domingo, 12 de setembro de 2010

JUSTIÇA E GESTORES PÚBLICOS PARA QUE TE QUERO?

Basta seguir a astag #Eletroacre no Twitter - microblog - para sentir a fúria dos internautas referente a única empresa que detém a distribuição e abastecimento de energia no Acre.

Na manhã deste domingo (12/09) sobrou calor e faltou energia elétrica em Rio Branco (AC) e, cidades vizinhas que são abastecidas pela companhia. Ficamos no escuro pelo menos durante umas quatro horas, mais ou menos. Não foi uma forma agradável de acordar, e teve gente que nem dormiu depois das 5h quando a energia sumiu.

Nem Eletroacre, e muito menos Eletrobrás se explicaram. O fato é que o serviço de ambas as companhias é precário, deficiente; as tarifas ainda são abusivas e não erram a casa do consumidor.

As experiências com ações na justiça não surtiram efeitos. Tanto Ministério Público Federal como o Ministério Público Estadual e até o Governo do Acre já acionaram a companhia judicialmente. Mas de nada adiantou, nem as multas devidas foram aplicadas.

A situação complica ainda mais quando percebe-se que o problema não tem solução a curto prazo, nem investimentos para minimizar.

O que desagrada o consumidor é ver candidatos e pessoas com mandato público utilizano esse problema social como fato politico, e não aparecem alternativas.

Como se não fosse suficiente a estiagem, a fumaça das queimadas, o desabastecimento de combustiveis e alimentos (entre outros), ainda temos que conviver com apagões.

Isso tudo ainda ocorre por que o Acre não tem mais usinas termoelétricas. Apenas a região do Vale do Juruá formado por cerca de 7 cidades não passa por problemas desse tipo, as termoelétricas ainda funcionam lá. Os demais municipios dependem do "Linhão" que vem de Rondônia. Enquanto as hidrelétricas do rio Madeira não são concluidas, e se também ajudarem, vai saber!

Uma dúvida paira no ar: Alguém sabe dizer se no Acre tem justiça, governo, senadores, bancada federal. Por que a Eletroacre já deixou bem claro que quem manda no Estado é ela. Faz o que bem quer, abusa da paciência do consumidor.

E voltamos ao velho seringal, com noites à luz de velas, porongas, lamparinas, lampião, etc.

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