terça-feira, 4 de agosto de 2009

COMIDA ESTRAGADA É FORNECIDA PARA PRESIDIOS DO ACRE

Feijão é servido com insetos

Barata, moscas, carne crua ou estragada estão sendo incluídos no cardápio dos presos e agentes penitenciários. Empresa ligada a família de Pascal Kalil - Secretário Municipal de Saúde, seria responsável pela entrega das refeições nos presídios.

Virou rotina, de acordo com familiares de presos e os agentes penitenciários, receber marmitas com comida estragada nos presídios Francisco de Oliveira Conde e Antônio Amaro, em Rio Branco.

De acordo com um levantamento preliminar feito pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado, cerca de 50% da alimentação fornecida para as celas e os carcereiros está inadequado para consumo. O desperdício é grande, tanto em comida como também em recursos públicos liberados para aquisição dos alimentos que vão direto para o lixo. Nesta segunda-feira, 03, foi mais um dia de protesto entre os trabalhadores que fazem a guarda dos detentos, nenhum dos servidores se dispôs a comer as refeições adquiridas pelo Estado e, entregues nos complexos penitenciários. Tanto o almoço como o jantar veio da casa de cada um dos agentes penitenciários, ou, foi comprado em lanchonetes próximas do trabalho.

Os servidores tiveram severas complicações de saúde depois que passaram a comer alimentos estragados durante os plantões. Mais de 30 agentes penitenciários foram hospitalizados, outros, apresentaram atestado de saúde no trabalho para fazer tratamento gástrico, por conta das intensivas infecções intestinais.

REPÓRTER 24 HORAS, teve acesso a fotos exclusivas que mostram a péssima qualidade das marmitas fornecidas para os presídios, em dias alternados. As imagens revelam insetos misturados com feijão, carnes em estado de putrefação e com pedaços completamente crus; de acordo com relatos dos detentos aos familiares, em geral alguns alimentos exalam mau cheiro insuportável. Há depoimentos de que foi encontrada uma barata e, sangue humano misturado com arroz.

Diante das intensivas reclamações dos detentos, a direção do Instituto de Administração Penitenciário (IAPEN) nada tem feito para reverter os problemas, segundo contam os familiares. A alimentação dos presos também não tem acompanhamento de nutricionistas, ou, até fiscalização dos órgãos de vigilância sanitária. Para complicar ainda mais a situação, o governo do Estado, não tem mostrado disposição para contratar outra empresa para fornecer alimentação aos presos.

De acordo com publicação no Diário Oficial do Estado (contrato 7/2006), até o dia 4 de abril de 2010 a única empresa responsável pela distribuição das refeições para as unidades prisionais será a: Tapiri Indústria e Comércio Alimentício Ltda, o contrato é milionário. A empresa é da família Kalil, que teria como sócio Pascal Kalil (ex-vereador por Rio Branco, procurador municipal de justiça), Secretário Municipal de Saúde e militante do PC do B, partido integrante da Frente Popular, mesmo grupo político do Governo. Foram estes mesmos fornecedores que foram obrigados a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público Estadual em abril de 2008, por servir alimentos impróprios para consumo no Restaurante “O Paço”. Leia reportagem feita na época.

A direção do presídio e do IAPEN foram procurados para falar sobre as denúncias, mas não foram localizados. Pascal Kalil, um dos sócios da empresa que fornece as refeições para presos e agentes penitenciários também não foi encontrado. O sistema prisional do Acre é atualmente constituído assim: Leonardo Carvalho, diretor do IAPEN; Laura Okamura, Secretária de Desenvolvimento Social responsável pela coordenação do sistema; Denis Leandro Picullo, Diretor do Complexo Penitenciário Francisco de Oliveira Conde e, Cristiano Vendramim Diretor da Unidade de Segurança Máxima Antônio Amaro.

Ontem a advogada e ativista em direitos humanos, Joana D’arc, sugeriu que os deputados estaduais deveriam trabalhar mais um pouco, e acabou propondo a instalação de uma CPI dos Presídios, para investigar diversas irregularidades administrativas e até a existência de um grupo de extermínio interessado em matar presos que seriam testemunhas fundamentais para conclusão de vários processos judiciais, como aconteceu com Martini Martiniano, Moisés Goés e muitos outros anônimos que teria cometido suicídio dentro das celas. Nenhuma dessas testemunhas assassinadas nos presidios, tiveram seus suas mortes elucidadas.

Joana chegou a questionar a inoperância para o problema, pela a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e demais instituições como o Ministério Público Estadual, Federal, e ate a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Acre.

2 comentários:

  1. Legal... e isso não é fiscalizado e NEM PARALISADO pela Justiça...
    Bonito né???

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  2. PORQUE ESSA TAL JUÍZA QUE ESTÁ PREJUDICANDO A TELEXFREE E NÓS DIVULGADORES,NÃO BLOQUEIA ESSA EMPRESA QUE FORNECE ALIMENTAÇÃO PARA OS PRESÍDIOS E INVESTIGA??? INDICIA. PORQUE???

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