terça-feira, 12 de janeiro de 2010

PF PEDE MAIS 90 DIAS PARA CONCLUIR INVESTIGAÇÕES DO CASO PIANKO

Deputado Tché promete convocar Pianko para depor na CPI da Pedofilia. Secretários de Assuntos Indígenas do governador Binho Marques foi acusado de abusar sexualmente de índias menores de idade

Mesmo sem apresentar resultados satisfatórios para a população na legislatura anterior da Aleac, o deputado Luiz Tché (PDT), insiste em retomar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga as redes de pedofilia no Acre.

De acordo com assessoria do parlamentar, Tché - presidente da CPI - , não vai aceitar pressões políticas e deve convocar Francisco Pianko – Assessor dos Povos Indígenas estadual -, para depor na CPI da Pedofilia. A convocação, segundo assessoria, deve ocorrer logo no inicio dos trabalhos da Aleac, mas depois de ouvir melhor as vitimas e testemunhas, para evitar equívoco como ocorreu com o poeta Mauro Modesto - deputados se retrataram das acusações.

O deputado Tché, foi acusado de usar a CPI para obter vantagens pessoais com o governo, para não convocar Pianko. Depois os próprios colegas de bancada do deputado ameaçaram abandonar os trabalhos. Recentemente o deputado Luiz Calixto, integrante da CPI, contestou a Comissão. "A CPI da Pedofilia foi criada e prorrogada, portanto, deveria ter sido encerrada nesta legislatura e com bons resultados para a população. E foi mais além. "No meu entendimento fizeram barrigadas, para exatamente, ela chegar ao recesso e não funcionar. Me aponte uma investigação que tenha sido feita pela CPI? O que eles fizeram foi investigar processos que já estavam nas mãos do judiciário. Nem a Policia Federal e tampouco o Ministério Público Federal, acreditaram nos trabalhos. A Comissão vai ter que se justificar muito para a sociedade, pelos erros que cometeu", enfatizou Calixto.

As principais testemunhas do caso já foram ouvidas. A índia Letícia Yawanawá, mentora das denúncias já prestou depoimento aberto na CPI confirmando como aconteciam os abusos nas aldeias. Joana D’arc, ativista em direitos humanos, também sustentou as acusações contra Pianko, na frente dos deputados. Joana, esteve na origem da denúncia no MPF. As lideranças indígenas Mariazinha e Olindina Yawanawá, parentes das vitimas, prestaram depoimento na PF, e negaram as acusações contra Pianko.

Sobre o caso, Francisco Pianko se manifestou em nota à imprensa logo quando o escândalo repercutiu. “Um ato criminoso de total irresponsabilidade”, e disse que fazia parte de uma briga política e pessoal contra ele. “Falsas denúncias de ordem pessoal contra mim, com o objetivo de me indispor com as comunidades indígenas e também com a sociedade acreana da qual também faço parte”, se defendeu o indígena. Na época quando surgiram às acusações o governador Binho Marques, preferiu manter o gestor no cargo. Mas a conselheira do Tribunal de Contas, Naluh Gouveia - ex-militante do Partido dos Trabalhadores (PT) - pediu a cabeça do assessor, e disse que, “se fosse governadora exonerava Pianko do cargo”.

As investigações caminham em segredo de justiça no Ministério Público Federal e na Policia Federal, desde o inicio do ano passado. Segundo a denúncia inicial, Pianko pagava, ou, oferecia benefícios para os familiares que lhe entregassem as índias mais bonitas e virgens das aldeias. Usava o cargo público, para obter vantagens sexuais com menores de idade. Pelos menos três garotas, teriam sido vitimas de Pianko.

A assessoria de comunicação do MPF informou que a Policia Federal, pediu no fim do ano passado um prazo de 90 dias para realizar mais diligências. Na PF, não existem muitas informações para a imprensa sobre o caso. A porta-voz, disse que os delegados do inquérito estão de recesso, e que não tem novidades sobre as investigações.

Até o fim do primeiro semestre deste ano, a CPI da Pedofilia acreana tem que apresentar melhores resultados e convencer a população que foi atuante. Caso contrário, a reeleição dos integrantes da Comissão pode ficar comprometida.

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