quarta-feira, 10 de junho de 2009

CONSELHO DE JUSTIÇA APROVA MEDIDA QUE AFASTA 96 TITULARES DE CARTÓRIOS NO ACRE

Tribunal de Justiça do Acre deve cumprir a decisão


O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovou ontem por unanimidade uma resolução que determina a remoção dos titulares de cartórios civis do país que não passaram por concursos públicos para o preenchimento dos cargos.


A estimativa do CNJ é que mais de 96 tabeliães e oficiais registradores percam os postos com a medida no Acre. A decisão vale para os que assumiram sem concurso após a promulgação da Carta de 1988. No total 5 mil servidores dos cartórios serão afastados das funções em todo o país.


A decisão, entretanto, poderá perder efeito caso a Câmara aprove a PEC (proposta de emenda à Constituição) 471, que efetiva titulares de cartórios não concursados que já estejam há mais de cinco anos no cargo. A PEC está pronta para ser votada no plenário da Casa.


A atividade dos cartórios tem natureza privada e é realizada por meio de delegação do poder público. Os cartórios têm faturamentos que vão de R$ 500 a R$ 2,2 milhões por mês.


A medida aprovada ontem tem caráter obrigatório porque o CNJ é a instituição responsável pelo controle administrativo e disciplinar do Judiciário.


A resolução determina que os atuais titulares dos cartórios de registro civil, de imóveis, de notas e de protesto continuem nos postos em situação "precária" e "interinamente" até a realização dos novos concursos para os cargos.


Por meio de outra resolução, o CNJ estabeleceu diretrizes para a uniformização dos concursos para os titulares dos cartórios. Uma das mudanças é a instituição da obrigatoriedade de provas objetivas com exames orais, práticos e de títulos. Muitos Estados não realizavam a prova oral. A expectativa do CNJ é a de que todos os novos concursos sejam concluídos até o final deste ano.

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