quinta-feira, 20 de agosto de 2009

TRE DO ACRE JULGA COMPRA DE VOTOS DE NILSON AREAL

Nilson Areal, aliado do Governador Binho Marques (PT), é julgado por corrupção eleitoral. Testemunhas disseram a Policia Federal que o prefeito doou telhas em troca de votos

Por Jaidesson Peres

As irmãs Ana Paula Martins de Oriar e Ana Maria Martins de Oriar resolveram levar em frente as acusações que pesam contra o prefeito de Sena Madureira, Nílson Areal, por corrupção eleitoral. Elas disseram para a Policia Federal que telhas foram entregues na residência de seu pai, José Pereira de Oriar, doadas por Areal. As mulheres que haviam alegado inocência do prefeito, voltaram atrás nas declarações, contrariando – segundo elas – um amigo que teria pedido para não incriminar o Areal.

No dia 29 de setembro de 2008, foi apreendida uma caminhonete Toyota no bairro Ana Vieira, (placa MZT 6366), dirigida por Everaldo Pinheiro Gomes Martins e Ednilson Alencar de Almeida, em que havia 155 telhas de amianto. O veículo pertencia à Cerâmica Silveira e, segundo a apuração da PF, estava sendo usado para distribuir telhas aos eleitores, a mando do então candidato Nílson Areal, de acordo com a denúncia anônima.

Foi com essa apreensão que a PF recolheu mais 20 telhas de amianto pertencentes a José Pereira de Oriar, as quais supostamente teriam sido entregues e doadas também por Nílson Areal, às suas filhas - Ana Paula Martins de Oriar e Ana Maria Martins de Oriar. O motorista do carro informou aos policiais que outras 15 telhas já tinham sido entregues para Benedita Silva Ferreira e a Marivaldo de Souza Ferreira, dessa vez oferecidas pelo cabo eleitoral de Areal, Antônio Pereira da Silva.

Os federais descobriram ainda uma doação de R$ 180, 00, atribuída a um partidário chamado Francisco Joaquim de Lima, que teria sido entregado a quantia para Luciano da Silva Araújo, comprar outras 20 telhas na Cerâmica Silveira.

A juíza Thais Queiroz Borges disse em seu parecer que numa reunião política realizada na casa de uma senhora identificada como Juliana, no bairro Ana Vieira (às vésperas das eleições), onde estava o prefeito Nílson Areal, as irmãs Oriar aproveitaram a oportunidade para pedir ao prefeito telhas para cobrir a casa delas. O prefeito logo negou, mas depois afirmou que poderia conceder o pedido. Areal teria perguntado se confiaria nelas, quando uma teria dito que os votos estavam garantidos e não contaria nada a ninguém.

Nos depoimentos, as irmãs Oriar mostraram contradição em relação ao documento que permitia a posse das telhas. A versão mais verossímil, segunda a juíza, seria a do pai delas, José Pereira de Oriar. Ele sustentou que as filhas chegaram de uma reunião na qual estava o prefeito e entregaram a elas um documento pedindo-lhe para solicitar na Cerâmica Silveira a entrega das telhas. José foi à cerâmica com o documento, e o entregou aos funcionários, depois voltou a recebê-lo quando as telhas chegaram à sua casa.

Em juízo, outra testemunha repete que foi visitado por Areal, o qual entregou um papel para autorização de entrega das telhas pela Cerâmica Silveira. Sebastião Freire Dias conta que entregou o documento ao comércio para entrega na residência de Francisco Faustino, entretanto as telhas não chegaram ao lugar indicado. De acordo com Sebastião, o prefeito nessa ocasião visitava a casa da irmã dele, onde não pediu votos, nem distribuiu “santinhos”. Relata o pedido de 50 reais que fez a Areal, sendo que o dinheiro foi entregue no mesmo dia, por um rapaz desconhecido.

Quanto à Cerâmica Silveira, um fato chama a atenção. A empresa é propriedade de Antônio Gadelha da Silveira, famoso na cidade pelo apelido de “Paciência”. Paciência é dono também da construtora Konstruir e aliado incondicional de Nílson Areal. As duas empresas são responsáveis pelo fornecimento de material de construção à Prefeitura. Além do mais, Chico Conegune, o que se empenhou para que a família Oriar mudasse de opinião no interrogatório, é um empresário que executa várias obras da Prefeitura.

Areal venceu as eleições contra a sua adversária Toinha Vieira por 9.555 votos, mas tem seu mandato sub judice em decorrência da suspeita de compra de votos. O julgamento do mérito do recurso impetrado pela coligação Frente Popular de Sena ocorre nesta quinta-feira, 20. Questionou-se ainda o resultado das eleições em Sena Madureira em razão dos fortes indícios de fraudes no processo eleitoral.

Um comentário:

  1. ELEITORA REVOLTADA DE SENA MADUREIRA24 de setembro de 2009 12:48

    acredito que a justiça vai chegar a uma conclusão final de que Nilson Areal não tem cculpa nesta comprade votos, pois não ha nenhuma assinatura comprovando nada, só que para fazer o mal as pessoas que até hoje estão inconformadas com a derrota que por sinal contavam como certa, não querem aceitar essa eleição, só que a maioria da população que foi as urnas não ganharam nenuma moeda foram apenas cumprir com seu dever de cidadão, isso só veio atrapalhar o desenvolvimento de nosso município, pois não sabemos como isso vai ficar, nós madureirenses esperamos e cremos que a justiça vai ver que o que está havendo muito são conversas e muita fofoca por parte dos derrotados,

    ResponderExcluir