terça-feira, 17 de agosto de 2010

INCÊNDIOS FLORESTAIS E FUMAÇA AUMENTAM NO ACRE


Imagem captada pelo satélite Aqua da Nasa em 7 de agosto mostra em cores reais os focos de incêndio ativos ao longo do Rio Madeira, nas proximidades de Porto Velho, capital de Rondônia. Só nesta segunda-feira, dia 16, foram registrados 12 mil focos de incêndio no Brasil.

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Acre (MPE) recomendaram ontem (16/08) precaução às autoridades com relação ao trânsito de veículos e ao trafego aéreo no Acre.

A medida foi tomada devido a grande quantidade de queimadas no Acre e nas regiões vizinhas e que tem provocado a contaminação da atmosfera no Acre e provocado uma grande quantidade de fumaça que podem prejudicar a visibilidade nas estradas e nos aeroportos, gerando grave risco de acidentes.

A Recomendação é direcionada a Infraero, Superintendência Regional do DNIT e Departamento de Estradas de Rodagem do Acre e ao Comando da Polícia Militar no Acre.

LEIA A RECOMENDAÇÃO, AQUI

Focos de incêndio se multiplicam pelo interior do Brasil, apontam satélites da NASA - Os incêndios e as queimadas saíram de controle na parte Centro-oeste e Norte do Brasil nas últimas semanas.

A situação é agravada pelo clima seco nas duas Regiões, comum nesta época do ano.

Durante o inverno, a chuva é escassa no interior do país o que deixa a vegetação ressecada com o passar dos meses sendo um campo propício para a proliferação do fogo.

O satélite Aqua da agência espacial americana (Nasa) capturou no dia 7 de agosto de 2010 uma imagem de cores naturais onde aparecem os focos de incêndio ativos ao longo do Rio Madeira, nas proximidades de Porto Velho, capital de Rondônia. A imagem de satélite mostra ainda os rastros da fumaça que se espalha pela região.

Com uma observação mais detalhada é possível notar que o fogo queima particularmente próximo às estradas. A esmagadora maioria dos incêndios é de origem criminosa, produzidos com o intuito de limpar a terra, ameaçando parques, plantações e moradias sem levar em conta o desmatamento e os danos causados à fauna e à flora das regiões.

No Brasil, o monitoramento feito através de imagens de satélite captadas pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) indica um surpreendente aumento dos focos de incêndio este ano. O Tocantins, Mato Grosso, Rondônia e o Pará são os que mais se destacam.

Há mais de uma semana o fogo consome o Parque Estadual de Lajeado, perto de Palmas, capital do Tocantins. Segundo autoridades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a situação só deve ser controlada no final desta semana.

Uma força- tarefa com 200 homens, dois aviões e dois helicópteros atuam na região lançando litros e litros de água para tentar conter as chamas.

A fumaça já chegou às capitais Palmas, Manaus, Porto Velho e Rio Branco, mudando a paisagem e afetando diretamente a saúde da população.

Incêndios florestais e a fumaça se propagam com o vento de um canto a outro do pais. Acre produz queimadas, e ainda respira ar poluido do Mato Grosso, Rondônia, Bolivia e até da fronteira com o Peru, sem contar demais estados vizinhos.

De acordo com o INPE, só nesta segunda-feira (16), mais de 12 mil focos de incêndio foram registrados espalhados por 18 estados e pelo Distrito Federal.

Ontem, a maior parte estava concentrada no Pará, com 5.046 focos. O período mais crítico das queimadas na Região Centro-oeste e no sul da Amazônia é justamente agosto e setembro, meses de maior estiagem.

A estiagem deve se intensificar. Boletins de foco de calor e clima do Acre, indicam possibilidade de chuva apenas para os dias 21, 22 de agosto em áreas isoladas, e, pequena quantidade.

O nível de fumaça não pode ultrapassar 150 microgramas por metro cúbico de ar. Nesta terça-feira, 17, o índice de poluentes já atingia 100 microgramas, e pode ficar cada vez mais inadequado para o ser humano respirar.

Em apenas dois dias o Acre registrou focos de calor estimado para uma semana, cerca de 225, e com possibilidade de aumentar.

Os rios acreanos estão cada vez menos navegáveis, a estiagem já afeta parte da fauna e flora. As plantações e a folhagem seca se transformam em barril de pólvora para novos incêndios.

No Estado da Florestania, o poder público não conseguiu evitar mais uma tragédia ambiental, e permanece incompetente.

Apenas seis grupos de trabalho com pequenos homens se revezam para conter focos de calor de um canto a outro do Acre, onde há enormes distâncias geográficas. Timidas iniciativas para tantos recursos capitados e intensas promessas de gestores públicos em melhorar a qualidade de vida local.

FONTE: Apollo 11, Ascom MPF, MPE, Universidade Winsconsin, Gov. Acre.

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