quinta-feira, 9 de setembro de 2010

RO: SECA DO RIO MADEIRA MATA ANIMAIS


A paisagem lembra o sertão nordestino. Produtores já calculam prejuizos com a morte do rebanho bovino.

Moradores que vivem há mais de 25 anos em comunidades às margens do rio Madeira estão sofrendo com a falta de água e a estiagem amazônica.

Poços e cacimbas com mais de 40 metros de profundidade estão secos há mais de dois meses. Mutirões são realizados para retirar por dia 100 litros de água, do Madeira para cerca de 150 famílias desabastecidas.

Na última medição realizada pela Delegacia Fluvial de Porto Velho (RO), o rio Madeira estava com 2,58 (dois metros e cinqüenta e oito centímetros) de água, volume bem menor se comparado com o mesmo período em 2009, quando chegou a 4,80 (quatro metros e oitenta centímetros).

Famílias ribeirinhas que sobrevivem do extrativismo já passam por dificuldade para se alimentar. Caça, pesca, agricultura de subsistência e pecuária estão ficando comprometidos. A falta de água vem deixando os pastos secos, acarretando na morte de bovinos. Em alguns locais a paisagem lembra o sertão nordestino.

Muitos ribeirinhos buscam alternativas de sobrevivência em rios ainda abastecidos. O governo de Rondônia ainda não se manifestou sobre um plano de emergência para ajudar as famílias.

Já a Prefeitura de Porto Velho (RO), demonstrou pouca preocupação com os danos ambientais na região e os impactos na vida dos moradores. “Aqui não temos uma política especifica, nem nada de emergência para atender o povo nessas horas. Isso é comum, não é novidade na Amazônia. Nem pós-estiagem temos alguma ação planejada”, explicou Nara Vargas, assessoria de imprensa do município.

Em Rio Branco, o desabastecimento já é visivel. Alimentos já estão em falta, combustiveis passaram a ser racionados em postos e pelos condutores de veiculos. O Acre depende da travessia da balsa sobre o rio Madeira para ser abastecido, o único acesso é pela rodovia BR 364.

Fotos: Luiz Junior/Rondoniaovivo

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