terça-feira, 19 de maio de 2009

"LARANJAL DO CHICO": EDVALDO CULPA GESTÃO ANTERIOR POR DESVIO DE RECURSOS NA ALEAC



O presidente da Assembléia Legislativa do Acre, (FOTO) deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB/AC) não quis fazer grandes comentários sobre a abertura de processo investigativo contra o deputado Chico Viga (PT-AC), acusado de usar uma funcionária pública para usufruir vantagens financeiras, segundo o Ministério Público Estadual. O presidente limitou-se a dizer que enviará a documentação solicitada pelo promotor Venícius Menandro e que outros esclarecimentos devem ser feitos pelo presidente que o antecedeu, no caso o deputado Sérgio Petecão (PMN-AC).

“Eu tenho que dar às informações pedidas pelo Ministério Público e aguardar a manifestação dos promotores. É bom esclarecer que essa assessoria não foi sob a minha gestão e que a referida servidora não é empregada doméstica do deputado Chico Viga. É do seu chefe de gabinete, e eu recebi um oficio com exoneração desse servidor. O ministério público solicitou a cópia dos contra cheques e já estamos providenciando”, disse.

De fato Edvaldo Magalhães tem razão. O falso contrato de trabalho na Aleac que garantiu salário de R$ 960,00 por mês a Francisca Graça, que durou de 13 de março de 2005 até 30 de setembro de 2007, foi na gestão de Sérgio Petecão.

Apesar de nada ter a ver com a chamado “Laranjal do Chico”, o presidente Edvaldo Magalhães foi firme em dizer que “nós não vamos compactuar com nenhum tipo de prática inadequada”. Mas entre a denúncia, a ação do chefe de gabinete e as declarações de Chico Viga, disse que fica com a palavra do parlamentar.

O deputado Ney Amorim (PT), foi um dos poucos que falou com jornalistas sobre o caso. “O que o deputado me disse é que existia uma pessoa de confiança e seu amigo pessoal, que acabou fazendo o que fez. O deputado não tinha conhecimento do que acontecia em virtude dos seus afazeres. Acreditamos no parlamentar, inclusive ele me disse que podem quebrar o sigilo bancário e ele está a disposição da justiça sem medo”. Ney Amorim, afirmou ainda que o escândalo não mancha a imagem do Partido dos Trabalhadores, “isso é um fato isolado, o PT tem uma história de luta, não vai ser uma boato que vai desestruturar nosso partido que tem feito muito pelo povo do Acre e vai fazer muito mais” , finalizou Ney.

O deputado Chico Viga (PT) desapareceu desde a última sexta-feira, quando a denúncia foi oficializada pelo Ministério Público Estadual. Ele decretou silêncio e tem evitado aparições públicas e a imprensa. O assessor e o petista teriam desviado aproximadamente R$ 28 mil da Assembléia Legislativa, segundo levantamentos feitos pelo MPE. O deputado garantiu que não sabia de nada e que a atitude ilicita é de responsabilidade do seu ex-chefe de gabinete.

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