segunda-feira, 25 de maio de 2009

DESABRIGADOS PELA CHEIA AINDA NÃO SACARAM FGTS


Presidente Lula precisa reconhecer que Rio Branco passou por uma situação de emergência para que o dinheiro seja liberado.

Famílias que foram atingidas pela cheia do Rio Acre neste ano, já voltaram para casa e agora tentam sobreviver à proliferação de doenças e a falta de condições financeiras para recomeçar a vida. No total 4.09 famílias tiveram suas casas inundadas pela água, recorreram aos abrigos públicos ou se hospedaram provisoriamente na residência de parentes; perderam bens pessoais e até a auto-estima.

O cenário nos abrigos era quase de um campo de guerra. As pessoas se amontoavam em barracos improvisados de lona, dividiam banheiros pequenos, água e até a comida, receberam os cuidados do poder público, mas a situação era incomoda.

O prefeito de Rio Branco Raimundo Angelim (PT), decretou situação de emergência e o estado homologou a lei. A medida foi tomada para pedir ajuda financeira e mais estrutura para as vitimas. Com o decreto, os moradores das áreas atingidas ganharam o direito de sacar recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), no valor de até R$ 2,600; dinheiro que ajudaria na reconstrução do lar. A prefeitura prometeu entregar kites de limpeza para as famílias, assim que retornassem para casa. Empresas privadas fizeram sua parte colaborando, parlamentares conseguiram destinar também recursos para os municípios atingidos.

Mas o cenário agora é outro na periferia por onde a água passou deixando os estragos. Quem tenta recomeçar procura saídas econômicas para voltar a sorrir. O prometido dinheiro do FGTS, ajudaria muito quem foi atingido pela cheia, mas o presidente Lula por meio do Ministério da Integração ainda não reconheceu o decreto lei de Angelim. Sem a sanção presidencial, a Caixa Econômica não tem autorização para liberar a verba.

De acordo com o coronel Gilvan Vasconcelos, coordenador da Defesa Civil, assim que Lula reconhecer a situação de emergência que a capital passou, a Caixa Econômica Federal receberá relatórios onde constam informações dos bairros, ruas e famílias atingidas que precisariam sacar os recursos do FGTS. A partir daí a CEF, fará os procedimentos necessários para que as famílias possam ter acesso ao dinheiro.

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