sábado, 19 de dezembro de 2009

FARRA DO HELICÓPTERO

Governo vai gastar mais de R$ 23 milhões para manter funcionando toda estrutura e logística da aeronave

O que assusta e impressiona, principalmente no bolso do contribuinte, são os valores que se escondem por trás da aquisição de um helicóptero esquilo (modelo AS350), adquirido pelo Governo do Estado do Acre no valor de R$ 7.945.000,00 (sete milhões novecentos e quarenta e cinco mil reais), que foi comprado da empresa Helibrás - uma multinacional, que tem na presidência do Conselho de Administração, o ex-governador, Jorge Viana (PT).

O governo antecipou a compra da aeronave, mesmo antes do Estado possuir um heliporto. Meses depois, o espaço para pouso e decolagem está sendo construído na área central da cidade, no bairro Bosque, pela quantia de "apenas" R$ 21 milhões. Parte do hospital de base foi demolido para levantar o prédio. Argumenta-se que o local é uma área estratégica para atender as demandas de segurança e saúde, a partir do uso do helicóptero.

Tivemos acesso a um calhamaço de documentos que comprovam, que o cidadão vai pagar uma conta bem salgada pelo uso do helicóptero adquirido pelo Estado. Os valores são bem maiores do que se imagina. O helicóPTero apelidado carinhosamente por populares com sigla do PT, ainda vai consumir milhões de reais até que seja executado todo o projeto de estruturação do Centro Integrado de Operações Aéreas do Acre.

Somente de equipamentos básicos para manutenção, segurança e funcionamento da aeronave serão gastos mais de R$ 1, 8 milhões. O dinheiro será revestido para comprar gancho de carga, bomba de combustível, farol de busca, luvas e jaquetas com macacão, além de botas de vôo para os pilotos e capacete antichoque. Somente uma única peças custa mais de R$ 1 milhão. Entre os itens necessários, os mais caros são: capacete antichoque especial que custará R$ 17,8 mil; seguido de outro denominado "imageador térmico FLIR 8500, completo", avaliado em R$ 1, 3 milhões.

O governo também pretende construir um hangar para garantir a logística completa e suporte das equipes que vão trabalhar com a aeronave. Inicialmente a estimativa de gasto foi calculado em R$ 310 mil. Mas o valor poder ser superior considerando a manutenção mensal dos equipamentos, contratação de pessoal e pagamentos de combustiveis para aeronave, entre outros. O hangar terá aparelho celular com capacidade para comunicação via satélite, GPS, rádio aeronáutico, beliche de madeira em lei, sistema de refrigeração, mobília, notebook de 2 gbytes avaliado em R$ 8,3 mil; microcomputador completo no valor de R$ 3, 4 mil. Todos os itens foral licitados, compro, e devem ser entregues até o fim deste ano.

Somando os custos do hangar com os valores para manutenção da aeronave, chega-se ao total aproximado de quase R$ 2, 1 milhões. Nessa matemática é preciso acrescentar ainda o valor para construir o heliporto, cálculo final: R$ 23, 1 milhões.

Dinheiro que consome quase parte generosa do orçamento do estado, e que daria para manter diversos programas sociais de geração de emprego e renda, e, desenvolvimento ecnômico e social na capital, e no interior do estado. Para 2010 o orçamento do Estado para a área de segurança pública, que vai também manter as despesas da aeronave, foi fixado em R$ 292 milhões, tanto para Polícia Militar como Polícia Civil. O orçamento geral do Acre é estimado em R$ 3,6 bilhões.

O que o governo não imaginava era que a compra da aeronave poderia trazer tanta dor de cabeça. O Ministério Público Federal no Acre (MPF/AC), ingressou com ação civil pública para que a Justiça Federal avalie o possível uso do helicóptero para fins de marketing e publicidade associativa ao Partido dos Trabalhadores. Isso por que a aeronave possui uma enorme estrela vermelha pintada na fuselagem, que para o MPF no Acre, tem a clara intenção de fazer ligação com o símbolo do PT. O MPF, alega que também está fiscalizando a aplicação de recursos provenientes do Governo Federal.

Se a Justiça acatar os pedidos da ação, o governo poderá ser brigado a mudar a pintura, deverá pagar multa no valor de R$ 50 mil diários, caso haja descumprimento da decisão. O Ministério da Justiça será obrigado a fiscalizar verbas de convênios federais no Acre, e orientar sobre a proibição de fazer propaganda político-partidária utilizando bens públicos.

Mas enquanto não sai uma decisão da justiça, Binho continua mostrando que pode, e vai continuar gastando o dinheiro do contribuinte acreano como quer.

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