segunda-feira, 30 de novembro de 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ACRE MAQUEIA NÚMEROS DA POBREZA


Os números são a dor de cabeça de muita gente. Eles não perdoam a mentira. É o que acontece com os números relativos ao desenvolvimento sócio-econômico do Acre. A recente exposição que o governador do Acre, Binho Marques (PT) fez a mais de 100 vereadores e deputados acreanos, e repercutida em longo discurso do senador Tião Viana (PT-AC) no Senado, não resiste a uma pequena olhadela nos números verdadeiros.

Vejamos o que dizem os relatórios do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Programas do MDS chegam a 355 mil dos 608 mil habitantes do Acre.
O Estado do Acre recebe do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), por ano, R$ 180,8 milhões para execução de programas sociais. As ações nas áreas de transferência de renda, assistência social e segurança alimentar beneficiam 355mil pessoas. O Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do País, transfere por mês R$ 6,2 milhões para 57,5 mil famílias acreanas.

Assistência Social – Para os programas de assistência social até setembro de 2009, o Ministério destinou R$ 74,7 milhões para realizar 112 mil atendimentos no Acre. O MDS investiu R$ 2,8 milhões no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) no Estado, para tirar 12,8 mil crianças e adolescentes do trabalho até setembro de 2009. Cerca de 3,1 mil jovens são beneficiados com o programa Projovem Adolescente, que aplicou R$ 582,9 mil até setembro de 2009. No Programa de Atenção Integral à Família (PAIF), os 25 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) atendem 73,1 mil pessoas com repasse de R$ 1,5 milhão.

Segurança Alimentar – Os repasses do governo em segurança alimentar no Acre alcançam R$ 2,7 milhões, atendendo 13,4 mil pessoas. O Programa de Aquisição de Alimentos visa incentivar a produção de alimentos pela agricultura familiar. O Restaurante Popular em Rio Branco, já em funcionamento, recebeu R$ 1,3 milhão. O objetivo é proporcionar à comunidade, alimentação saudável a preços populares.

Só por ai, já se pode afirmar que são falsos os dados apresentados pelo governador e pelo senador, de que a pobreza no Acre está restrita a 38% da população. Mas não é só isso.

Os dados dos relatórios do MDS se referem apenas aos pobres alcançados pelos programas do Ministério. A pobreza é muito maior. São exatamente 82.227 famílias cadastradas no perfil do bolsa família, ou seja, possuem renda per capita inferior a 140 reais. No perfil do cadastro único (renda per capita inferior a R$ 232,50), existem 89.182 famílias.

Em síntese, dos 188 mil arranjos familiares identificados no Acre, 47% estão cadastradas como pobres no MDS, sendo que o Ministério somente consegue atender 57,5 mil (30,05%).

Para contextualizarmos, vejamos o que dizem os números sobre Rondônia, que é um estado vizinho sempre acusado de má gestão, desperdício e corrupção pelos petistas acreanos. Os dados são igualmente do MDS.

Programas do MDS chegam a 602 mil dos 1,5 milhão de habitantes de Rondônia.
O Estado de Rondônia recebe do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), por ano, R$ 329,8 milhões para execução de programas sociais. As ações nas áreas de transferência de renda, assistência social e segurança alimentar beneficiam 602 mil pessoas. O Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do País, transfere por mês R$ 11 milhões para 112,5 mil famílias de Rondônia.

Assistência Social - Para os programas de assistência social até setembro de 2009, o Ministério destinou R$ 140,7 milhões para realizar 171 mil atendimentos em Rondônia. O MDS investiu R$ 2,8 milhões no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) no Estado, para tirar 12,8 mil crianças e adolescentes do trabalho até setembro de 2009. Cerca de 1,9 mil jovens são beneficiados com o programa Projovem Adolescente, que aplicou R$ 854,3 mil até setembro de 2009. No Programa de Atenção Integral à Família (PAIF), os 33 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) atendem 85,4 mil pessoas com repasse de R$ 2 milhões.

Segurança Alimentar - Os repasses do governo em segurança alimentar em Rondônia alcançam R$ 3,3 milhões, atendendo 36,5 mil pessoas. O Programa de distribuição de Cestas de Alimentos destina R$ 67 mil para beneficiar 4,3 mil pessoas com um total de 1,2 mil cestas distribuídas.

Dos 488 mil arranjos familiares identificados em Rondônia, 159 mil (32,7%) estão no perfil cadastro único de pobreza e 145.492 estão no perfil bolsa família (29,82%). O Ministério do Desenvolvimento Social consegue atender no Estado apenas 112,5 mil famílias, ou seja 23,0% de todas as famílias.

Uma das conclusões que se pode extrair dos dados oficiais é que no Acre a pobreza é 43,7% maior que em Rondônia, portanto cai por terra todo o discurso ufanista e falso do grupo que há 10 anos governa o Acre contando para isto com a boa vontade do Governo Federal que nos oferece a maior taxa de transferência de recursos per capita do Brasil. Não há dinheiro que baste quando o projeto é equivocado.

Agência Amazônia.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ÍNDIOS ISOLADOS SITIAM ALDEIA KAXINAWA

Lideranças indígenas temem conflitos com arredios na região do Alto Tarauacá, no rio Muru

Cerca de 16 famílias da etnia Kaxinawa, que moram na última aldeia da terra indígena Humaitá, no alto Tarauacá, rio Envira, estão sendo sitiadas por índios isolados que vivem na região. A denúncia é feita pelo professor e pajé da Aldeia Novo Futuro, Francisco de Assis Mateus Lima, mais conhecido por Huni Kuin Kashinawa (foto).

Segundo ele, a etnia está sofrendo pressão de índios “brabos”, que estão circulando nas proximidades do Humaitá. “Tememos que haja um conflito sério com esses índios. Não sabemos de que tribo são e nem que língua eles falam. A informação que temos é que eles costumam andar em grupos formados por mais de 15 pessoas”, comenta Huni.

Kuin diz que as lideranças kaxinawas suspeitam que índios arredios tenham intenção de saquear terçados, facas, tecidos, ou, até mesmo, invocar um conflito armado. “Antes esses índios costumavam circular em nossa terra indígena somente no verão. Mas atualmente isso tem acontecido durante todo o ano”, relata.

Para solucionar o problema, Huni argumenta que é necessário a intervenção da Fundação Nacional do Índio (Funai), assim como do sertanista José Carlos Meirelles e do governo do Acre. “É preciso que sejam criados dois postos de vigilância [Frente de Proteção] da Funai, sendo um no rio Muru e outro no próprio rio Humaitá, já que é na comunidade Boa Esperança onde os índios ‘brabos’ descem”, ressalta.

Para o antropólogo e indigenista Terri Valle de Aquino, a situação é temerosa, tanto que ele se diz surpreso por ainda não ter ocorrido nenhuma morte entre os kaxinawas e os índios isolados. “Há um risco iminente de acontecer um conflito sério e com mortes. Já houve caso de saques e os kaxinawas têm encontrado vestígios da presença dos arredios”, frisa Aquino.

Por outro lado, Terri cita o programa de Proteção da Funai a índios isolados. De acordo com o antropólogo, a fundação já dispõe de um recurso na ordem de R$ 450 mil, obtido por meio de emenda da senadora Marina Silva (PV-AC), para proteger a população de isolados nas cabeceiras do Humaitá e Envira.

“Por isso também é importante a participação do governo do Acre nesse processo, que pode disponibilizar recursos para a contratação de trabalhadores para atuarem nos postos de vigilância e fiscalização. Nossa proposta é respeitar as tradições culturais dos índios isolados e protegê-los, somente isso”, enfatiza o indigenista.

Por Whilley Araújo - whilley@pagina20.com.br.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SOBRINHO DE TIÃO VIANA ESPANCA MÉDICO NO ACRE

Diego Viana é também sobrinho do ex-governador Jorge Viana. Ele deu socos e chutes no médico Augusto Júlio Muñoz, de 54 anos. O caso foi parar na delegacia. A vítima vai representar Diego no Conselho Regional de Medicina

RIO BRANCO, AC – O médico residente Diego Viana, 26, (em segundo plano na foto) foi hoje (terça-feira) protagonista de uma cena deprimente. Agrediu a socos e pontapés seu colega Augusto Júlio Muñoz, 54. A agressão ocorreu em frente ao Pronto Socorro de Rio Branco, no Acre. O agressor é sobrinho do ex-governador Jorge Viana e do senador Tião Viana (PT). A vítima, de nacionalidade peruana, vive há 17 anos no Brasil.

A desavença começou cedo. Pela manhã, ao estacionar seu carro Diego Viana quase teria atropelado Augusto Júlio Muñoz involuntariamente. Trocaram insultos mútuos, mas não saíram aos tapas. Cada um foi para seu consultório. Por volta do meio-dia, Diego esbarra-se, novamente, com o colega. Desta vez, após nova troca de insultos, Viana partiu para cima de Muñoz dando-lhe socos e pontapés. Testemunhas contaram que Diego Viana estava possesso.

Viana contou que teria sido ofendido por Muñoz e revidado com um murro e chutes. Houve luta corporal entre os dois e, Muñoz devido à idade avançada, acabou levando a pior. Teve que ser atendido por médicos que estavam de plantão no Pronto Socorro. Muñoz ficou estro chão e só não apanhou devido à intervenção da Polícia Militar. Diego foi retirado do local e a vítima socorrida por outros médicos que estavam de plantão.

Augusto Júlio sofreu ferimentos no rosto e no braço esquerdo, teve que ser medicado

Ambos registraram queixa na Delegacia de Flagrantes, apresentaram suas versões à imprensa e fizeram exame de corpo delito. Muñoz pretende mover uma representação no Conselho de Ética do Conselho Regional de Medicina (CRM) contra Viana. Muñoz teve o supercílio cortado e apresentava vários hematomas. Ele compareceu à delegacia ainda segurando um frasco de soro que estava injetado na mão direita.

– Jamais imaginei que ele fosse tão agressivo – disse o peruano.

Viana alegou que teria sofrido agressões verbal e física.

– Infelizmente tive que me defender após a agressão física. Aí aconteceu esse incidente infeliz. As coisas estão sendo conduzidas se acordo com a lei. Eu mesmo me apresentei à polícia.

Diego Viana, que vem sendo preparado para ser candidato a deputado federal pelo PT, tem perfil no Twitter.

– O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos desonestos, corruptos e sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons – foi sua primeira mensagem no microblog.

Mais adiante, o médico deixou uma mensagem para o senador Tião Viana:

– Caro Tio, obrigado pelo carinho. Desta maneira que manteremos o sucesso da nossa família em prol do Acre.


Na mais recente mensagem ele diz:

– Ame sua casa e sua família que conseguira transformar o mundo pra melhor.

A briga dos dois médicos foi presenciada por dezenas de pacientes que aguardavam atendimento no Pronto Socorro.

Da Agência Amazônia com informações de Salomão Matos e Altino Machado.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

DR. BÁBA, O HOMEM QUE TRINCOU A FPA



Presidente do PCdoB em Feijó conta como conseguiu desarticular e rachar a Frente Popular para eleger um candidato das oposições.

Quem não vive os bastidores da política acreana nem faz idéia de como se deu a eleição de Dindin para a prefeitura de Feijó. E nem imagina o que aconteceu 20 dias antes do pleito. Aquela velha mania dos ditadores decidir em nome do povo foi colocada em prática pela alta cúpula da Frente Popular do Acre e o que se viu foi uma resposta imediata: a derrota provocada pelo próprio fogo amigo.

Quando todos silenciaram, surgiu um grito de revolta dentro do grupo de aliados: "Se é para ganhar matando nossas lideranças, vamos à luta contra aqueles que não nos respeitam e nem escutam o clamor da sociedade", disse o jovem médico conhecido como doutor Bába, até então presidente de um dos principais partidos da Frente Popular, o PCdoB.

A partir dai foi decretado o racha. O levante do doutor Bába desintegrou aquela que parecia a mais sólida aliança partidária entre PT, PP, PSB e PCdoB.

O médico que já foi vice candidato à prefeitura de Tarauacá, mas perdeu nas urnas para Wando Torquato, diz que os militantes do PCdoB de Feijó não aceitaram as imposições e decidiram radicalizar. "Nós tínhamos muitos nomes que poderiam representar a Frente Popular em Feijó, mas eles [Governo e Frente Popular] decidiram tudo sem conversar com a militância e os partidos. Eles colocaram na disputa uma pessoa [Erlandes] que a população não conhece e que não tem representação política nenhuma, por isso decidimos manter a sigla na chapa, mas trabalhar contra a imposição sem medo", conta Bába.

Entre os insatisfeitos com a FPA, estava a maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Feijó que representavam o governo. "Agora você imagine uma coligação dessas, que na eleição passada dos nove vereadores candidatos conseguimos eleger oito, e hoje desses oito, apenas um deles ainda continua do lado de lá; isso mostra a fragilidade que eles estão. O vereador "Pelado" que representa o governo teve mais de 900 votos na última eleição e abertamente apoia Dindin, junto com os vereadores Eurico, Marleide, Zé Carlos entre outros que estão do nosso lado", revelou o doutor Bába.

Doutor Bába afirma que até indígenas comunistas se revoltaram com as imposições da cúpula da FPA. "As nossas lideranças indígenas que estimamos em 1.300 pessoas aptas a votar, a gente acredita que pelo menos 800 deles também apoiaram e votaram com o Dindin, assim como maioria dos nossos filiados".

O clinico geral diz que pediu afastamento da função de presidente do PCdoB, para fazer campanha na oposição, afirma que não tem medo de ser expulso e nem vai sair da sigla, muitos menos se filiar em outra agremiação.

QUEM É DOUTOR BÁBA - Rosaldo Aguiar (FOTO), mais conhecido como Dr. Bába, é clinico geral natural de Tarauacá, que mora e trabalha em Feijó há bastante tempo onde realiza atendimentos na rede básica de saúde. Há 10 anos na Frente Popular, Dr. Bába assumiu a presidência do PCdoB há quatro meses. O partido tem 540 filiados na cidade.

O QUE DISSE O PT - Para Leonardo de Brito, presidente do PT regional, e representante da coligação governista, houve um esfacelamento dos partidos que compõem a cúpula da FPA. "Desavenças internas prejudicaram Frente Popular", disse o presidente. Segundo Leonardo o partido recebeu a vitória de Dindim com surpresa pela vantagem de quase mil votos.

Por Francisco S. Costa


REFERENDO DO FUSO HORÁRIO NO ACRE EM DEBATE

ESCOLA PARA BOI DORMIR NO ACRE



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E TOME BALSA EM FEIJÓ

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O POVO VENCEU!

Dindin e Pelé Campos são eleitos para prefeitura de Feijó com 5788 mil votos

Com um total de 100% de urnas apuradas, o candidato Raimundo Ferreira, o Dindin, (PSDB) foi eleito o novo prefeito de Feijó, com 5.788 votos, que totalizam 54,56%. A candidata Jaciara Rodrigues (PT) recebeu um total de 4.820 votos, o que representa 45,44% dos votos válidos.

O candidato eleito terá até amanhã (24) para apresentar a prestação de contas a juíza eleitoral da 7ª Zona. As contas deverão ser julgadas até o dia 03 de dezembro. A diplomação dos eleitos, prefeito e vice, será feita pela justiça eleitoral até o dia 07 de dezembro. Após essa data, a Câmara de Vereadores do município poderá empossar os candidatos eleitos.

Números da eleição em Feijó:
Raimundo Ferreira (Dindin) - 5.788 votos (54,56%)
Jaciara Rodrigues - 4.820 votos (45,44%)
Votos brancos - 127
Votos nulos - 568
Abstenção: 29,55%
11.303 pessoas compareceram às urnas, o que corresponde a 70,45% do eleitorado de Feijó

Fonte: Ascom/TRE

JUSTIÇA DETERMINA MUDANÇA DA BASE DA PETROBRÁS NO VALE DO JURUÁ


Em sentença proferida nesta segunda-feira (23), a Juíza de Direito Substituta Larissa Lima, da Vara Cível da Comarca de Cruzeiro do Sul, condenou a Petrobrás Distribuidora S/A a transferir, para área desabitada que não seja no perímetro urbano do município, no prazo de cinco anos, a sede do pátio dos depósitos de armazenamento de combustíveis, sob pena de multa diária no valor de R$ 15 mil em caso de descumprimento.

A decisão é uma resposta à Ação Civil Pública com pedido de liminar na defesa de interesse coletivo nº 002.05.000414-1, ajuizada pelo Município de Cruzeiro do Sul, em desfavor da empresa Petrobrás Distribuidora S/A. A parte autora da ação requer o deslocamento de todas as balsas depósitos de combustíveis estacionadas nas proximidades da zona urbana do município para lugar distante, sob o argumento de que elas representam perigo para a população.

“Cuida-se de questão de eminente interesse coletivo e público (...), notadamente por se tratar, por um lado, de prestação de serviço público essencial e, de outro, da preservação do meio ambiente em todos os seus aspectos, seja ambiente social, cultural, urbano ou natural. (...) devo nesta demanda verificar com acuidade a ponderação de interesses, viabilidade dos pedidos e a segurança pública. Isso porque parte da população circunvizinha da Requerida [Petrobrás Distribuidora S/A] se encontra diretamente prejudicada com as instalações da base da mesma, correndo riscos sérios e efetivos (...)”, declara a juíza em sua decisão.

Assim, a magistrada também determina à Petrobrás Distribuidora S/A que instale equipamento sonoro interligado entre a atual área de armazenamento e a área de bombeamento, visando a alertar a comunidade em caso de ocorrência de sinistro, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil, em caso de descumprimento da sentença, conforme o artigo 461 do Código de Processo Civil.

Além disso, fica determinado que, no prazo de cinco meses, a empresa Petrobrás deverá construir uma via de acesso de veículos de emergência na atual base de atracamento das balsas, visando à prestação de socorro mais efetiva, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

Por fim, juíza ainda determina à empresa que não suspenda a prestação da distribuição de combustível na região, como chegou a pretender, haja vista a essencialidade do bem prestado, sob pena de multa diária no valor de R$ 10 mil.

Sobre isso, a magistrada ressalta que “(...) não pode a Requerida [Petrobrás Distribuidora S/A], a fim de continuar desrespeitando regras ambientais e sociais, usar como se fosse um meio de coação o argumento de que toda a região do Juruá ficará sem a prestação de seus serviços, ou seja, sem qualquer abastecimento de combustível, coação esta realizada durante todo o processo. Isso, repiso, em virtude de ser o seu serviço de prestação contínua. A doutrina mais abalizada conceitua ser o serviço público como a atividade desenvolvida direta ou indiretamente pelo Estado, a fim de proporcionar ao cidadão as condições mínimas de vida, não podendo ser suspenso sob pena de transgredir direitos constitucionais a ele assegurados”.

Para mais informações, acompanhe o andamento do processo nº 002.05.000414-1.


AGÊNCIA TJAC

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - ASCOM

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Foto, Secom/Ac.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

JOVEM MORRE APÓS CONSUMIR CHÁ DE SANTO DAIME

LULA - O FILHO DO BRASIL

MARINA SILVA: COM CHAPÉU DOS OUTROS


Cristiane Prizibisczki – O Eco

O anúncio da menor taxa de desmatamento da história, feito ontem em evento recheado de discursos que causaram aborrecimento na platéia e serviram de palanque eleitoral para a candidata de Lula, teve momentos mais curiosos. O trabalho da ex-ministra Marina Silva, que à frente da pasta ambiental criou programas diretamente responsáveis pelos números anunciados ontem, foi esquecido.

Carlos Minc, que a sucedeu no Ministério do Meio Ambiente, atribuiu à Dilma a maioria dos resultados obtidos e até mesmo as metas de corte de desmatamento do plano nacional do clima e o Fundo Amazônia. Os programas, de fato, surgiram na gestão da ex-ministra.

Um dia após a cerimônia em Brasília, que de “tom macabro” - como Marina Silva costumava se referir aos anúncios de desmatamento – passou para alegoria eleitoreira, o site O Eco conversou com Marina Silva sobre as reais causas da queda no desmatamento, sobre os planos governamentais de Desmatamento Zero e sobre quem deve levar os louros pelos bons números alcançados. Confira.

O Eco - A que a senhora atribui a queda no desmatamento? Ele é fruto de uma conjunção de fatores, como medidas do governo e crise econômica, por exemplo?

Marina Silva – As duas coisas, mas obviamente que se não tivéssemos um plano de combate ao desmatamento, que começou a ser implementado em março de 2004, que se as medidas que foram tomadas ao longo desse tempo não tivessem sido tomadas, com certeza, mesmo com a crise econômica, nós teríamos tido uma trajetória de desmatamento crescente. Nesses últimos meses, com a crise econômica, obviamente que esse fator contribuiu para que pudesse cair o desmatamento, mas as medidas de combate ao desmatamento foram fundamentais. O desmatamento estava crescendo em 2001, saiu de 18 mil [km2] para 23 mil em 2003, depois para 27 mil em 2004, e quando plano entrou em ação, caiu para 18 mil em 2005, depois para 14 mil em 2006, depois para 12 mil em 2007 e continuou caindo até hoje.

Mas existe uma preponderância de fatores, como comando e controle?

Marina –
Comando e controle desde o início e a questão das unidades de conservação. Durante minha gestão o desmatamento caiu em pleno crescimento econômico. Foram presas 700 pessoas, foram inibidas 37 mil propriedades de grilagem, foram aplicadas 4 bilhões em multas. E só o fato de termos tirado 125 funcionários envolvidos com crimes ambientais dentro do próprio órgão ambiental, isso faz uma diferença estruturante no processo.

A senhora também se sente responsável pelos números divulgados ontem?

Marina – Como indivíduo obviamente que não. Me sinto responsável como alguém que fez uma política pública. Foi esse nosso propósito, fazer política pública estruturante, não ficar fazendo pirotecnia. Porque quando se faz política pública estruturante, elas perduram mesmo depois que você sai. Criar 24 milhões de hectares de áreas de conversação na frente da expansão predatória é algo que fica, é área de preservação permanente ali. Criamos um sistema de monitoramento em tempo real para favorecer as fiscalizações quando as coisas estão acontecendo... Ter tirado 700 pessoas que atuavam como quadrilha, falsificando dados, fraudando processos, é algo que ficou. É preciso cuidado ao apostar em uma ação integrada envolvendo o Exército, o Ministério da Justiça, a Polícia Federal...O plano da Amazônia Sustentável, o plano da BR 16, tudo isso foi política estruturante que ficou e como política pública eu me sinto parte do processo.

A meta de 80% na redução do desmatamento até 2020 pode ser suplantada? Conseguiremos o desmatamento zero até 2020, considerando este ritmo em que está?

Marina – Vamos precisar ter cuidado com algumas questões que estão acontecendo e não podemos baixar a guarda, mesmo tendo o que comemorar com esses dados. A medida provisória da grilagem, que transferiu 75 milhões de hectares para particulares, da forma pouco cuidadosa como foi feita, sem separar o joio do trigo, é algo que preocupa. O Brasil retoma agora o crescimento, então, se não vierem as ações de desenvolvimento sustentável, que estão ligadas ao Ministério da Agricultura, que sempre resistiu em fazer sua parte no âmbito do combate ao desmatamento, agora tem que começar fazer. O transporte, energia, todo mundo tem que entrar em cena.

Este é um risco [de dizer que o desmatamento zero é possível], ainda mais que estamos em período eleitoral. Mas a bancada ruralista mudar o código florestal, issp é algo que preocupa. Agora, eu não sou aquele que quanto pior melhor. Eu celebro que o desmatamento caiu pelo bem da Amazônia e foi por isso que fizemos as políticas públicas. Foi por isso que eu pedi pra sair, porque, naquele momento, com aquela loucura de que o Mangabeira [Assuntos Estratégicos] defendia uma série de idéias completamente equivocadas no meu entendimento para a Amazônia, fez com que as medidas fossem mantidas. Eu espero que o Brasil possa ir à Copenhague com metas, que o Brasil possa liderar.

O Mutirão Arco Verde e a regularização de terras são ações que podem dar certo?

Marina –
A regularização de terras, da forma como está sendo feita, é preocupante. Isso não é ordenamento territorial, isso é transferência de terras. As ações do programa Amazônia Sustentável tem que entrar em ação de forma integrada, o Ministério da Agricultura tem responsabilidades. Estou ouvindo dizer que o ministro Stephanes apresentou uma pauta agora e está se dispondo a fazer coisas que há quatro, cinco anos, quando começou o plano [ele não fez]. Se você pegar o plano lá, tem ações para todos os ministérios, infelizmente eles resistiram até agora. Que bom que agora vão começar, pelo menos estão dizendo que vão fazer, porque só as ações isoladas do Ministério do Meio Ambiente não dá conta, por mais que haja esforço, os outros setores têm que entrar em cena.

O que a senhora tem feito para impedir a mudança no código florestal?

Marina – O que eu tenho feito é me articular com segmentos da sociedade, o meu partido tem atuado muito fortemente, é também uma responsabilidade forte da oposição. E só não foi aprovado dia desses porque o PSDB entrou em cena para evitar que acontecesse.

Ontem , durante o anúncio dos novos números do desmatamento, algumas ações, como o Plano Nacional do Clima e o Fundo Amazônia, foram atribuídos à Dilma e não à senhora. A senhora teme uma politização em torno desses números?

Marina – Eu acho que até a mídia hoje deu o devido tratamento pra essa questão. As pessoas sabem....As pessoas que lidam com a agenda [ambiental] sabem o que aconteceu no Brasil. É engraçado que as pessoas, mesmo fora do Brasil, sabem o que aconteceu aqui. Então, você tem que saber que política pública, e quando você assume um cargo público com o sentido da ética, da impessoalidade, da probidade, da constitucionalidade, você faz as coisas para o bem do país, se vier o crédito, é uma coisa muito boa, mas graças a Deus eu sinto que os formadores de opinião e as pessoas que conhecem a agenda sabem o que aconteceu no Brasil.

Obviamente se você me perguntar porque a ministra anunciou os dados...Desde o início foi eu que sugeri que a Casa Civil coordenasse politicamente o plano. Sabe-se que fui eu que sugeri, eu que propus esse arranjo. Então, não importa quem foi que anunciou, o importante é que essas políticas foram pensadas cada uma, milimetricamente, por quem conhece a agenda. Foram feitos seminários técnicos científicos, eu sei cada detalhe do que aconteceu. E nos últimos anos, o ministro Carlos Minc assumiu, quando eu saí, as pessoas imaginaram que a sociedade ia aplaudir para revogar as medidas, não aplaudiu, pressionou, elas foram mantidas. Eu celebro a queda no desmatamento. Acho que a política do “quanto pior, melhor “ não é boa para ninguém, nem para a Amazônia, nem para o Brasil.

CHAPA DE JACIARA EM FEIJÓ É ACUSADA DE ABUSO DE PODER ECONÔMICO

Justiça eleitoral recebeu denúncias de uso da máquina pública, e, que voto está sendo negociado por combustiveis

Nem mesmo a cassação do ex-prefeito feijoense, Juarez Leitão (PT), pela justiça eleitoral, acusado de compra de voto, serviu de lição para Frente Popular. Militantes ligados a chapa de Jaciara Rodrigues (PT), candidata a prefeitura da cidade de Feijó estão sendo freqüentemente denunciados na justiça por abuso de poder econômico.

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre, não dispõe na cidade de estrutura pra fiscalizar efetivamente o processo eleitoral, nem o disque denúncia existe. Enquanto isso, os apoiadores de Raimundo Ferreira [Dimdim], tentam fazer o trabalho da justiça. O ex-prefeito Francimar Fernandes (PT) um dos maiores articuladores da candidatura de Jaciara, foi flagrado em comunidades ribeirinhas distribuindo combustíveis. De acordo com a denúncia Fernandes foi abordado em embarcações carregando quase 2 mil litros de óleo diesel, enquanto que o suficiente para a viagem não ultrapassaria 200 litros.

A juíza da cidade recebeu denúncia de que a máquina pública estava sendo usada para beneficiar a candidata petista. Um barco destinado para o transporte da merenda escolar, teria sido utilizado também para transportar o ex-prefeito Francimar, em campanha. O que chamou atenção da justiça é que a merenda não chegou ao seu destino, teve que ser descarregada na sede da Secretaria Municipal de Educação, deixando professores e funcionários revoltados.

O amadorismo de Francimar para conquistar o eleitorado, deixou inclusive integrantes da FPA na cidade revoltados, foram em praça pública protestar contra Fernandes, e dizem votar em branco.

O freqüente número de denúncias à justiça, já anda tirando a tranqüilidade da pacata cidade. O advogado da coligação de Dimdim, estaria sendo ameaçado de morte. Por prevenção, Silmer Cavalcantes do Nascimento, circula pelas ruas da cidade com três seguranças.