sábado, 17 de outubro de 2009

MAJOR ROCHA PODE SER PRESO NOVAMENTE


Oficiais comentam que Rocha será submetido a duas penas por ter feito declarações à imprensa.

O coronel Romário Célio, comandante da Policia Militar do Acre (PM/AC), evita falar sobre o assunto, mas nos próximos dias deve sair uma nova punição para o Major Wherles Rocha. De acordo com o que se comenta nos corredores da PM e entre os oficiais, Rocha, deverá ser preso mais uma vez por tempo ainda indeterminado. Agora ele é acusado de ferir novamente o regimento interno da corporação.

De acordo com informações preliminares, o oficial que é ex-vice-presidente da Associação dos Militares (AME/AC), concedeu duas entrevistas para a TV Gazeta e a TV Acre (ou seja, será punido duas vezes), sem autorização do comando logo após ter cumprido prisão domiciliar por ordem do governo e da PM. Em junho deste ano o oficial ficou detido por cinco dias em um alojamento em precárias condições e ainda foi tratado como bandido. Major Rocha, foi acusado de motim e protestou durante seu aquartelamento: decretou greve de fome, foi hospitalizado em estado grave. O que o comando da PM não esperava é que na saída, ele fosse saudado como herói.

A reportagem do blogue apurou que, as duas punições ao Major teriam sido suspensas provisoriamente por conta da marcha da PEC 300, que propõe equiparar salários dos militares do país aos de Brasília. O movimento deve reunir dezenas de deputados federais em Rio Branco, entre eles o Capitão Assumção (PSB-ES) que declarou no Congresso que, “Quero deixar registrado o meu protesto contra o governador do Acre, Binho Marques, e seu lambedor de botas, coronel Romário Célio, que vêm prendendo de forma arbitrária as pessoas e tratando-os como bandidos de alta periculosidade, taxando da mesma forma também os familiares dos militares estaduais. Parabéns ao militares estaduais, vocês não são bandidos, bandidos aí nesse Estado só tem dois, é o Binho Marques e o coronel Célio”. A marcha pela Proposta de Emenda Constitucional deve ocorrer no Acre, dia 23 de outubro, após o evento o governo voltaria às punições ao Major que ainda responde dezenas de processos administrativos, acusado de rebelião.

O Major ainda não decidiu sobre sua vida pública, comenta-se que ele reivindica uma candidatura a deputado estadual em um partido de oposição ao governo estado. “Ainda não decidimos sobre isso, nós próximas semanas vamos debater sobre o assunto”, diz ele. Se quiser se eleger, Wherles, terá que se sobrepor a crise que a AME enfrenta por conta de denúncias de corrupção que resultou no processo de cassação do militar, vereador Vieira (PHS), acusado por desvio das verbas de gabinete que foram destinadas à criação de um "fundo de saúde fantasma" administrado pela Associação dos Militares do Estado do Acre. O caso deve ser julgado nos próximos dias pela Comissão de Ética dos Vereadores da capital. Há suspeitas de que Rocha tenha conhecimento dos desvios. Natalício Braga, presidente da AME, não resistiu às pressões e entregou o cargo. O vice-presidente, Sargento Ribeiro (bombeiro), assumiu a entidade militar e disse que dará apoio as investigações.

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