sábado, 29 de agosto de 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

VACINA DO SAPO

QUANTAS MUDANÇAS . . .


Esta charge do Pater foi feita originalmente para o jornal, A Tribuna

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

TIÃO VIANA OMITIU PATRIMÔNIO QUANDO CONCORREU AO SENADO


da Folha On Line

O senador petista Tião Viana, do Acre, que disputou com José Sarney a presidência do Senado, em 2008, ocultou patrimônio da Justiça Eleitoral, informa reportagem de Elvira Lobato, publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal ou do UOL).

Conforme a reportagem, em sua campanha para senador, em 2006, Viana não declarou um terreno que comprara dois anos antes no melhor condomínio residencial de Rio Branco, cujo valor foi registrado em R$ 30 mil; e no qual construiu uma casa, concluída em maio de 2007, que foi avaliada, pela prefeitura, em R$ 600 mil.

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Líder do governo no Senado diz que briga política não pode virar briga de rua

A assessoria do senador Tião Viana alegou que o terreno não foi declarado à Justiça Eleitoral porque pertencia à mulher dele, Marlúcia Cândida Viana. Mas, como o senador é casado em regime de comunhão total de bens, o imóvel pertence aos dois, segundo tributaristas ouvidos pela Folha.

José Sarney (PMDB-AP) não informou à Justiça Eleitoral a casa onde mora, em Brasília, avaliada em R$ 4 milhões, e atribuiu a omissão, primeiro, a um erro de seu contador e, depois, a mero "esquecimento".

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a legislação eleitoral não prevê punição para candidatos flagrados nesta situação. O artigo 11 da lei 9.504 (que define as normas para as eleições), apenas lista, entre os requisitos para o registros das candidaturas, a necessidade de apresentação de declaração de bens assinada pelo candidato.

Leia a reportagem completa na Folha desta segunda-feira, que já está nas bancas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

TRE DO ACRE JULGA COMPRA DE VOTOS DE NILSON AREAL

Nilson Areal, aliado do Governador Binho Marques (PT), é julgado por corrupção eleitoral. Testemunhas disseram a Policia Federal que o prefeito doou telhas em troca de votos

Por Jaidesson Peres

As irmãs Ana Paula Martins de Oriar e Ana Maria Martins de Oriar resolveram levar em frente as acusações que pesam contra o prefeito de Sena Madureira, Nílson Areal, por corrupção eleitoral. Elas disseram para a Policia Federal que telhas foram entregues na residência de seu pai, José Pereira de Oriar, doadas por Areal. As mulheres que haviam alegado inocência do prefeito, voltaram atrás nas declarações, contrariando – segundo elas – um amigo que teria pedido para não incriminar o Areal.

No dia 29 de setembro de 2008, foi apreendida uma caminhonete Toyota no bairro Ana Vieira, (placa MZT 6366), dirigida por Everaldo Pinheiro Gomes Martins e Ednilson Alencar de Almeida, em que havia 155 telhas de amianto. O veículo pertencia à Cerâmica Silveira e, segundo a apuração da PF, estava sendo usado para distribuir telhas aos eleitores, a mando do então candidato Nílson Areal, de acordo com a denúncia anônima.

Foi com essa apreensão que a PF recolheu mais 20 telhas de amianto pertencentes a José Pereira de Oriar, as quais supostamente teriam sido entregues e doadas também por Nílson Areal, às suas filhas - Ana Paula Martins de Oriar e Ana Maria Martins de Oriar. O motorista do carro informou aos policiais que outras 15 telhas já tinham sido entregues para Benedita Silva Ferreira e a Marivaldo de Souza Ferreira, dessa vez oferecidas pelo cabo eleitoral de Areal, Antônio Pereira da Silva.

Os federais descobriram ainda uma doação de R$ 180, 00, atribuída a um partidário chamado Francisco Joaquim de Lima, que teria sido entregado a quantia para Luciano da Silva Araújo, comprar outras 20 telhas na Cerâmica Silveira.

A juíza Thais Queiroz Borges disse em seu parecer que numa reunião política realizada na casa de uma senhora identificada como Juliana, no bairro Ana Vieira (às vésperas das eleições), onde estava o prefeito Nílson Areal, as irmãs Oriar aproveitaram a oportunidade para pedir ao prefeito telhas para cobrir a casa delas. O prefeito logo negou, mas depois afirmou que poderia conceder o pedido. Areal teria perguntado se confiaria nelas, quando uma teria dito que os votos estavam garantidos e não contaria nada a ninguém.

Nos depoimentos, as irmãs Oriar mostraram contradição em relação ao documento que permitia a posse das telhas. A versão mais verossímil, segunda a juíza, seria a do pai delas, José Pereira de Oriar. Ele sustentou que as filhas chegaram de uma reunião na qual estava o prefeito e entregaram a elas um documento pedindo-lhe para solicitar na Cerâmica Silveira a entrega das telhas. José foi à cerâmica com o documento, e o entregou aos funcionários, depois voltou a recebê-lo quando as telhas chegaram à sua casa.

Em juízo, outra testemunha repete que foi visitado por Areal, o qual entregou um papel para autorização de entrega das telhas pela Cerâmica Silveira. Sebastião Freire Dias conta que entregou o documento ao comércio para entrega na residência de Francisco Faustino, entretanto as telhas não chegaram ao lugar indicado. De acordo com Sebastião, o prefeito nessa ocasião visitava a casa da irmã dele, onde não pediu votos, nem distribuiu “santinhos”. Relata o pedido de 50 reais que fez a Areal, sendo que o dinheiro foi entregue no mesmo dia, por um rapaz desconhecido.

Quanto à Cerâmica Silveira, um fato chama a atenção. A empresa é propriedade de Antônio Gadelha da Silveira, famoso na cidade pelo apelido de “Paciência”. Paciência é dono também da construtora Konstruir e aliado incondicional de Nílson Areal. As duas empresas são responsáveis pelo fornecimento de material de construção à Prefeitura. Além do mais, Chico Conegune, o que se empenhou para que a família Oriar mudasse de opinião no interrogatório, é um empresário que executa várias obras da Prefeitura.

Areal venceu as eleições contra a sua adversária Toinha Vieira por 9.555 votos, mas tem seu mandato sub judice em decorrência da suspeita de compra de votos. O julgamento do mérito do recurso impetrado pela coligação Frente Popular de Sena ocorre nesta quinta-feira, 20. Questionou-se ainda o resultado das eleições em Sena Madureira em razão dos fortes indícios de fraudes no processo eleitoral.

CLIMA POLUÍDO


Fausto, do Jornal Olho Vivo.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O PT PERDEU MARINA SILVA


Brasília, 19 de agosto de 2009


Caro companheiro Ricardo Berzoini,


Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.


O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção. Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.


Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.


Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.


Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.

É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas públicas para mantê-las.


Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.


Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.


Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.


Saudações fraternas,


Marina Silva

APOLIMA ARARA AMEAÇAM INVADIR FUNAI DO ACRE

Estamos tentando evitar derramamento de sangue nas aldeias”, disse Francisco Arara liderança indígena. Os índios afirmam que se não houver demarcação de suas terras urgente e, providências dos órgãos públicos vão radicalizar o movimento.

Já completou duas semanas o manifesto dos índios da tribo Apolima Arara, localizados no Rio Amônia no município de Marechal Thaumaturgo (região do Vale do Juruá) na fronteira com o Peru, que ocuparam o prédio da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), em Rio Branco. Os índios reivindicam demarcação de suas terras e melhores condições de vida.

No total são cerca de 14 índios da tribo que estão acampados na Funai. É neste local que eles fazem as necessidades fisiológicas, dorme, comem e fazem a higiene pessoal, mesmo sem ter nenhuma estrutura. Entre eles estão crianças. O acampamento improvisado está sujeito a chuva, sol e o vento. Apenas o Conselho Indigenista Missionário – CIMI, órgão ligado a Igreja Católica, tem doado mantimentos e oferecido apoio.

A terra indígena do povo Arara compreende uma área de aproximadamente 20,664 hectares, onde vivem 32 famílias totalizando 286 pessoas e cerca de 180 crianças. Hoje os índios não conseguem mais caçar, pescar, retirar madeira e outros produtos da floresta apenas para sua subsistência. Ao longo dos últimos anos, famílias de brancos iniciaram a ocupação desordenada e ilegal da terra proibindo os índios de explorar a floresta para a própria sobrevivência.

De acordo com Francisco Siqueira Apolima Arara, liderança do povo, “dos cinco lagos da comunidade, apenas um hoje nós temos acesso. Estamos passamos dificuldades para alimentar nosso povo. Sem permissão para caçar, pescar em nossas próprias terras, estamos tentando plantar e colher: milho, arroz, banana, pelo menos para dar de comer aos nosso parentes.”

A tribo já luta a doze anos pela demarcação e reconhecimento de suas terras. Segundo as lideranças, a Funai fez estudos antropológicos de reconhecimento, identificação e levantamento fundiário. Os dados foram repassados para a Justiça Federal que por meio do Juiz Jair Facundes determinou há 90 dias que as terras fossem demarcadas. Porém o Ministério da Justiça, ainda não publicou a portaria de homologação das propriedades.

“Estamos procurando as instituições para evitar um um conflito maior nas aldeias entre índios e brancos. A qualquer hora pode haver troca de chumbo e flechas, não queremos que ninguém morra por isso, mas pode haver derramamento de sangue nas aldeias a qualquer instante se nossas terras continuarem nas mãos dos invasores. Hoje não temos mais domínio do que é nosso, os brancos usam cachorro para caçar. O único lago que pescamos tem cerca de 800 metros de frente e está secando”, disse Francisco Arara.

Segundo Francisco, órgãos como o Ministério Público Federal foram procurados para intervir na disputa de terras. Ele disse que documentos foram encaminhados para o Governo Federal, pedindo providências, mas ainda não houve nenhuma resposta.

Produtores rurais e ribeirinhos podem ser impedidos de navegar no principal rio que interliga municípios e reduz o isolamento na região do Vale do Juruá. A situação pode se agravar ainda mais. “Vamos continuar ocupando a Funai por tempo indeterminado até darem uma solução para a gente, não temos pressa em sair daqui, mas temos pressa que tudo seja resolvido O que vamos fazer é fechar o rio Amônia e deixar passar apenas nosso parentes”, explicou Francisco.

As liderança não reconhecem ações do assessor especial dos Povos Indígenas do Estado. “Pra gente não existe assessoria dos povos indígenas, eles nunca fizeram nada pela gente. O assessor passa todo dia pela nossa aldeia para chegar na aldeia dele, e, nunca parou para falar com nosso povo e perguntar qual são nosso problemas”, finalizou Francisco Apolima Arara.

Nesta quarta-feira, 19, os indigenas ameaçam invadir o prédio da Funai em Rio Branco, armados com lanças, flechas, com o corpo pintando como se fossem para a guerra. Eles decidiram que é hora de radicalizar o movimento, já que as instituições públicas não estão dando importância para as reivindicações. Todos os funcionários da Funai serão impedidos de trabalhar e serão expulsos de suas salas. Os indigenas estão preparados para tomar chaves do prédio e ocupar toda estrutura por tempo indeterminado, até que alguém apresente uma proposta viável.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

PIZZA E A CPI PEDOFILIA


Um cheiro forte de pizza, com diferentes sabores ronda a Assembléia Legislativa do Acre. A CPI da Pedofilia é um fracasso completo, desde o inicio até agora a comissão que coordena os trabalhos tem demonstrado incapacidade total para conduzir as investigações.


No inicio os membros chegaram a entrar em conflito, disputando uma vaga na comissão, tudo já de olho na reeleição deles. O deputado estadual Mazinho Serafim (PSDB), antecipou que Luiz Tché (PMN), estava usando a Comissão para negociar favores pessoais com o governo.


As primeiras denúncias da advogada e ativista em direitos humanos, Joana D’arc, já foram praticamente descaracterizada, em virtude da inoperância da CPI, que não conseguiu até agora apurar e investigar nenhum dos denunciados por ela. Apenas requerimentos foram emitidos pedindo tímidas informações das pessoas denunciadas, enquanto isso provas são destruídas e testemunhas coagidas.


Para completar, os membros da Comissão esperavam que Joana, levasse em seu depoimento o sangue e o hímen rompido das vitimas. Os deputados não têm mostrado interesse em trabalhar, investigar a fundo os pedófilos. Para se ter uma idéia, a CPI não teve capacidade para requerer antecipado as provas e os depoimentos das testemunhas do caso Pianko que estão nas mãos do Ministério Público e da Policia Federal.


No inicio do ano, o assessor político Francisco Pianko que faz parte da equipe do governo de Binho Marques, foi denunciado por abuso sexual e atentado violento ao pudor contra índias menores de idade nas aldeias. Na época os deputados não demonstraram tanto interesse no caso, nem apoio ofereceram as testemunhas, e muito menos pediram afastamento do membro da equipe de Binho e seriedade na apuração do caso, ou seja, cruzaram os braços e ficaram vendo da janela o barco passar.


Seis meses depois a CPI reagem com susto, como se as acusações contra o Pianko fossem novidades. Bastou à índia Letícia Yawanawá reafirmar a sede de sexo do índio por menores de idade, que os deputados fizeram cena mostrando indignação e revolta.


Mas o tom não era de preocupação com as vitimas, e sim, com a omissão da equipe de governo que tomou conhecimento do caso e nada fez. Procurando holofotes, os parlamentares deixaram de se preocupar com as vitimas e exploram o depoimento de Letícia politicamente. O líder de governo, ficou ofuscado, e nem apareceu em cena. O relator com sua imagem queimada desde o último depoimento ficou quietinho desta vez e não teve coragem de levantar a voz contra Letícia lhe chamando de “leviana”, ou, coisa parecida.


Uma bússola ou navegador GPS, precisa ser entregue com urgência para os deputados da Comissão. Os parlamentares não saem às ruas para ouvir o povo, preferem seus carros blindados, o ar condicionado e o luxo que lhes foi concedido pelo voto popular. Já correm nas esquinas da cidade boato de que os maiores pedófilos estão dentro da própria CPI, já se coloca em cheque as profissões de alguns parlamentares e até já é questionado o nível de conhecimento de alguns deputados.


Pior que isso, é que como a CPI e as instituições públicas responsáveis por proteger e prevenir as vitimas não conseguem desenvolver seu trabalho, a advogada Joana D’arc (que muitos ainda tentam descaracterizar), acumula pilhas de denúncias como se ela pudesse resolver tudo. Mas o povo não tem a quem confiar. Como a CPI da Pedofilia, ainda não ganhou credibilidade das instituições federais, Joana diz que não entregará nenhuma prova. Os nossos nobre politicos sabem que os organismos que atuam no combate ao abuso de crianças não tem estrutura para trabalhar, sabem também que mais de 300 crimes sexuais contra a infância são registrados por ano - como disse Edvaldo Magalhães, deputados estadual (PCdoB) e presidente da Aleac -, porém o que eles fizeram até agora?


Enquanto todos estão pensando nas próximas oitivas e analisandos os últimos depoimentos, os agressores vão agindo livremente e, nossos legisladores continuam sua farra. A impunidade tem nomes.

MEMBROS DA CPI DA PEDOFILIA PODEM TER ABUSADO SEXUALMENTE DE ÍNDIGENAS


Letícia Yawanawá depõe hoje na CPI da Pedofilia: “Vou reafirmar tudo que eu já disse sobre o caso Pianko”, disse. A índia pode revelar na CPI nomes de mais pedófilos, entre eles estariam supostos integrantes da Comissão.

O depoimento na CPI da Pedofilia da índia Letícia Yawanawá, agendado para esta terça-feira, 18, às 15 hr na Aleac, promete causar muito barulho entre os integrantes da Comissão e o público que for prestigiar. Especula-se que os estragos podem ser maiores do que o primeiro depoimento, que foi da ativista em direitos humanos e advogada, Joana D’arc.

Letícia é atualmente uma das maiores lideranças dos povos indígenas do Acre e Amazonas. Ela não só denunciou ao Ministério Público Federal e a Policia Federal, um integrante da equipe do governo de Binho Marques (Francisco Pianko – assessor dos Povos Indígenas), por envolvimento em crimes de abuso sexual nas aldeias, como também promete revelar mais nomes em seu depoimento, se for provocada, inclusive pelo seu irmão Joaquim Yawanawá com que vem tendo intensivas discussões desde que assumiu novos cargos e foi indicada para depor na CPI.

O ac 24 horas, apurou que entre os novos pedófilos podem estar supostos integrantes da CPI (deputados estaduais), que freqüentemente costumam visitar as aldeias e teriam mantido relações sexuais com menores de idade. Letícia não revela os nomes, mas diz de maneira cautelosa ter testemunhas que possam comprovar tudo, e que deve levar a CPI apenas se sentir confiança e seriedade nas apurações. Para Letícia, basta apenas relembrar quais os políticos que freqüentemente visitam aldeias para entender o que vem acontecendo com seu povo.

Uma das lideranças indígenas disse ao ac 24 horas que existem relatos de que parlamentares acreanos que visitaram as aldeias teriam sido flagrados aos “amassos” com uma índia menor de idade atrás de malocas e, teria sido penalizado de maneira discreta. Dizem ainda, que as taras são maiores com as meninas mais jovens, bonitas e virgens. E que não foi Pianko, o único gestor público que abusou de índias nas aldeias. Se Letícia revelar os nomes, pode derrubar completamente integrantes da Comissão e descaracterizar o trabalho dos deputados. Mas não será tão fácil tirar essa lista dela; além de tímida, Letícia tem a desconfiança natural dos indígenas.

O depoimento da índia deverá ser acompanhado por diferentes lideranças indígenas que se preparam para lotar o auditório da Assembléia Legislativa. Letícia deve aparecer na CPI com vestimentas de seu povo e, que lembre inclusive sua atuação em defesa das etnias, ela vai sentar na cadeira dos depoentes com rosto pintado como se fosse para uma guerra entre tribos. Um dos momentos emocionantes e marcantes para a índia deverá ser a presença do seu pai, Raimundo Tuinkuru, se aparecer entre a platéia. Tudo indica que Letícia não vai usar quatro horas para fazer suas declarações na CPI, tempo que Joana D’arc precisou para fazer suas provocações.

“Vou reafirmar tudo que já disse no Ministério Público Federal, sobre o caso Pianko”, disse a liderança indígena aparentando segurança e tranqüilidade. Letícia revela que não vai aceitar provocações, ofensas e desrespeito com seu povo e, quer apenas que os valores e costumes sejam perpetuados. Para ela já basta o sofrimento que seus “parentes” passam pela violação das legislações e a falta de políticas públicas dos governos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

IMAGEM DA DERROTA DO ESTRELÃO


A BOLA DO ESTRELÃO MURCHOU, LEIA MAIS, AQUI.

sábado, 15 de agosto de 2009

DESTAQUE DO FIM DE SEMANA: PRESIDENTE MARINA ?


Leia reportagem da revista Isto é, deste fim de semana. CLIQUE AQUI.



Reportagem da revista Época, clique para ler um trecho.

FLORESTANIA MUSICAL ACRIANA

O ACRE DO JÁ TEVE

Em Feijó já teve açaí

O Acre já teve açucareira Rio preto que vendia material de construção, Banho de Cheiro que vendia eletrodomésticos, ainda resta o Barriga Verde, que nem de longe se parece com restaurante e uma Agroboi, que nunca vendeu um produto veterinário e assim por diante. A introdução é para exemplificar o que ocorre com o Festival do Açai, na distante Feijó, onde semana passada estive lá, de segunda a sexta-feira, e não achei uma gota de açaí.

Esposo de uma feijoense, ir a Feijó durante o festival do açaí já faz parte da programação de férias da minha família. Ocorre que este ano decidi ir uma semana antes do evento. Durante minha estadia, como turista, naquela cidadezinha do interior da Amazônia, o que mais me chamou a atenção, e confesso, me deixou frustrado, foi a falta do produto que leva o nome da maior e principal festividade do município, o Açaí.

Para quem saiu de Rio Branco, sonhando em tomar um açaí de qualidade, pior que demorar nove horas e meia para chegar a Feijó, devido às condições da estrada, foi não encontrar uma gota sequer do produto. É verdade! Há uma semana do festival do açaí, não tinha açaí em nenhum lugar de Feijó. É mole?

Locais onde se vendem açaí em Feijó não faltam, em todas as ruas tem três ou quatro casas com placas “vende-se açaí”, mas por incrível que pareça em nenhuma tinha o produto. Ai então eu decidi, se não encontro para comprar um ou dois litros, vou pelo menos tomar um copo de suco, dessa fruta tão desejada, na lanchonete mais próxima. Foi outra decepção, nem na principal lanchonete, no centro da cidade, tinha sequer um picolé da polpa dessa semente.

Comecei então a questionar os tiradores de açaí, comerciantes, agricultores, enfim, queria saber o motivo da falta de Açaí em Feijó, e entre as respostas, as principais foram: “o Prefeito pediu que esperasse um pouco para tirar o açaí, visando o festival, mas como choveu muito, quanto foram colher o produto metade das sementes já tinha caído do cacho. Daí, com medo de faltar açaí durante o festival, o prefeito mandou comprar tudo o que fosse produzido”, ou seja, em outras palavras, o Prefeito praticamente proibiu a venda de açaí diretamente ao consumidor.

Senti-me desrespeitado como turista! Diferente de quem vai na época do festival! Ora, na frente da imprensa todos são bem tratados, merecem respeito, o máximo de atenção. Longe do foco das câmeras, do olhar atento dos jornalistas, parece que ninguém de fora merece respeito. É como se os gastos que o visitante tem na cidade, ou o dinheiro que levou para gastar no consumo daquilo que seria um dos principais itens da produção local, um dos principais atrativos turísticos, não tivesse a menor importância para a economia.

O mais engraçado nessa minha corrida em busca do então “liquido preciso”, o açaí, teve até quem me aconselhasse a ir conversar com o Prefeito para ele me vender um pouco do produto, pode? Só quem não me conhece para pensar que eu me submeteria a essa situação. Apesar de conhecer o Prefeito Juarez Leitão, desde quando, acho, que ele nem imaginava ser Deputado, quem dera Prefeito, achei a idéia de procurá-lo para comprar açaí, simplesmente absurda!

Comemorei quando cheguei a Rio Branco e encontrei açaí na mercearia da esquina mais próxima da minha casa. Matei o desejo de tomar o suco da polpa dessa semente.

Já em Rio Branco, fiquei sabendo que o Prefeito de Feijó tinha comprado uma grande quantidade de açaí de Jurupari, cidade amazonense. Soube até em que as sacas de açaí tinham sido transportadas de Jurupari para Feijó. Mas isso não conto, sob pena de perder um grande amigo e quem sabe o caso até acabar em CPI.

Sou Lázaro Barbosa (FOTO), jornalista, empresário e concludente do curso de direito. e-mail: lazarobar@globo.com

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

INOCÊNCIA ROUBADA

Por Pitter Lucena


Quem em sã consciência deixaria sua cria a mercê dos predadores? A resposta lógica seria ninguém, claro. E a vida, a inocência de uma criança? A Constituição Brasileira garante à essa criança saúde, educação e segurança. É lei máxima. Mas não é o que acontece no Brasil, principalmente nas famílias pobres. Elas são saqueadas diariamente em seus direitos elementares de cidadãs. São humilhadas e torturadas psicologicamente pelo seu estado de ser pobre. São calvários da sobrevivência, vividas diariamente.


A realidade nua e crua nos mostra uma outra Constituição. Aquela do mundo selvagem, onde os fracos não têm vez. E, isso, acontece com milhares de famílias pobres do Acre, quando o assunto é abuso sexual contra crianças e adolescentes. Essas famílias não têm voz, imagem e a própria sombra são aspectos figurativos de um mundo sem sentido. Dez reais em casa, no boteco ou algo que valha a pena, é um mundo a ser olhado de forma diferente. Dessa miséria humana nasce o predador da inocência humana: o pedófilo.


O pedófilo é sempre alguém que tem dinheiro para comprar alguém. E, esse alguém, sempre é uma criança de origem marginalizada pela pobreza. Crianças que os pais se matam para dar comida no dia seguinte, mas elas, sem ter o que fazer, brincam na rua em frente de casa em bairros periféricos: ponto dos marginais do sexo. Elas não entendem nada de vida. Um chocolate, um picolé, uma voltinha de carro são o suficiente para uma nova amizade com um desconhecido. Pronto, firmou-se o começo do crime para os animais pedófilos. Até hoje não soube que a filha de uma pessoa rica tenha sido vítima desse tipo de crime.


Geralmente, quando acontece um caso de um pobre ter tido relações com uma menor de idade, ou enfrenta o padre ou vai para a cadeia e não se fala mais nisso. Agora quando um endinheirado, promotor, juiz, desembargador, advogado, jornalista, empresário, deputado e tantos outros mais, o rumo é diferente. Basta ter dinheiro ou poder para não ser denunciado à justiça. Existe uma compra ou ameaças para calar a voz da inocência. Se não existe denúncia não há nada e ponto final.


Exemplo: quando uma criança de 11 anos foi estuprada e levada para a Maternidade Bárbara Heliodora, tanto a criança, quanto a mãe sabiam do animal que havia cometido o crime. Criança e mãe foram levadas na mesma noite para prestar queixa na delegacia da mulher. A delegada quando soube quem era o acusado, mesmo a mãe dizendo o nome do criminoso, colocou no Boletim de Ocorrência “sujeito não identificado”. O que vale é a palavra da “autoridade” e assim caminha a humanidade.


O nome Antonio Manoel foi relevado na delegacia, mas retirado da ocorrência, por ser gente do governo, gente “da alta” como dizem. E assim foram outras dezenas ou centenas de casos. Para essa gente pobre que tiveram ou têm filhas ou filhos envolvidos nessa situação, sofrendo ameaças de serem presas e outros tipos de punição, o silêncio é o melhor remédio. A dor de uma mãe, a humilhação de um pai de não ter voz foi embora pela porta de frente da vida.


A CPI da Pedofilia do Acre tem por obrigação aceitar todas as denúncias, denúncias essas, na sua maioria, conhecidas por todo mundo. Outras que serão feitas, em curto espaço de tempo, para a sua grandiosidade. Uma CPI desse porte é para lavar a alma da sociedade acreana. Dizer um basta para as atrocidades contra milhares de famílias destruídas por esse tipo de crime, o tempo é agora.


A advogada Joana D`arc revelou em depoimento na Aleac nomes de pessoas envolvidas com pedofilia. Agora pense na pressão que as vítimas passaram ou estão passando para não falarem nada. Digo, vítimas, as famílias algemadas pelo medo do silêncio. Agora é a vez da Aleac dá sua contribuição num trabalho que, no mínimo, levará a paz para um grande número de famílias destroçadas. Tudo isso depende da CPI da Assembléia Legislativa do Acre.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O POVO DO ACRE TAMBÉM PRECISA AGIR

PIZZARIA DO SARNEY

CLIQUE NA FOTO E SIGA PARA O TEXTO COM MAIS INFORMAÇÕES.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

JOANA D'ARC: "NÃO VOU POUPAR AUTORIDADES PEDÓFILA, NÃO ADIANTA ME INTIMIDAREM"

Um dos depoimentos mais esperados da chamada CPI da Pedofilia, da advogada Joana D’Arc, que acontecerá amanhã, às 15 horas, na Assembléia Legislativa, caminha para ser a peça mais explosiva do ano, com reflexos que terão desdobramentos inesperados, confirmando a máxima do saudoso deputado federal Ulisses Guimarães (PMDB), de que: “CPI se sabe como começa, mas não se sabe como termina”. Na entrevista de ontem à TRIBUNA, Joana se disse magoada com o Relator da CPI, deputado Donald Fernandes (PSDB), que teceu ironias a seu respeito, lhe acusando de fazer pirotecnia e de não ter coragem de revelar nada durante seu depoimento: “não só vou revelar, mas, vou exigir que ele, como Relator, não se acovarde e chame para depor quem eu citar, não importando qual cargo de importância esteja ocupando na vida pública”, desafiou. Prometeu que assim que fizer as denúncias vai exigir, cobrar pela imprensa, na internet, os membros da comissão da CPI a convocar todos eles, porque tornará público seu depoimento, caso queiram que fique entre quatro paredes. “Não brinquem comigo, estou avisando, não tenho medo de nada”, advertiu Joana D’Arc. Abaixo, sua entrevista:


TRIBUNA - O Relator da CPI da Pedofilia, deputado Donald Fernandes (PSDB), disse que você é apenas de fazer pirotecnia, que não terá coragem de revelar nada de importante em seu depoimento, o que acha dessa colocação?

JOANA - O deputado Donald Fernandes não me conhece. Pensa que sou sua empregada para dizer o que devo ou não devo falar. Se ele como deputado estivesse cumprindo com seu mandato de fiscalizar a rede de abusos sexuais que existe no Acre, com a participação de autoridades, não precisaria agora a Joana ir depor na Assembléia Legislativa. Estou fazendo um trabalho que é deles. Amanhã, ele irá saber quem faz pirotecnia, quando eu jogar no seu colo, nomes das mais altas autoridades do Estado, envolvidas, e protegendo pedófilos. Vai ter que convocar.


TRIBUNA - Como assim?

JOANA - Para mim é importante que a sessão do meu depoimento seja pública, porque não tenho nada a esconder. Não quero que seja entre quatro paredes para depois ficarem protegendo estes nomes. A partir do momento que fizer as revelações, não pensem os deputados que vão sentar em cima e não os convocar para depor, porque vou cobrar pela imprensa, internet, vou enviar cópias para órgãos de segurança, e não quero nem saber de que lado a corda vai arrebentar. Não me provocaram, agora agüentem!.


TRIBUNA - Quais casos você deverá citar na CPI, que acha que deixarão os deputados na chamada sinuca de bico?

JOANA - O de um Juiz de Direito e de um Promotor Público, que juntos participavam com um empresário é um agiota, de uma rede de pedofilia em Sena Madureira. Não vou dar os nomes agora para não tirar a surpresa do meu depoimento amanhã na CPI. Também vou dar o nome da Desembargadora que não tocou o caso para frente sob alegação que, a mãe da menor teria que ter feito a denúncia, primeiro no Ministério Público. Está tudo nos autos. Assim como estou sendo chamada, terão que chamar essas figuras. Vou depor e cobrar que sejam ouvidos. Vou colocar nomes de Juiz, Desembargador, Promotor Público, nos colos dos deputados. Não queriam brincar comigo? Então, vamos tocar em frente. É não me conhecer para querer me provocar!.


TRIBUNA - Pelo que consta, existem casos em segredo de justiça, isso não lhe inibe?

JOANA - Nem este fato e nem de um dos denunciados ser a maior autoridade esotérica do Acre me intimidará. Não vou poupar autoridade pedófila. Ninguém vai me intimidar, com esta história de ‘segredo de justiça’.


TRIBUNA- Que outros casos serão jogados na mesa da CPI?

JOANA - Tem uma história que será reavivada, de um ex-dirigente do CIMI, que hoje ocupa um cargo federal importante no Acre, que estuprou uma índia menor de idade, lhe engravidou e não reconheceu a paternidade até hoje. Não vai ter nem a cara de pau de negar, porque exigiremos que faça DNA para provar a sua inocência. É outra revelação que vai dar o que falar.


TRIBUNA- E o caso deste ‘escritor acreano laureado’, que você já citou?.

JOANA - Tenho dois casos concretos deste escritor. Num deles, a menor não suportou o ato sexual para valer e ele acabou com a menina fazendo sexo oral. Estou com os nomes de duas mães cujas filhas foram vítimas desse moço. A CPI vai ter também que lhe chamar.


TRIBUNA - Você está com um baú de bombas...

JOANA - Não termina aí: vou citar também o caso de dois jornalistas. Tem um Oficial da PM que também será citado, que pelas suas práticas pedófilas, é conhecido nas rodas da pedofilia pela alcunha de ‘Fome de Amor’. Existem também os que pregam a palavra de Deus, como dois pastores da Assembléia de Deus, que usam a internet para marcar encontros com meninas menores de idade. Já são até conhecidos nas Lan Houses. Comigo o jogo será aberto. O nome eu vou dar, não vou é fazer o papel de investigador, porque isso caberá aos membros da CPI. Espero que não tenham medo de fazer a apuração.


TRIBUNA - E o caso do Pianko?

JOANA - Vai ser esmiuçado em conjunto pelo meu depoimento e da Letícia Ianauwá, que é uma figura das mais respeitadas do meio indígena, não é uma mera denunciante. Vamos revelar tudo o que fez nas aldeias de abusos sexuais. Jamais deveria ter sido mantido no cargo de secretário de Assuntos Indígenas.


TRIBUNA - Você não teme represálias após revelar todos estes casos?

JOANA - De jeito nenhum. Vou falar na CPI, e depois de fazer isso mandarei cópias aos órgãos de segurança, e para as mais altas instâncias do Judiciário. Vou fazer tudo calçado para me respaldar.


DO JORNAL A TRIBUNA. ACRE.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

ABANDONO DA EDUCAÇÃO INDIGENA NO ACRE


Relatório do CIMI aponta falta de investimentos na educação indígena do Acre

Faz tempo que os recursos públicos para melhoria da qualidade da educação nas aldeias indígenas do Acre, não chegam ao seu verdadeiro destino. Pelo menos esta é a constatação inicial de lideranças do Conselho Indigenista Missionário do Acre (CIMI), órgão de proteção das etnias ligado a Igreja Católica.

Um relatório técnico minucioso será concluído nos próximos dias. Nas primeiras fotografias é possível já ter uma noção da precariedade em que crianças e professores índios são obrigados a tentar estudar a língua nativa, como forma de preservar o conhecimento tradicional.

No Alto Envira, município de Feijó, crianças estudam ao relento. As escolas que deveriam ser construídas com recursos públicos, até foram feitas, mas não tem paredes, cadeiras, o teto está desabando. As goteiras no inverno se espalham pelo telhado. O quadro negro usado para escrever as tarefas, já não serve mais. Não existe alimentação para os estudantes; material didático e pedagógico é luxo para a comunidade, e não existe. Mesmo assim o esforço de continuar ensinando é grande dos professores indígenas.

“È neste contexto caótico da educação escolar indígena que está marcada a I Conferência Regional de Educação Escolar Indígena a ser realizada na terra indígena Barão, do povo Poyanawa, nos dias 23 a 27 de agosto. O estranho é que, antes da conferência regional, deveriam haver conferências locais, nas aldeias, o que nunca aconteceu. Além disso, a Secretaria Estadual de Educação jamais convidou o CIMI para participar de qualquer reunião para tratar da conferência. Na prática, a Secretaria tem medo de que tornemos público que não houve preparação das comunidades e que a conferência só responde a interesses do próprio Estado. Os índios, como sempre, estão sendo manipulados”, disse Lindomar Padilha, coordenador do CIMI/Ac.

Mesmo diante de situações como estas, o governador Binho Marques ainda defende que o Acre será o melhor lugar da Amazônia para se morar até 2010. Já as lideranças da Frente Popular, dizem que o Estado valoriza os povos indígenas e suas culturas, e que, respeita as populações tradicionais.

Em abrir de 2009, para comemorar o mês dos povos indígenas, Binho Marques lançou na Aldeia Poyanawa, em Mâncio Lima, o Programa de Valorização dos Povos Indígenas do Acre. Consistia num conjunto de ações e programas que pretendiam investir mais de R$ 22 milhões nas comunidades indígenas do Acre de 2009 a dezembro de 2010. Só para incentivo e melhoria da situação escolar das aldeias, estava estimado em mais de R$ 11 mil, recursos que até agora não chegaram ao verdadeiro destino.

Lideranças indígenas defendem que é preciso que o Acre tenha um núcleo dentro Ministério Público Federal para atender as reivindicações das etnias.

Este ano alguns fatos chamaram atenção envolvendo as diferentes etnias. Os povos se revelaram indignados com a forma de como as políticas públicas estão sendo conduzidas no estado. Primeiro ameaçaram invadir o prédio da FUNAI em Rio Branco, depois que o coordenador Antonio Apurinã foi exonerado do cargo, quando assinaturas foram falsificadas para tirar o gestor do cargo. O assessor dos Povos Indígenas, Francisco Pianko, foi denunciado ao MPF por índios, acusado pela pratica de abuso sexual contra índias menores de idade, e, pode ser preso a qualquer momento pela Policia Federal. Em Cruzeiro do Sul, os Katukinas, invadiram a sede da FUNASA pedindo melhorias na saúde indígena, e redução da mortalidade infantil.

Na Casa de Apoio aos Povos Indígenas, CASAI, uma índia da tribo Madja (Santa Rosa do Purus), abortou uma criança por falta de assistência médica no local. A mulher veio para a cidade em busca de ajuda, mas não encontrou e ainda sofre complicações até hoje.

O governo já foi obrigado a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPF, para melhorar as condições da CASAI, mesmo assim diversas irregularidades continuam ocorrendo no local, desde a falta de médicos, remédios, até o completo abandono.

domingo, 9 de agosto de 2009

FESTIVAL CHICO POP - PRIMEIRA NOITE

Na imagem, Banda Caro John de Tarauacá, uma das atrações da primeira noite de apresentações do Festival Chico Pop, realizado ao ar livre, na praça da Revolução no centro de Rio Branco, dias 08 e 09 de agosto.

Passaram pelo palco no primeiro dia: Kelen Mendes, Caro John (Tarauacá), Roda de Samba, Álamo Kário, Cappuccino Jack, Heloy de Castro, Mapinguari Blues. Tiveram ainda intervenções teatrais e culturais.

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