputa eleitoral.

Nenhum comentário:

Postar um comentário