segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

CERCA DE 14 MINUTOS SEPARARAM PASSAGEIROS DA MORTE EM RIO BRANCO

Comando da Aeronáutica confirma que pilotos evitaram uma tragédia no aeroporto de Rio Branco. Iluminação da pista estava apagada durante pouso, aeronave teve que arremeter.

Pilotos e passageiros do vôo 1908, da Gol Linhas Aéreas, procedente de Brasília (DF), com destino Rio Branco - Acre, tomaram um susto na madrugada do domingo 8. Chovia muito no momento que a aeronave se aproximava da cabeceira da pista para pouso quando os pilotos perceberam que a iluminação responsável pela sinalização da pista estava apagada. A perícia dos pilotos salvou 100 passageiros.

A informação foi repassada oficialmente pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, em Brasília. De acordo com a tenente Márcia, o Comando da Aeronáutica confirma que a aeronave arremeteu. Segundo ela, a arremetida é um procedimento seguro e previsto que não causa riscos à tripulação e a passageiros.

O tempo de resposta dos pilotos e a arremetida da aeronave foram de cerca de 14 minutos. Um tempo crucial que evitou uma colisão com o solo e uma grande tragédia. O avião estava com pouso previsto para as 00h35min, arremeteu as 00h38min e pousou com segurança às 00h52min, informou a oficial.

De acordo com a tenente, o Comando da Aeronáutica sabe apenas que as luzes de sinalização da pista estavam realmente apagadas, mas as causas ainda estão sendo apuradas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo – Decea. Não existem oficialmente prazos para conclusão dos relatórios.

A Assessoria da Aeronáutica não quis dar mais informações sobre o caso – do risco de acontecer novamente -, mas garantiu que todos pousaram com segurança. De acordo com o jornalista da TV Gazeta Gerson Rondon, que estava a bordo, muitos passageiros questionaram a competência dos controladores de vôo. A Aeronáutica ainda não responsabiliza os controladores pelo o ocorrido.

A Infraero de Rio Branco, o comandante do Destacamento Aéreo Regional do Acre e o setor de Comunicação Social do 4º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-IV), junto com o 7º Comando Aéreo Regional (Comar-VII), em Manaus (AM), não tinham confirmado a informação publicada em um site local. Eles desconheciam qualquer incidente aéreo no Acre, envolvendo aeronaves em vôos comerciais, militares, nacionais ou internacionais. A confirmação oficial só veio no fim do dia.

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