segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A FESTA DAS RECLAMAÇÕES: WHITE SENSATION ACRE

Cidadão riobranquense que saiu de casa para freqüentar umas das festas mais badaladas e esperadas do fim de semana se arrependeu da “gracinha”. Teve muita gente que investiu caro na compra de acessórios e roupas, já que os organizadores pediram ao público para vestir branco. A diversão terminou com reclamações e tumulto.
A festa foi promovida no último sábado (06/11), na casa noturna Maison Borges, ao lado da Usina de Arte João Donato. Dezenas de usuários do Twitter – microblog – e demais redes sociais (Orkut) fizeram criticas aos organizadores no dia seguinte. Entre as reclamações estavam: falta de bebidas, algumas teria sido servidas quente; comenta-se ainda que estavam escondendo cervejas para vender somente no fim da noite e, ainda reclamaram que terminou cedo.
A princípio o nome do evento seria "White Skol Sensation", mas de última hora os organizadores tiveram que mudar, caso contrário teriam que pagar a franquia para a Ambev, que detém a marca dessa festa em todo país, ou, poderiam tem problemas judiciais referente patentes e marcas.  
“Nós fomos convidados pela Skol, para organizar esse evento que é padrão em São Paulo [SP]. E quando se organiza uma festa dessas é preciso colocar o nome da cidade onde acontece, no caso aqui seria Rio Branco. A propaganda que veio da festa não tinha local definido, então, por isso retiramos apenas o nome da marca da bebida. Mas isso não foi problema”, explica Gláucio Melo, um dos organizadores. 
White Sensation é uma grande rave muito requintada feita na Espanha, Chile, Alemanha, Bélgica, Hungria, Portugal e outros lugares. No Acre entre as atrações tinha DJ Malboro (acusado de abuso sexual contra uma menor de 4 anos, no Rio de Janeiro), DJ Felipe Assad, de Brasília e atrações locais.  
O espaço cedido para o evento comporta cerca de 2, 5 mil pessoas. Os organizadores estimam que o público presente foi de aproximadamente 2 mil. Os ingressos foram vendidos R$ 50 inteiro, R$ 25 estudante, camarote foi cobrado R$ 80.  
Por telefone o empresário Gláucio Melo disse que o público não saiu prejudicado. Segundo ele a compra dos ingressos e camarotes não assegurava para ninguém, distribuição de bebida gratuita.   
“Fizemos uma previsão de venda de bebidas, mas o público consumiu rápido. E isso mostra que nosso evento foi bom. Por volta das 2h da manhã já não tinha mais bebida, mas não vendemos nada quente, todas estavam bem acondicionadas e conservadas para os clientes. O ingresso não dava direito a cerveja de graça, não foi open bar. O que prometemos para o público foi cumprido: atrações, som, iluminação; a única falha foi à bebida, mas sem transtornos para ninguém. Calculamos uma média de 6 cerveja por pessoa, e extrapolou nossa expectativa. Se alguém se sentiu prejudicado que procure o PROCON para reclamar”, garantiu Gláucio Melo.  
A balada encerrou às 4h da manhã, mas deveria terminar às 3h dizem os organizadores. Nesta segunda-feira (08), surgiu no Youtube – canal de vídeos na internet – imagens onde supostamente acontece um tumulto (briga) na festa, provocado pela falta de bebida. Já Gláucio garante que não ocorreu nada disso. Ele explica que alguém teria caído ao pegar fichas e bebidas, em cima dos compensados e propagandas, e destruiu parte de um dos bares, mas, ninguém se machucou. Veja o video, aqui.
De acordo com Annie Manuela, assessora de imprensa do PROCON/Acre, a instituição mesmo que não tenha reclamações da população dificilmente realiza fiscalização de festas. Segundo ela a demanda maior é em bancos, salões de beleza. A jornalista disse que não teve nenhum registro de reclamação no órgão de pessoas que estiveram nesta festa. 
Na Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público Estadual (MPE), também não houve reclamações, de acordo com assessoria da promotora Alessandra Garcia. O MPE tem uma conta no Twitter, mas deve não ter visto as manifestações dos internautas.  
“Sorte da organização dessa festa não me ter na direção do PROCON, mandava devolver o dinheiro de todo mundo, com perdas e danos, inclusive”, protestou a ex-diretora do PROCON/Acre, Silvana Maués no Twitter. Maués é procuradora do Estado (PGE) e especialista em direito público. 

Foto ilustrativa: White Sensation Brasil 2010.

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