terça-feira, 30 de junho de 2009

URNA OU CESTO DE LIXO?

Entre as piores pragas e doenças que assolam o Brasil nesse momento, desde a dengue até a gripe do tipo A H1N1, a política tem sido crucial para a vergonha e o sofrimento do nosso povo. Eleitores, homens e mulheres cabisbaixos anti a corrupção que tomou conta dos mais altos escalões dos poderes e o governo.


A crise que vive o senado hoje, advém de um tempo ainda maior. Esses tais atos secretos, onde apenas os que comandam se beneficiam e seus pares, só comprova que tipo de homens escolhemos para nos representar e garantir a real representatividade do livro máximo “a constituição”.


Em um discurso melancólico de MEA CULPA, o próprio presidente da casa dispara numa tentativa de tapar o sol com peneira; “Ao longo da minha vida não tenho feito outra coisa senão louvá-la [a instituição]. Não seria agora, na minha idade, que eu iria praticar ato menor que nunca pratiquei na minha vida”. Disse Sarney se referindo ao senado que ele ainda admite ter as rédeas e como se os canalhas também nunca fossem ter cabelos brancos ou tivessem problemas de calvície.


Duro golpe ou não, mais uma vez para o povo bravo brasileiro, essa crise só demonstra que determinados poderes deveriam sucumbir anti a sua ineficácia e representatividade em prol do povo.


As tais leis (criadas por eles) que obrigam o povo a votar, sob pena de ser perseguido em nome da mesma lei, só serão abolidas quando o próprio povo levantar a bandeira da vergonha e colocar essas raposas longe dos nossos campos e bosques com mais flores.


Essa crise no senado, só se tornou evidente, graças a disputa entre (PT e PMDB) depois da derrota de Tião Viana por José Sarney visando quem ficava com a maior parte do bolo. Do contrário ainda estaríamos como Alice no país das maravilhas.


Em meio a tanta lama, e como se nada tivesse acontecendo, mesmo admitindo ter participado de alguns atos secretos “sem saber”, sendo que naquela casa ninguém sabe de nada e ninguém viu nada, Tião Viana no dia de ontem, ainda veio a tribuna daquela corte pedir para inserir aos anais do senado, o livro infantil “A História de Chiquinho” que fala da vida do sindicalista e ecologista Chico Mendes.


Quando melhor seria ele ter feito um pedido para constar aos anais daquele circo que se formou A História da Carochinha, numa alusão a enganação que todos ali praticam em “nome do povo”.


Como acreano, apenas grão de areia em meio ao turbilhão de outros tantos brasileiros, louvemos O BRASIL sim, não a homens que em nome da DEMOCRACIA se fartam, e enchem seus cofres, enquanto o povo que de fato trabalha com dignidade passa fome e sofre por tê-los em suas representatividade.


Que em 2010, usemos a urna SIM, mas observando essa URNA não apenas como um cesto onde se deposita lixo para votar em lixo tambem.


Salomão Matos - Produtor de Jornalismo (TVACRE) Afiliada da Rede Globo. salomão.matos@gmail.com

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