sexta-feira, 31 de julho de 2009

LETICIA YAWANAWÁ É ESCOLHIDA PRA REPRESENTAR MULHERES INDIGENAS DA AMAZÔNIA

IX Assembléia Geral da COIAB elege nova diretoria do CONDEF e cria a União das Mulheres da Amazônia Brasileira


A Coiab iniciou dia 20 de julho , na aldeia Krikati São José, no estado do Maranhão, sua IX Assembléia Geral, que este ano comemora os 20 anos da entidade. O principal objetivo do evento foi deliberar sobre a proposta de avaliação do movimento indígena amazônico, revisão e aprovação do estatuto, eleição dos novos coordenadores da COIAB e ainda a discussão da conjuntura política indígena, direitos humanos, impacto de mega projetos nas terras indígenas e mudanças climáticas, dentre outros.


Uma apresentação do povo Krikati, anfitriões do evento, deu as boas-vindas aos participantes e antecedeu a mesa de abertura, que contou com a participação do atual coordenador geral da entidade Jecinaldo Sateré Mawé; o vice coordenador Marcos Apurinã; o presidente do CONDEF, Agnelo Xavante; o coordenador-tesoureiro, Kleber Karipuna; o Presidente da Funai, Márcio Meira; o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), Zé de Santa; o representante da Coordenação das Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão (COAPIMA) Lourenço Krikati; a coordenadora geral da recém-criada União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB), Conserlei Sumpré Xerente. Além dos representantes da Coordenação das Organizações Indígenas da Cuenca Amazônica (COICA), José V. Muiba (Bolívia), Juan Carlos Juntiachi (Equador), Diego Escobar (Colômbia); e do Cacique José Krikati, maior autoridade local, que abriu oficialmente o encontro.


Mulheres Indígenas - Durante o período de preparação da Assembléia, na véspera do encontro, já na aldeia São José, aconteceu o III Encontro de Mulheres indígenas da Amazônia, no qual foi definida a criação de uma organização autônoma de mulheres, que atuará de forma independente, em estreita parceria com a COIAB, e que foi denominada União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira – UMIAB.


Foram eleitas para a UMIAB : Concerlei Sumpré Xerente (coordenadora-geral). Edilene Krikati (vice-coordenadora), Matilde Madikai (coordenadora), Letícia Luiza Yawanawa (coordenadora). A iniciativa para a criação da nova organização nasceu a partir do Departamento de Mulheres da COIAB, coordenado por Maria Miquelina Machado Tukano. “Este foi um dos maiores avanços das mulheres indígenas da Amazônia na última década, mas precisamos sempre melhorar e qualificar o trabalho. A UMIAB me deixa bem animada e motivada quanto a isso. A nossa nova organização veio para somar com o trabalho que já vem sendo feito pela COIAB com as mulheres indígenas”, afirmou.


A UMIAB terá como primeiro desafio se firmar junto aos parceiros do movimento indígena e buscar recursos para as ações da organização, que inicialmente funcionará na sede da COIAB em Manaus, onde todas as coordenadoras irão trabalhar, com exceção da representante que será responsável pelas articulações em Brasília. Para o cargo foi eleita Geici Mura, do Amazonas.


Eleição do Conselho Fiscal - No mesmo período houve também a eleição do Conselho Deliberativo Fiscal (CONDEF), que discutiu uma proposta de novo Estatuto para a COIAB, que será apreciado durante a assembléia. O CONDEF é o responsável pela fiscalização e aplicação dos recursos financeiros da COIAB. Para a nova diretoria foram escolhidos Agnelo Xavante, reeleito para a presidência; Letícia Luiza Yawanawa, vice-presidente; Ivan Guarani, secretário-geral e Maximiliano Tukano, assessor do presidente.


IX Assembléia Geral da COIAB: debates dominam o segundo dia - O segundo dia de atividades da IX Assembléia Geral da COIAB começou com a aprovação do regimento e da programação do encontro. Por sugestão das lideranças indígenas, a programação foi modificada e a eleição da nova coordenação foi marcada para quarta-feira, dia 22, o que acelerou as articulações políticas para sucessão do atual coordenador. A nova proposta de Estatuto para a COIAB e CONDEF será analisada e votada depois da eleição. A proposta que será apreciada traz algumas mudanças em relação ao documento atual. Entre elas destaca-se a mudança do tempo de mandato da coordenação da COIAB, que de acordo com a nova proposta, pode passar de três para quatro anos.


Após dois mandatos à frente da entidade, o coordenador geral Jecinaldo Sateré Mawé deixa o cargo, mas garantiu que continuará atuante no movimento Indígena e que pretende conhecer as aldeias indígenas da Amazônia que não teve oportunidade de visitar devido a intensa agenda de atividades da COIAB. “Quero agora visitar as aldeias da Amazônia que ainda não pude conhecer. Não mais como coordenador da COIAB, mas como um índio que quer continuar a contribuir da melhor forma possível com a defesa dos direitos dos povos indígenas de nossa região e de todo país”, afirmou.


O período da tarde foi dedicado a apresentação de dois painéis e o debate sobre atual conjuntura do movimento indígena brasileiro abordando assuntos como a instalação de projetos em Terras Indígenas e mudanças climáticas.


O primeiro painel foi apresentado pelo representante da Coordenação das Organizações Indígenas da Cuenca Amazônica (COICA), Diego Escobar, onde foram descritas as atividades desenvolvidas pela organização, suas entidades filiadas e propostas para os povos indígenas amazônicos.


O segundo painel, apresentado por Jecinaldo Sateré Mawé foi dedicado a COIAB e tratou das realizações da entidade e a atuação em relação a assuntos como o Estatuto dos Povos Indígenas, tema principal do Acampamento Terra Livre 2009; a criminalização de lideranças Indígenas e demarcação de terras.


O coordenador chamou a atenção para o trabalho desenvolvido em parceria com organizações indigenistas e também com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, onde a COIAB é representada por Valéria Paye, que integra a Comissão Nacional Permanente em Brasília. Ele destacou, principalmente, a luta contra os Projetos de Lei (PLs) que tramitam no Congresso Federal e ameaçam os direitos dos Povos Indígenas, com destaque para o projeto que imputa aos Indígenas brasileiros a prática do infanticídio e o que transfere para o Legislativo a decisão sobre demarcação de terras Indígenas.


Assembléia Geral da COIAB comemora 20 anos de lutas pelos povos da Amazônia - Muita emoção e algumas surpresas marcaram a comemoração dos 20 anos da COIAB na noite de terça-feira, dia 21. A cerimônia foi aberta com o hino da COIAB, seguida pela primeira surpresa da noite, todos os presentes receberam uma camiseta especialmente feita para a ocasião.


Em seguida, Jecinaldo Sateré Mawé, em seu último dia como coordenador geral, fez um retrospecto da história da COIAB, relembrando cada uma das oito assembléias e a atuação de todos os coordenadores nos últimos 20 anos.


Logo depois, Lúcio Terena, ex diretor do Centro Amazônico de Formação Indígena (CAFI), apresentou o projeto “Universidade Indígena da Amazônia”, que será uma das prioridades da COIAB nos próximos anos. A universidade terá como diferencial a valorização do conhecimento tradicional e da sabedoria indígena aliado a oferta de cursos, incluindo mestrado e doutorado, nos mesmos moldes dos oferecidos pela instituições não-indígenas. “Nessa comemoração deixamos um desafio para as próximas gerações e esse desafio é a criação da Universidade Indígena da Amazônia”, afirmou Jecinaldo.


Sebastião Machinery também apresentou o livro “COIAB : 20 anos construindo nosso futuro”, ainda em fase de elaboração e que deve ser lançado em breve.


A última surpresa da noite foi o reconhecimento da atual coordenação àqueles que tiveram papel fundamental na história da organização. Membros da atual direção da COIAB entregaram diplomas aos ex coordenadores e conselheiros presentes ao evento com os dizeres: “Minha escola é o Movimento Indígena. Minha faculdade é a natureza e meus professores são as lideranças indígenas”.


COIAB elege nova Coordenação Executiva - No dia 22, cerca de 170 delegados indígenas representando os 09 estados de abrangência da COIAB elegeram a nova coordenação executiva da COIAB.


Com 148 votos a favor e 18 contra, Antônio Marcos Alcântara de Oliveira Apurinã – Rondônia foi eleito o novo coordenador geral da COIAB, logo após ocorreu à eleição para vice-coordenador(a) onde foi eleita Sonia Bone Guajajara – Maranhão com 106 votos a favor e 63 contra.


A eleição para o cargo de secretario (a) da COIAB foi eleito Cleiton Javaé – Tocantins, com 84 votos a favor e 74 contra.


Para o cargo de tesoureiro da COIAB foi eleito Kleber Luiz Santo dos Santos Karipuna – Amapá, com 99 votos a favor e 63 votos contra.


A eleição foi conduzida pelo coordenador executivo da APOINME, Zé de Santa; a advogada indígena Fernanda Kaingang e o representante da COICA, Diego Escobar.


Momentos antes da eleição, foi aprovado pela Plenária e todos os delgados presentes que a nova coordenação executiva da COIAB e o CONDEF terão mandato de 4 anos, ao invés dos atuais 3 anos.


Assessoria COIAB.

'O OLHO NO CONSUMIDOR' QUE FOI CENSURADO

Empresa de transgênicos impede publicação da cartilha ‘O Olho do Consumidor'


Uma cartilha produzida pelo Ministério da Agricultura sobre agroecologia teve sua distribuição impedida. A cartilha "O Olho do Consumidor", que conta com ilustrações de Ziraldo, foi lançada para divulgar a criação do "Selo do SISORG" (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.


O livreto, que teve tiragem de 620 mil cópias, foi objeto de uma liminar de mandado de segurança, fruto de ação movida pela transnacional Monsanto, que impediu sua distribuição. Setores do Ministério ligados ao agronegócio também não ficaram contentes com as informações contidas na cartilha. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério.


A proibição se deu por conta do item 5 da página 7 (imagem ao lado), onde se lê: "O agricultor orgânico não cultiva transgênicos porque não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza. Transgênicos são plantas e animais onde o homem coloca genes tomados de outras espécies".


Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força, o MST se junta a todos aqueles que estão distribuindo eletronicamente a cartilha. Se você concorda com esta idéia, continue a distribuição para seus amigos e conhecidos.


A CARTILHA ESTÁ CIRCULANDO NA INTERNET. LEIA E DIVULGUE. ACESSE, CLIQUANDO AQUI.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

UMA CRISE ANUNCIADA

Por Edinei Muniz*

O governo brasileiro, talvez por praticar uma política externa de viés ideológico, segue ignorando o barril de pólvora que está se transformando a fronteira do Brasil com a Bolívia, onde milhares de brasileiros vivem hoje sob ameaça de expulsão por parte do tumultuado governo boliviano.

Pretende Evo Morales, sob o argumento de garantir a soberania do seu país, assentar 4.000 camponeses, oriundos de La Paz e Cochabamba, em 200 mil hectares de terras localizadas na região fronteiriça. O ultimato já foi dado aos milhares de posseiros brasileiros.

Políticos de oposição a Evo Morales, por sua vez, segundo dizem os jornais bolivianos, acusam o Executivo de utilizar a reforma agrária para tentar modificar a tendência eleitoral de Pando, onde candidatos opositores sempre venceram.

Dizem os oposicionistas, que Evo planeja transferir para o Departamento de Pando apenas os militantes do ‘Movimento Rumo ao Socialismo’, grupo político que dá suporte ao Presidente. As eleições gerais ocorrerão em 06 de dezembro próximo – e como a Bolívia ainda não superou o fantasma do golpe é bom o governo brasileiro ficar de olhos bem abertos – ainda mais agora diante da possibilidade real de envolvimento de brasileiros nos conflitos, em função, claro, das graves questões fundiárias que se avizinham diante das medidas adotadas por Morales.

Se não bastasse todo esse cenário, os conflitos em Pando - de setembro de 2008 - envolvendo camponeses favoráveis ao governo e opositores liderados por Leopoldo Fernandes deixaram feridas profundas na região, e com elas também a certeza de que o problema deve – considerando a tradição boliviana – reaparecer nas eleições de dezembro.

O problema maior é que os opositores do governo, segundo afirmam os jornais da Bolívia, começam a ser articular para barrar o deslocamento de camponeses favoráveis a Morales. Manifestações de repúdio já estão sendo realizadas.

Deste modo, por tendência óbvia, e também por lógica, os brasileiros que hoje vivem sob a ameaça de expulsão por parte do governo boliviano, provavelmente, devem se aliar aos opositores de Evo, já que verão neles a única saída para não perderem as terras que ocupam em solo boliviano.

Resultado: conflitos envolvendo brasileiros e bolivianos na região. As autoridades precisam agir enquanto ainda há tempo.

* Edinei é Advogado.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

GRUPO CAPÚ, SHOW 30 ANOS



Veja o segundo video, clique aqui.

Acesse também o banco de imagens do show, clique aqui.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O MUNDO CONFORME CASCIARI

Li uma vez que a Argentina não é nem melhor nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e ai inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no ’sistema cão’.


Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7. No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana.


Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.

Argentina nasceu em 1816, assim sendo já tem 190 anos. Se dividirmos estes anos por 14 Argentina tem ‘humanamente’ cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, se masturba, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.


Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul são quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.


Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil que tem 14 anos e um membro grande.


México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar osmeninos famintos de 6 anos em outros continentes.


No outro extremo está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem – ainda- para comprar uma dentadura postiça.


A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.


Depois estão os países que chegaram à maioria de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo, Austrália e Canadá, típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, com uma educação restrita e antiquada, e que agora se fingem de loucos.


Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul; enquanto que Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento adota o bebê Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão em moda.


França é uma separada de 36 anos, mais puta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mônaco, que vai a caminho de ser puto ou bailarino… ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas não se importa.


Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gêmeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber nada de homens. Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (Bélgica também fantasia às vezes com saber preparar espaguete).


Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente França se iguale mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). Anda muito com tetudas e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa foder por Inglaterra e depois denuncia. Espanha tem filhos por todas partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles mas perturbam quando tem fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam a geladeira.


Outro que tem filhos espalhados é Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral as ilhas vivem com a mãe, mas Inglaterra as alimenta. Escócia e Irlanda, os irmãos de Inglaterra, que moram no andar de cima, passam a vida bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.


Suécia e Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão boas de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Trançam e trabalham, pois são licenciadas em algo. As vezes fazem um trio com Holanda (quando necessitam maconha); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com Coréia.


Coréia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gêmeas, mas a do norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadito de 17 anos, a vigia muito, não por medo, senão porque quer pegar as suas pistolas.


Israel é uma intelectual de 62 anos que teve uma vida de merda. Fazem alguns anos, Alemanha, o caminhoneiro, não a viu e a atropelou. Desde esse dia Israel ficou que nem louco. Agora, em vez de ler livros, passa o dia na sacada jogando pedras na Palestina, que é uma mocinha que está lavando a roupa na casa do lado.


Irã e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negocio para eles. Agora estão comendo lixo.


O mundo estava bem assim, até que um dia Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrênicos.


Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo descobrimos que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. Um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna…e até gente! Eu fico com medo de que apareçam paises de pouca idade, assim de repente. Que saibamos por ter ouvido e que ainda tenhamos que fingir que sabíamos para não passar por ignorantes.


E eu pergunto: Por quê continuam nascendo países, se os que existem ainda não funcionam?


Hernán Casciari - escritor e jornalista argentino.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

E AGORA PT?


E agora, PT?
E agora, PT?


A farsa acabou,
a estrela apagou,
você nos traiu,
a arrogância esfriou,
e agora, PT?
e agora, você?


Você que tinha nome,
que zombava dos outros,
você que era guardião,
de quem tinha um sonho,
e agora, PT?


Está sem parceiro,
está sem discurso,
está sem caminho,
Que possa trilhar,
já não pode enganar,
já não pode fingir,
culpar já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, PT?
E agora, PT?


Sua doce palavra,
seu ímpeto, sua verve,
sua gula incomum,
seu discurso inflamado,
seus militantes aguerridos,
sua coerência,
seu ódio - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para as bases,
bases não há mais.
PT, e agora?


Se você gritasse,
se você se arrependesse,
se você se dobrasse,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você remisse...
Mas você não o faz,
você não é nada, PT enganador!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem militante na rua
para te respaldar,
sem cavalo vermelho
que fuja a galope,
você marcha, PT!
PT, para onde?


Esta é uma versão interessante e atualizada do poema de Drummond (E agora José?) que circula na internet.

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domingo, 26 de julho de 2009

PRENDE ELE

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

VAI SOBRAR PARA TIÃO VIANA

Aliados de Sarney reagem à ofensiva da oposição e preparam representações


MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília


Os aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), preparam contra-ataque à ofensiva do PSDB, do DEM e de senadores que prometem uma nova representação contra o peemedebista no Conselho de Ética. Senadores ligados a Sarney encomendaram a assessores a elaboração de representações por quebra de decoro parlamentar contra colegas.


A ideia é dividir a responsabilidade pela crise que atinge a imagem da instituição com outros senadores. Podem ser alvo de representação, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Efraim Moraes (DEM-PB) e Tião Viana (PT-AC). Todos já estiveram envolvidos em denúncias de irregularidades nos últimos meses.


A estratégia dos senadores próximos ao presidente do Senado é intimidar opositores que insistirem em desgastar ainda mais imagem do peemedebista. Eles também seriam levados ao colegiado na tentativa de diminuir a pressão contra Sarney.


O líder do PSDB disse que a resposta dos aliados do presidente do Senado é esperada. Virgílio anunciou hoje que o PSDB vai representar Sarney no Conselho de Ética utilizando como base suas denúncias. Virgílio pressionou o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), a assinar a representação. A bancada não foi consultada. "Não podemos mais viver de chantagem. É preciso posições firmes para mostrar que o Senado não suporta mais ser comandado pelo presidente do Senado. A situação de Sarney é insustentável", disse.


Contra o tucano pesa as acusações de que teria recebido um empréstimo do ex-diretor-geral Agaciel Maia, mantido um servidor fantasma em seu gabinete e ultrapassado limites com gastos de saúde com o tratamento de sua mãe. Virgílio informou que não pegou empréstimo com o ex-diretor e devolveu o dinheiro pago irregularmente ao funcionário.


Vianna foi constrangido por ter emprestado o telefone celular do Senado para sua filha utilizar a em viagem de férias ao México. A conta do celular foi de R$ 14.758,07 e o senador afirmou que devolveu os recursos.

Cristovam foi envolvido no escândalo dos atos secretos porque sua mulher, Gladys Pessoa de Vasconcelos Buarque, servidora da Câmara há mais de 26 anos, teria sido nomeada, por uma decisão sigilosa, assistente parlamentar, em janeiro de 2007, na liderança do PDT, partido de Cristovam.


Moraes pode ser representado pelas denúncias de irregularidades na administração dos contratos terceirizados do Senado durante sua gestão na primeira secretaria.


A movimentação dos aliados de Sarney começou depois que foram divulgadas gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal que indicariam que o presidente do Senado negociou a contratação do namorado da neta. A reprodução dos diálogos aumentou a pressão para Sarney deixar o cargo.


Além do PSDB, o DEM avalia protocolar uma representação contra Sarney. O PT também se posicionou. O líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), divulgou nota nesta sexta-feira afirmando que a bancada continua defendendo o afastamento temporário do presidente do Senado.


Mercadante afirmou que a divulgação das gravações da Polícia Federal que indicariam que Sarney negociou a contratação do namorado da neta é "grave, porque há indícios concretos da associação do peemedebista com atos secretos".


O presidente da Casa foi denunciado por causa de seu envolvimento com os atos secretos, pela suspeita de que teria interferido a favor de um neto que intermediava operações de crédito consignado para servidores do Senado, pela suspeita de ter usado o cargo para interferir a favor da fundação que leva seu nome, e pela a contratação do namorado de sua neta para trabalhar na Diretoria Geral do Senado.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

FRONTEIRA SEM PROTEÇÃO


Conheça uma das rotas do tráfico de drogas na fronteira do Acre com a Bolivia.

Sem a ação de combate aos crimes por autoridades das judiciárias e policiais, quadrilhas fazem a "festa" transportando quilos e mais quilos de entorpecentes, produtos contrabandeados, armas e furtos por ramais, varadouros, rios e igarapés que não são fiscalizados.

CLIQUE NA FOTO PARA LER O TEXTO.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

ACUSADOS DE FRAUDAR CONCURSO DA PM PRESTAM DEPOIMENTO NO MPE

Treze oficiais são acusados de fraudar o concurso da PM

Mapa de investigação do MPE detalha como ocorreu a fraude


Os oficiais da Policia Militar do Acre – PMAC, acusados de fraude em concurso público estão sendo ouvidos individualmente pelo Ministério Público Estadual – MPE, desde a semana passada. Os depoimentos foram requisitados pela promotora Valdirene Cordeiro, titular da Promotoria de Defesa do Patrimônio.


A fraude teria ocorrido em 1996, durante um concurso realizado para o preenchimento de vagas no quadro de oficiais da Policia Militar.


De acordo com a denúncia, treze candidatos, que atualmente exercem as funções de oficiais, capitão e major, teriam sido admitidos na corporação, mesmo com a reprovação em etapas do concurso.


O site O Acre Notícias teve acesso a um mapa de investigação, elaborado pelo Ministério Público, que mostra em detalhes como aconteceu a fraude. Na investigação, o Ministério Público reconstitui todas as etapas do concurso, e revela que os treze candidatos reprovados nas provas objetivas, exames psicotécnicos e testes físicos, são posteriormente adicionados como aprovados, através da portaria, expedida á época pelo Comando Geral, Nº050/96.


A investigação mostra que, um desses candidatos teve as notas alteradas. O atualmente Capitão Sérgio Murilo Nunes Moncada, apresenta, na primeira fase do concurso, a pontuação igual a 50 pontos, no entanto em outra fase aparece com a pontuação igual a 60.


O MPE usa o termo “alienígena” para denominar o candidato Carlos Augusto da Silva Negreiros, uma vez que ele teria aparecido na relação de aprovados sem sequer possuir inscrição no referido concurso.

Todos os acusados, já respondem a processos investigativos desde 2001, quanto a possível fraude no concurso. No entanto, somente em agosto do ano passado, com a intervenção e aparições públicas da advogada Joana D’Arc Valente Santana, que houve a instauração de uma ação civil pública, para investigar todas as denúncias em um único processo.


Prejuízo aos cofres públicos - Os “janeleiros”, como ficaram conhecidos popularmente os oficiais investigados, são acusados de terem embolsado indevidamente os salários, além de diárias e outros benefícios, recebidos durante todos esses anos. E, caso sejam condenados terão que devolver aos cofres públicos o dinheiro recebido, desde 1996.


Atualmente, todos os acusados continuam recebendo normalmente, e os salários deles são superiores a três mil reais. Além disso, alguns deles foram promovidos a outras patentes, mesmo sendo réus na ação civil pública.

A maior parte dos acusados também responde a outro processo que envolve prejuízo aos cofres públicos. Os nomes de alguns destes oficiais também aparecem na lista de militares que teriam recebido gratificações indevidas. O caso também está sendo investigado pelo MPE.


Ricardo Bessa - O Acre Noticias.

PARLAMENTARES DO ACRE NÃO ASSINAM A ‘PEC’ DOS JORNALISTAS

* Por Marcos Vicenti

Recebi a lista dos deputados que assinaram a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Jornalistas, protocolada no início do mês, no Congresso Nacional. A medida é do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e busca restabelecer a necessidade do curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. Para minha surpresa só dois deputados acreanos assinaram o documento. Dos sete parlamentares do Estado, apenas os deputados Fernando Melo (PT) e Ilderlei Cordeiro (PPS) são a favor da proposta.

A PEC recebeu 197 assinaturas de vários parlamentares do Brasil, e apenas duas de deputados acreanos. Os seis deputados que não assinaram o documento preferem ficar com o voto do relator do processo a favor da extinção do diploma para o exercício da profissão de jornalista, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Nós últimos seis anos, aqui no Acre, muitos jornalistas que só tinham formação empírica voltaram para o banco de uma faculdade para aliar o conhecimento à prática. Muitos hoje são professores de comunicação social na Universidade Federal do Acre (UFAC) e no Instituto de Ensino Superior do Acre (IESACRE). O que nós vemos hoje é uma mudança no jornalismo acreano, não de pessoas, mas de idéias e atitudes.

Respeitem os jornalistas que foram atrás do sonho, de uma formação superior como: Raimundo Fernandes, Manoel Façanha, Antonio Muniz, Marcio Nunes, Paulo Henrique, Aires Rocha, Mirian Moura, Lamlid Nobre, Demóstenes Nascimento, Eliane Sinhasique, Rutemberg Crispim, Renata Brasileiro, Sidney Torres, J. Guimarães, Gesse Moreno, Andrea Zílio, Alberto Casas, Adailson Oliveira, Mara Rocha, Ezi Melo, Kátia Oliveira, Beth Passos e Lenilda Cavalcante. Todos esses jornalistas que citei, a grande maioria tem mais de 15 anos de profissão, nem por isso se acomodaram, buscando a formação em jornalismo. Sei que todos se sentem muito orgulhosos de ser jornalistas.

A atitude de não calar diante da decisão do Supremo Tribunal Federal que acabou com a exigência da formação em curso superior de jornalismo para o exercício da profissão tem mobilizado a sociedade brasileira a um debate sobre os perigos que representa a falta de critérios para o cumprimento desta atividade profissional. O quarto poder, como é conhecido o jornalismo, influencia na tomada de decisões da população e não deve ser praticado por pessoas sem noções de teoria da comunicação, ética, sociologia; indispensáveis para uma formação crítica do jornalista.

Senhores deputados, todas as suas ações são levadas ao conhecimento da população com um texto redigido por um jornalista, já dizia o velho guerreiro “quem não se comunica se trombica”. Por isso, senhores deputados, faço um apelo a todos vocês: façam parte dos esforços para a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Curso Superior para o exercício da profissão de jornalista, a Frente do Diploma.

(*) Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac)