segunda-feira, 20 de julho de 2009

ACUSADOS DE FRAUDAR CONCURSO DA PM PRESTAM DEPOIMENTO NO MPE

Treze oficiais são acusados de fraudar o concurso da PM

Mapa de investigação do MPE detalha como ocorreu a fraude


Os oficiais da Policia Militar do Acre – PMAC, acusados de fraude em concurso público estão sendo ouvidos individualmente pelo Ministério Público Estadual – MPE, desde a semana passada. Os depoimentos foram requisitados pela promotora Valdirene Cordeiro, titular da Promotoria de Defesa do Patrimônio.


A fraude teria ocorrido em 1996, durante um concurso realizado para o preenchimento de vagas no quadro de oficiais da Policia Militar.


De acordo com a denúncia, treze candidatos, que atualmente exercem as funções de oficiais, capitão e major, teriam sido admitidos na corporação, mesmo com a reprovação em etapas do concurso.


O site O Acre Notícias teve acesso a um mapa de investigação, elaborado pelo Ministério Público, que mostra em detalhes como aconteceu a fraude. Na investigação, o Ministério Público reconstitui todas as etapas do concurso, e revela que os treze candidatos reprovados nas provas objetivas, exames psicotécnicos e testes físicos, são posteriormente adicionados como aprovados, através da portaria, expedida á época pelo Comando Geral, Nº050/96.


A investigação mostra que, um desses candidatos teve as notas alteradas. O atualmente Capitão Sérgio Murilo Nunes Moncada, apresenta, na primeira fase do concurso, a pontuação igual a 50 pontos, no entanto em outra fase aparece com a pontuação igual a 60.


O MPE usa o termo “alienígena” para denominar o candidato Carlos Augusto da Silva Negreiros, uma vez que ele teria aparecido na relação de aprovados sem sequer possuir inscrição no referido concurso.

Todos os acusados, já respondem a processos investigativos desde 2001, quanto a possível fraude no concurso. No entanto, somente em agosto do ano passado, com a intervenção e aparições públicas da advogada Joana D’Arc Valente Santana, que houve a instauração de uma ação civil pública, para investigar todas as denúncias em um único processo.


Prejuízo aos cofres públicos - Os “janeleiros”, como ficaram conhecidos popularmente os oficiais investigados, são acusados de terem embolsado indevidamente os salários, além de diárias e outros benefícios, recebidos durante todos esses anos. E, caso sejam condenados terão que devolver aos cofres públicos o dinheiro recebido, desde 1996.


Atualmente, todos os acusados continuam recebendo normalmente, e os salários deles são superiores a três mil reais. Além disso, alguns deles foram promovidos a outras patentes, mesmo sendo réus na ação civil pública.

A maior parte dos acusados também responde a outro processo que envolve prejuízo aos cofres públicos. Os nomes de alguns destes oficiais também aparecem na lista de militares que teriam recebido gratificações indevidas. O caso também está sendo investigado pelo MPE.


Ricardo Bessa - O Acre Noticias.

2 comentários:

  1. Muitos Policiais Militares, foram perseguidos nesta época, por comandantes, Chefe do Gabinete Militar, até hoje ficaram com sequelas psicológicas, muitos enveredaram pelo mundo do alcoolismo, devido ao apadrinhamento que existia ná época.
    Hoje, podemos ver que a justiça está sendo feita. E com toda cautela, com certeza deve ser cobrado dessas pessoas que estão sendo investigada, que se coloquem em seus lugares e sejam realmente punidos por seus crimes. Consta ainda que pessoas que ficaram reprovados em academias, hoje, são capitães e majores. Isso sim, é uma imoralidade. mas hoje queremos ver a justiça ser feita.

    ResponderExcluir
  2. Muitos Policiais Militares, foram perseguidos nesta época, por comandantes, Chefe do Gabinete Militar, até hoje ficaram com sequelas psicológicas, muitos enveredaram pelo mundo do alcoolismo, devido ao apadrinhamento que existia ná época.
    Hoje, podemos ver que a justiça está sendo feita. E com toda cautela, com certeza deve ser cobrado dessas pessoas que estão sendo investigada, que se coloquem em seus lugares e sejam realmente punidos por seus crimes. Consta ainda que pessoas que ficaram reprovados em academias, hoje, são capitães e majores. Isso sim, é uma imoralidade. mas hoje queremos ver a justiça ser feita.

    ResponderExcluir