quinta-feira, 2 de setembro de 2010

VIOLÊNCIA ACREANA

Acre registra 24 mortes no mês de agosto; 12 no trânsito

Dulcinéia Azevedo

Na lista de mortos, há nomes conhecidos, como Jessé Santiago e Janete Silva de Morais

Durante os 31 dias do mês de agosto 23 corpos, provenientes de todo Estado, deram entrada no Instituto Médico Legal (IML) do Acre, com sede em Rio Branco. O trânsito ainda é o que mais mata, com o registro de 12 casos. A segunda causa é o homicídio (8) seguido de afogamento e suicídio, com dois casos cada.

Na lista de mortos, há nomes conhecidos, como o do presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, Jessé Santiago, 38 anos, e da empresária Janete Silva de Morais, 47 anos. Jessé foi vítima de trágico acidente de trânsito na BR-364 e Janete foi morta na porta da casa da mãe, no bairro Bosque, durante um assalto.

O mesmo acidente que vitimou o presidente da Câmara de Rio Branco também matou a presidente da Associação dos Obesos do Acre e coordenadora de campanha do deputado estadual Luiz Tchê (PDT), Queline Souza Melo, 37 anos, e Carla Dinar Viana Livas, 5 anos.

O acidente aconteceu, ao amanhecer do dia 17 de agosto, na BR-364, no trecho da Terra Indígena katukina, a cerca de 100 km de Cruzeiro do Sul. A picape Hilux, transportando sete pessoas, caiu em uma galeria em construção para a instalação de uma ponte, próximo ao Rio Liberdade. Queline e a menor morreram na hora. Jessé ainda foi levado com vida para o Hospital Geral do Juruá, onde faleceu por volta de 11h.

Janete morreu com um tiro no peito na noite do dia 23 de agosto. O crime aconteceu por volta das 19h30min, na Rua Milton Matos, Bosque, próximo a paróquia Santa Inês. Ela estava na frente da casa da mãe quando foi abordada e morta pelos bandidos, que fugiram em uma motocicleta em seguida levando embora os pertencentes pessoais da vítima.

Número de óbitos é inferior ao que foi registrado no mesmo período de 2009

Se comparado ao mesmo período de 2009, houve redução no número de mortes registradas pelo IML. O mês de agosto do ano passado fechou com 61 mortes, quase dois casos por dia, contra 24 neste ano.

O trânsito, a exemplo deste ano, também produziu o maior número de vítimas, 23 no total. Seguido de homicídio (20), afogamento (12) e suicídio (6). A estatística do IML tem como base o número de corpos que dão entrada no instituto, o que significa que a quantidade de mortes violentas registradas no Acre pode ser bem maior. (D.A)

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