domingo, 12 de julho de 2009

BOLIVIA REGISTRA 542 CASO DA GRIPE INFLUENZA HUMANA

Padre acreano que desenvolve missão humanitária na Bolívia acompanha a evolução crescente do vírus e alerta para os riscos na fronteira do Brasil.


Igreja católica cancelou manifestações populares com aglomeração de pessoas. Segundo Padre Leonardo da Silva, CSSp, está proibido o abraço da paz e a comunhão só pode ser entregue nas mãos durante as missas, com a devida reverência. Na fronteira boliviana com Acre ainda não se proliferam os casos. No Departamento [Estado] de Pando, que tem como capital a cidade de Cobija, não há nenhum caso, porém, na fronteira com Rondônia, o Departamento [Estado] de Beni, que tem como capital a cidade de Trinidad, já registrou um caso na ultima semana.


A migração de estrangeiros para a Bolívia está disseminando o vírus da gripe influenza humana A H1N1, e colocando ainda mais em risco as cidades brasileiras que estão na faixa de fronteira.


Na Bolívia, pais vizinho ao estado do Acre, duas pessoas foram a óbito: um homem de 59 anos e uma criança de 6 anos de idade. As autoridades sanitárias desconfiam que a morte de uma terceira pessoa, um idoso de 51 anos, teria sido motivada pelos sintomas da gripe influenza H1N1. Todas as mortes ocorreram entre o último fim de semana e essa quarta-feira (08), no Hospital Japonês, da cidade de Santa Cruz de La Sierra.


A situação se agrava em Santa Cruz de La Sierra, onde estão 375 pacientes da gripe H1N1, de acordo com o levantamento do Governo da Bolívia. Segundo as autoridades locais, 489 pessoas já se recuperaram e existem 2.209 casos suspeitos. Para o governo a maioria dos casos que chegaram à Bolívia foi levada por turistas de férias, ou, em trânsito. Até o dia 11, sábado, se registraram 542 casos.


Neste sábado, 11 de julho de 2009, a reportagem do ac24horas entrou em contato com o padre Leonardo da Silva, CSSp, 35, missionário religioso da Congregação do Espírito Santo, acreano que trabalha há três anos e quatro meses em uma missão social e humanitária de justiça, paz e direitos humanos, na cidade de Santa Cruz de La Sierra e em todo aquele país.


O padre viaja no território boliviano com muita freqüência e conhece a realidade de do país. Leonardo tem atuação missionária no Acre, Rondônia, Amazonas, Mato Grosso, Santa Catarina, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Europa, onde morou alguns anos. Atualmente é vigário episcopal responsável por 8 das 77 paróquias na arquidiocese de Santa Cruz de La Sierra, é pároco de uma paróquia com onde cuida de 11 comunidades. Atua ainda como coordenador arquidiocesano da Pastoral Penitenciária, e é o capelão de um presídio com três mil detentos. É assessor na Conferencia Episcopal Boliviana, trabalhando como Coordenador Nacional da Pastoral Penitenciaria. É Superior local da Congregação do Espírito Santo naquele país.


De acordo com o padre, oficialmente não existem tantos brasileiros infectados em Bolívia, mas as pessoas estão apavoradas e tentando se prevenir. "A migração de tantas pessoas pode ser um dos fatores que vem influenciado à ploriferação dos casos da gripe neste país. Existe um contato muito grande com várias pessoas que entram e saem das cidades contaminadas, e muitos não levam o caso a sério e não se cuidam", explica o sacerdote católico.


A igreja católica boliviana vem fazendo recomendações aos fiéis. "Estamos orientando as pessoas de acordo com determina as autoridades de saúde e o decreto estadual número 45. Proibimos a realização de todas as atividades de massa e festas nas paróquias e comunidades que possam aglomerar pessoas. Nas missas, orientamos que os fiéis evitem muito contato corpo a corpo. Em todas as missas está proibido o abraço da paz e, a comunhão só pode ser recebida na mão, e não na boca como era comumente feita", assegura o sacerdote.


No Acre foi oficializado o primeiro caso, em Rondônia o governo federal ainda não tem confirmação; mas existem muitas pessoas sendo monitoradas. No Brasil, os números aumentam a cada dia, já totalizam 1.027, de acordo com o último relatório do Ministério da Saúde, divulgado na sexta-feira, 10, dois óbitos foram registrados.


Segundo Fadela Chaib, porta voz da OMS, Organização Mundial de Saúde, existem 100.000 casos registrando um total de 142 países. Onde mais se alastra o vírus é nos Estados Unidos, com 37.000 casos, em 50 estados, seguidos de 211 mortes.

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