sexta-feira, 16 de julho de 2010

MAIS DE UMA TONELADA DE COCAÍNA E 13 PRESOS NO ACRE

Após dois anos de investigação, a Polícia Federal desarticulou uma mega-organização criminosa, batizada de Operação Conexão Amazônia. A quadrilha praticava tráfico de cocaína, roubo de carga, câmbio ilegal de moeda estrangeira e lavagem de dinheiro. Uma tonelada e meia de cocaína foi apreendida.

Os policiais cumprem 35 mandados de prisão. Treze pessoas já foram presas no Acre, entre elas um empresário da construção civil, cujo nome não foi revelado. Uma agência de viagem também está sendo investigada. Os policiais cumprem também 28 mandados de busca e apreensão no Amazonas, Rondônia, Maranhão, Tocantins, Goiás, Pará e Rio Grande do Norte. Foram mobilizados 150 policiais federais para essa operação.

“Não prendemos somente as ‘mulas’, mas conseguimos atingir os financiadores, transportadores e compradores. Isso é o mais importante, pois estamos fechando a cadeia do tráfico de drogas. Desarticulamos uma grande organização criminosa que atuava em diversos estados”, disse Flávio Augusto, delegado criminal em combate ao crime organizado.

A forma de atuação consistia no transporte da droga pelas rodovias e rios da Amazônia, fazendo o entorpecente chegar a inúmeros estados brasileiros. A droga saía da Bolívia e do Peru.

Esquema e uso de mulas - Grande parte do dinheiro utilizado para adquirir a cocaína de fornecedores peruanos, que atuam na fronteira do Brasil com o Peru, era arrecadada por um dos investigados, acusado de tráfico de entorpecentes no Estado do Pará, o qual liderava uma espécie de consórcio de narcotraficantes.

A remessa de dólares era feita através de “mulas” que levavam o dinheiro no corpo ou através do serviço de Sedex dos Correios, em fundos falsos de livros ou revistas. Uma agência de turismo, em Rio Branco, era utilizada como casa de câmbio para fornecimento de dólares para a organização criminosa realizar o pagamento da droga.

Dentre os alvos da operação destacam-se, além do empresário da construção civil do Acre, um narcotraficante peruano que fornecia a cocaína à organização criminosa. “É a maior operação realizada no Estado. A cocaína sempre tinha como destino os estados do Norte e Nordeste. Tínhamos os cabeças sediados no Acre. Nas próximas horas, pretendemos ter todas as prisões cumpridas. O peruano era importante dentro da cadeira criminosa”, disse o superintendente da PF, José Carlos Calazane.

(Ana Paula Batalha)

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