sábado, 28 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O CARNAVAL DE NAYANNE SANTANA

Carnaval tranquilo ou desanimado?


Os jornais acrianos publicaram que o Carnaval popular realizado no estacionamento do Estádio Arena da Floresta foi tranquilo.

Particularmente, discordo!

Na minha visão, crítica, achei esse carnaval o mais devagar de todos.

Atribuo tal desânimo popular a alguns fatores, mas vejam bem, eu atribuo, não quero dizer que esses sejam os reais fatores causadores do desânimo. Alguns podem achar que é culpa da crise econômica mundial, mas eu acredito que a escolha do local, as restrições e a escolha de bandas e repertório influenciou e muito no desânimo.

Fui ao município de Senador Guiomard e pude constatar "in loco" que o Carnaval popular realizado nas ruas do município fez bastante sucesso, ao contrário do que presenciamos na Capital.

Aqui em Rio Branco ouvi dizer que as restrições seriam para evitar tumultos no Arena, mas em Senador Guiomard as restrições eram poucas e o carnaval transcorreu de maneira muito tranquila, segura e alegre.

Os foliões que foram até lá certamente não se arrependeram. A festa era de fato CARNAVAL.

Vi muitos moradores de Rio Branco no município do "Quinarí" que diziam está decepcionado com o carnaval da Capital.

Alguns queixavam-se das eternas marchinhas: "Alí na Arena só toca música desanimada", outros queixavam-se dos preços praticados na praça de alimentação: "As bebidas estão muito caras e as comidas também" e outros, das imposições: "Quando o carnaval era na Gameleira, nós podíamos levar nosso isopor com nossas próprias bebidas e ainda tinhamos o Rio Acre como companheiro", disse um folião.

Como já passamos a quina carnavalesca e as cinzas também, fica a esperança de que no próximo carnaval a comemoração seja bem melhor.

Mas antes de concluir o post quero deixar bem explícito que tiro o chapéu para os colegas jornalistas que participaram das transmissões pelas TV's. Todos foram heróis porque naquela ocasião era preciso "tirar leite de pedra" para conseguir algo de bom.

Quanto a escolha do "reinado": como diria a personagem de Arlete Sales em Toma lá, da cá: "Prefiro não comentar".

Mas o recado do povo foi dado e quem ganhou nessa história foi o prefeito James Gomes (PSDB) e o deputado Zé Carlos (PTN) que estão diretamente envolvidos com o sucesso do Carnaval do Quinarí e que foram muito bem "divulgados" na festa do interior.


Nayanne Santana - blogueira e repórter A Tribuna.

FAMILIAS ESTÃO DESABRIGADAS EM MARECHAL THAUMATURGO, NO ACRE

RIO BRANCO - Até a manhã dessa quinta-feira(25), cerca de 64 famílias estão desabrigadas pela cheia do Rio Juruá, no município acreano de Marechal Thaumaturgo, devido as chuvas que caem na região. O comandante do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul, tenente James Clei, enviou equipes para aquele município e para Porto Walter, onde também existe perigo de alagação. As informações são da Amazônia.org.


A principal ponte de Marechal Thamaturgo já está debaixo d\'água e faltam apenas 45 centímetros para que a água atinja a mesma cota de transbordamento do ano passado. Muitas casas estão parcialmente encobertas, como mostra foto abaixo, de Alionis Souza, tirada às 08h00 dessa quinta-feira. Em Porto Valter dezenas de famílias correm para salvar seus eletrodomésticos, mas o Rio está subindo rápido demais.


A previsão é que a chuva nas cabeceiras do Juruá e seus afluentes se prolonguem até domingo. Em 2008 centenas de famílias foram desabrigadas nos três municípios cortados pelo Rio Juruá. Criações de animais, como porcos, bois, cabras e galinhas, assim como hortaliças, macaxeirais e culturas de feijão foram arrastadas pela correnteza. Por pouco o Carnaval não foi cancelado na cidade.

Portal Amazônia, com informações Amazônia.org - AL

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

CONCESSÕES PÚBLICAS DE COMUNICAÇÃO SÃO USADAS PARA PLANTAR FALSAS NOTICIAS


A estatal Agência de Noticias do Acre, usada para o oba-oba publicitário do governo da floresta na internet, estampa em sua capa nesta quarta feira (25), pós-carnaval, uma noticia no mínimo duvidosa: “Sistema Público de Comunicação é sucesso na transmissão do Folia na Arena 2009 - Interatividade e descontração marcam a transmissão do Carnaval pela TV Aldeia, Agência de Notícias e Rádios Aldeia e Difusora para todo o Estado”. CLIQUE NA FOTO

Ora, causa tamanha estranheza à afirmação que veio do próprio site noticioso do governo do estado. Mas afinal, se o dito Sistema ‘Público’ de Comunicação é custeado com recursos do erário, no mínimo há de se esperar um trabalho mesmo que parcial, completo e eficiente. Afinal, o Estado nunca se dispôs a realização de concurso público, processo seletivo ou coisa parecida para contratar os profissionais que trabalham nesse complexo bilionário de mídia. Conta-se que até hoje há nomeações, indicações políticas e muito apadrinhamento para trabalhar na Rádio FM ou TV Aldeia, Rádio Difusora ou até a própria Agência de Noticias na internet. Nesse mesmo grupo de comunicação tem ainda mão-de-obra barata, escrava e muitas violações aos direitos trabalhistas. Quem ver isso?

Eu pergunto. Foi o DATA/FOLHA, IBOPE, VOX POPULI, qual instituto de pesquisa de credibilidade consultou de fato a opinião popular para afirmar que o ‘Sistema Público foi sucesso na transmissão do carnaval do estacionamento da Arena da Floresta’, como afirma a noticia?

Quem assegurou que houve de fato interatividade no Acre com as transmissões, onde menos da metade da população tem acesso a computadores, internet ou outros meios de comunicação sem falar dos isolamentos geográficos. Quais os reais dados dessas afirmações feitas de maneira exagerada na noticia?

É sensacionalista, foi precipitado e amador plantar esta reportagem. Lendo o texto, existem ainda vários comentários utópicos, que nunca vão virar realidade no governo do PT, por exemplo: integração do Acre pela BR 364.

O povo não se viu nesta transmissão, isso por que as noticias reais: acidentes de trânsito, violência de uma forma geral não aparecem nas estatísticas da Secretaria de Comunicação. O jornalismo deles é feito para a ilha da fantasia, onde não existem problemas. Toda estrutura é usada apenas para dar publicidade positiva para o governo, enquanto isso se esconde as verdades, corrupções e muito mais. O que há na verdade é um mau uso da estrutura de rádio e TV do estado, infringindo a legislação federal de comunicação.

Estava na hora do Ministério Público Federal, apreciar o uso dos meios de comunicação no Estado, abrir a caixa preta das contas gerenciadas por Anibal Diniz, Jorge Henrique LTDA, e varrer pra longe as mamatas.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

RIO ULTRAPASSA COTA DE ALERTA E DESABRIGA 73 EM CRUZEIRO DO SUL

Pelo menos para 73 pessoas o Carnaval de 2009 em Cruzeiro do Sul não vai deixar saudade. Alheios ao espírito de folia que tomou conta de grande parte dos cruzeirenses, treze famílias foram resgatadas de suas casas, nos bairros ribeirinhos da Várzea, Lagoa e Miritizal, pelas equipes do Corpo de Bombeiros. Sob o comando do tenente James Clei, os bombeiros fizeram plantões na beira do Rio Juruá, desde sábado. Ao meio dia dessa terça-feira, informaram, o nível do rio já havia subido 53 centímetros acima de sua cota de alerta, de 13 metros.


Orientadas pelo vice-prefeito Mazinho Santiago, as secretárias de Assistência Social, Rosa Sampaio e de Saúde, Léia de Oliveira, vêm prestando assistência às vítimas da cheia que começou quinta-feira em Marechal Thaumaturgo, onde desabrigou dezenas de famílias e causou os mesmos estragos em Porto Valter.


Coordenando as ações municipais, mesmo sem a criação oficial da equipe municipal da Defesa Civil, Rosa Sampaio cuida da alimentação de bombeiros e dos desabrigados. Com uma equipe 15 pessoas, a secretaria de Assistência Social, também tem que cuidar do bem-estar das famílias que estão em um ginásio próximo ao Teatro dos Náuas.


Durante boa parte da terça-feira Rosa saiu à procura de colchões para entregar às 73 pessoas. Essa era a grande reclamação das famílias. De acordo com a secretária, existe a perspectiva de mais famílias chegarem ao local na noite dessa terça-feira. Pelo menos até às 13h00 desta terça feira agentes da Vigilância Sanitária ainda não haviam inspecionado o abrigo, onde cães foram vistos em companhia das pessoas, o que não é recomendável, segundo o comandante James Clei.


A secretária de Saúde, Léia de Oliveira, que assim como Rosa Sampaio, está dedicando tempo integral às famílias desabrigadas do Rio Juruá, garantiu que está sendo feito um cadastramento para identificar possíveis enfermidades entre as pessoas. Algumas crianças já foram conduzidas ao Hospital Regional do Juruá, por apresentarem sintomas de diarréia.


Dilson Ornelas. Voz do Acre

FOTO - DIEGO GURGEL

DEMANDA DE MADEIRA, SOJA E ETANOL ELIMINA INDÍGENAS LATINO-AMERICANOS


El País

Francisco Peregil
Em Madri

Eles sobreviveram à chegada de Colombo, às doenças da Europa, aos ditadores, à United Fruit Company e à febre da borracha. Mas as prospecções petrolíferas, as empresas madeireiras e as plantações de soja não só espantaram sua caça como a eles próprios: populações inteiras de nativos são obrigadas a viver cada vez mais longe de onde sempre estiveram.

Ainda restam na América Latina cerca de 500 povos indígenas (para eles, a palavra "tribos" soa pejorativa), com 43 milhões de membros que representam 7,6% da população do continente. Várias dezenas desses grupos nunca ouviram falar de Cristo, nem de Mozart, nem da penicilina, nem das Torres Gêmeas... A ONG Survival [Sobrevivência] calcula que existam 40 desses grupos com os quais ninguém fez contato no Brasil, cerca de 15 no Peru e um no Paraguai. É nessas comunidades de escassa ou nenhuma relação com o resto da sociedade que se podem apreciar de forma mais crua os estragos do consumismo disfarçado de progresso.

Para ajudar os indígenas em uma batalha em que eles têm toda a probabilidade de perder, pesquisadores como Almudena Hernando, arqueóloga da Universidade Complutense de Madri, conviveram na Amazônia brasileira com povos como os awás, também conhecidos como guajás.

"Quando os funcionários brasileiros da Fundação Nacional do Índio (Funai) detectam um awá perdido na selva, o transferem para uma área legalmente demarcada para os indígenas, onde ninguém pode entrar. Mas os madeireiros acabam entrando. Fazem um desmatamento muito seletivo, que não pode ser detectado por fotos aéreas, porque cortam as árvores mais velhas e deixam as jovens, que não têm valor de mercado. E atrás deles vêm um exército de agricultores sem terra, que também não têm nada para subsistir. A forma que temos no Ocidente de combater esses abusos é pedir certificados de origem da madeira que se compra."

"No último verão", continua Hernando, "os madeireiros se aproximaram a apenas 3 quilômetros da área protegida. E quando chegar a temporada seca, em agosto, certamente se aproximarão cada vez mais. Quando caçávamos junto com os awás, eles, que têm um ouvido muito apurado, paravam ao escutar as serras mecânicas. Elas espantam a caça, que é sua única forma de vida. Em 2006 a

"A teoria no Brasil é muito boa. A lei protege os grupos isolados, mas as invasões são constantes e não se faz nada para detê-las", indica Fiona Watson, diretora da ONG Survival.

"Por um lado o governo cria um organismo como a Funai para protegê-los, e por outro implementa o Plano de Crescimento Acelerado, que projeta entrar na Amazônia e construir estradas e centrais elétricas. Além disso, o presidente Lula da Silva visitará Barack Obama em abril com o objetivo de vender mais biocombustíveis aos EUA. Já tem em projeto a criação de mais fábricas em terras reivindicadas pelos guaranis. E além disso o Congresso brasileiro está discutindo um projeto de lei que permitiria explorar em grande escala a mineração nos territórios indígenas."

A Survival trabalha há vários anos com 35 mil guaranis do Brasil. "Esse foi um dos primeiros grupos que entraram em contato com os colonizadores brancos, há quase 500 anos, e sobreviveu", indica Watson. "Mas nos últimos 50 anos, por causa da expansão agrícola em Mato Grosso, perderam quase todas as suas terras e vivem em reservas, cercados pelas plantações de soja e de cana-de-açúcar, que são usados para fabricar biocombustíveis [especialmente etanol]."

Teresa Aguilar Larrucea, que trabalha há vários anos com o fotógrafo Carlos Díez Polanco em diversos projetos com dezenas de povos indígenas na América Latina, afirma que todos os indivíduos com quem lidou sempre saíram perdendo em sua relação com o homem branco.

"Quase não lhes concedem a categoria de pessoas. Podem ficar muito bonitos como cartaz turístico, mas ninguém quer tê-los por perto. E além disso a sociedade branca tira suas terras, alegando que não as cultivam e que são improdutivas. Mas qual é o conceito de produtividade? O indígena tem ali sua loja e sua farmácia, tira benefício delas. Estão há milhares de anos convivendo em harmonia com a natureza. Deveríamos aprender com eles."

Apesar do pessimismo com que Aguilar Larrucea vê o futuro dos povos indígenas, ainda encontra sinais de esperança. "A Venezuela é um claro exemplo do pior e do melhor. Os índios caracas viviam no centro do país e agora no centro não resta nenhum, todos se deslocaram para a Amazônia e a fronteira. Mas a Venezuela foi um país pioneiro na luta pelos direitos dos nativos, ao criar o Ministério dos Povos Indígenas e colocá-lo nas mãos de Nicia Maldonado, que é uma indígena yecuana. Porque a Funai do Brasil não tem dirigentes indígenas", explica.

"Com Hugo Chávez", continua, "os indígenas adquiriram mais consciência de raça e dignidade. Não escondem mais suas origens e cada vez aparece um número maior de indígenas nos censos. Mas por ser um novo ministério não chega a todos os povos indígenas que deveria chegar." Por trás dessa aversão da sociedade branca ao aborígine, segundo Aguilar Larrucea, se esconde um complexo racial e cultural. "Os brancos querem afirmar sua pureza renegando o mestiço, e o mestiço renega o indígena. Vi em alguns povoados pessoas que negavam seus irmãos mais morenos porque se envergonhavam deles."

Uma língua para dois homens - Procurando na Wikipedia "línguas tupis-guaranis", a primeira que aparece em uma lista de 53 se chama aura. Sua cobertura geográfica é o estado brasileiro do Maranhão. O número de falantes é reduzido. "Só dois homens, e eu os conheço", afirma a arqueóloga Almudena Hernando, de Madri. "A Funai lhes forneceu uma cabana junto de um posto indígena onde vivem índios awás. Falam uma língua que ninguém conhece. Lhes deram os nomes de Auré e Aurá. Parece que são os últimos representantes de um grupo que deve ter sido massacrado."

"A Funai os contatou quando estavam perdidos e sós. Nenhum linguista conhece sua língua. Os transferiram para lá, longe da terra onde foram encontrados. Quando você se aproxima, contam muitas coisas que você não entende. E se você entrar em sua cabana ficará completamente chocado: as vigas que sustentam o teto de palha servem de suporte para centenas de flechas, com as pontas envoltas em folhas e amarradas em raízes", continua Hernando.

"Auré e Aurá passaram os anos que estão vivendo ali fazendo flechas e mais flechas, em um exercício inútil do ponto de vista funcional, porque não as usam mais. Mas imagino que isso lhes sirva de terapia, para neutralizar o trauma de ter sido arrancados de sua terra e seu modo de vida. Talvez façam isso como mecanismo de segurança. Quando tudo afunda sob seus pés, você quer saber quem é introduzindo a menor quantidade de mudança em sua vida. É isso que esses dois homens fazem. É impressionante ver sua cabana, neuroticamente organizada. Você percebe o horror que devem viver muitos desses grupos no momento do contato com o branco."

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

ACABARAM COM NOSSO CARNAVAL

É uma ofensa aos verdadeiros foliões dizer que Rio Branco, tem um carnaval popular como antigamente.


É uma ofensa encerrar essa festa popular a meia-noite, quando a energia de quem brinca o carnaval está apenas iniciando.


Qual a justificativa para terminar uma festa assim tão cedo?

Falta de estrutura para garantir a segurança do povo?

Então, de que adiantam os investimentos em policiamento e tal.


Já pensou se este mesmo carnaval fosse organizado em outras capitais como Salvador, os promotores dessa pouca vergonha seriam linchados em praça pública.


No Acre não é o povo que decide que horas termina sua alegria, é o governo que se diz democrático e faz o que bem entende, pior que somos obrigados a engolir tudo isso.


Carnaval de verdade é o da cidade vizinha de Senador Guiomar (Quinari), lá não tem horário pra terminar, as pessoas sabem que depois de certa hora os menores de idade devem voltar para casa. O folião tem toda estrutura do poder público (médicos, ambulâncias, policiamento, juizados, etc.) disponível para lhe assegurar uma boa diversão.


No Quinari, o poder público garante que o carnaval de rua seja de fato do povo e para o povo. O índice de violência, tumultos e acidentes tem sido o menor registrado até agora.


Essa cambada de corruptos, ditadores da Frente Popular acabaram com o nosso carnaval. De que adianta o investimento feito na Arena da Floresta, se tudo encerra tão cedo. O povo tem o direito de escolher até que horas deve pular, o povo tem o direito de decidir qual a hora certa para dormir.


Também é democrático que o consumidor, escolha que tipo de bebida ele quer ingerir durante sua agitação na Arena. Esse monopólio, o PROCON não ver.


Ah, mas nosso carnaval encerra as zero hora por que a festa Deles inicia logo após, e esse espetáculo muitas pessoas não podem assistir.


Já estava esquecendo de comentar. E o vozeirão de Geraldo Leite, alguém fez homenagem ao nosso maior carnavalesco, lembraram dele?


Mas uma coisa deve ficar claro, existem milionárias trapaças realizadas debaixo dos panos com dinheiro público, beneficiando esse ou aquele: seja com aluguel de tendas, negociação e monopólio de bebidas na arena, contratação de bandas e artistas e demais estrutura do evento.


Mas quem tem coragem de apurar, investigar. Todos estão rendidos?!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A VERDADE SOBRE OS ATENDIMENTOS DE SAÚDE DA DENGUE

O cenário mais parece de um hospital de guerra.


Com os sintomas da dengue, jovens sofrem deitados em cadeiras à espera de um leito, as crianças repetem a mesma sina no colo dos pais, os idosos se contorcem de dores e mal-estar nas filas eternas. No serviço público de saúde, a demora para fazer uma consulta, um exame de sangue (hemograma), pode durar uma manhã, uma tarde ou até uma noite inteira. Quem não tem sucesso retorna para casa sem ser avaliado por um especialista, sem tomar medicação e com risco de ter o estado de saúde agravado, ou, quem sabe pode morrer por conta das complicações da dengue antes de ver um médico.


Durante uma semana acompanhei o drama das famílias que procuravam serviços médicos no centro de saúde Dr. Barral y Barral, localizado no bairro Estação Experimental. O centro passou a funcionar 24 horas como um pequeno Pronto Socorro para atender as vitimas da dengue, o bairro onde o centro funciona é a terceira área mais endêmica. Sentindo febre acima dos 38 graus, dores por todo o corpo, diarréia, indisposição, falta de apetite; eu também entrei para as estatísticas da Dengue e tive que recorrer ao serviço público de saúde em busca de medicação e acompanhamento.


Durante uma semana acompanhando a rotina dos doentes, eu não vi a face da “saúde considerada de primeiro mundo”, por aqui.


Mas vi gente se amontoando umas em cima das outras em busca de uma vaga no consultório de um clínico geral, vi pessoas estressadas e desanimadas depois de esperar um dia todo para conseguir mostrar um exame para os médicos. A demora agrava a condição de saúde dos pacientes, aumenta o sofrimento e depois de tanta humilhação, apelação - morrer em casa parece ser a melhor saída.
Há também falta de médicos e alguns medicamentos.


Testemunhei as piores expressões de sofrimento no corpo de crianças, adultos e idosos se contorcendo pelo mal da dengue. Durante dois dias houve tumultos, isso por que não tinha senha, nem ninguém para organizar a entrada das pessoas nos consultórios. Quando os médicos saem pra almoçar, jantar, os conflitos parecem aumentar já que não fica ninguém para continuar a avaliação dos doentes. O laboratório destinado aos exames e diagnóstico, tem pouquíssimos funcionários que não conseguem dar conta da demanda. Eles realizam mais de 200 exames por dia, enquanto isso há outro tanto à espera. No setor de triagem, as pessoas não param de chegar, a cada minuto sai uma nova ficha com o mesmo pré-diagnóstico: Dengue. Leitos foram improvisados nos auditórios, corredores e nas salas, mas tudo parece ser insuficiente. As pessoas com Dengue em estado mais crítico, ficam em observação. Tomam soro oral para hidratação e remédios (dipirona sódica) para diminuir a febre e dores.


Os números divulgados no Boletim de Acompanhamento da Dengue pelo Estado, não refletem dados oficiais da doença em Rio Branco. O número de pacientes é bem maior, e o surto epidêmico vem tomando proporções alarmantes quem nem os médicos mais experientes conseguem dimensionar.


90% da população de Rio Branco foi picada pelo Aedes Aegypti, parece exagero, mas a constatação é dos próprios médicos. Se existe quase uma epidemia a culpa não é apenas do povo, mas do poder público que deixou as ações de prevenção para última hora. A situação revela que a parceria Estado e Município não funcionou nas ações de prevenção. Os gestores deixaram pra combater a Dengue somente quando os casos já estavam com números alarmantes. Aproveitaram a doença e a desgraça do povo para fazer política. Pousaram para capa dos jornais em falsos mutirões de limpeza, como se isso fosse o suficiente para erradicar o mosquito. A dengue que tira o sono dos moradores de Rio Branco é resultado da falta de políticas públicas em saneamento básico, habitação, e infra-estrutura urbana.


Enquanto permanecer a falta de investimentos na saúde pública, teremos muitos carnavais com Dengue, a folia será apenas do mosquito - o mais vitorioso até agora.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

EX-LARANJA DENÚNCIA MARACUTAIA ENVOLVENDO DEPUTADOS NO ACRE


Ex-funcionário de empresa abre jogo sobre negócio duvidoso entre empresário e deputados do Acre.


PORTO VELHO, RO — Um escândalo supostamente envolvendo dois deputados do Acre e o empresário Éder Pinheiro, ex-diretor da Empresa de Transportes Real Norte está prestes a explodir. O motivo seria uma denúncia de um ex-funcionário de Pinheiro. Ele diz ter sido servido de "laranja" na transação de compra de uma mansão. O imóvel seria moeda de troca entre o empresário e os dois deputados, cujos nomes são mantidoas em sigilo, para a concessão de licenças de exploração de transporte interestadual.

Ele comprou um imóvel e, para fugir do Imposto de Renda, decidiu coloca-lo em seu nome. Um ano depois, conta o denunciante, Éder Pinheiro foi obrigado a negociar o imóvel em troca de favores políticos. Todas as linhas exploradas pela empresa Real Norte no Acre estavam com seus contratos vencidos. A mesma situação também se verificava em Rondônia.

Para
evitar uma nova licitação e facilitar a vida empresarial de Pinheiro os políticos entraram em cena. De acordo com o denunciante foi marcada uma conversa com dois influentes políticos do Acre. Estes, segundo ele, teriam poderes para facilitar a renovação dos contratos.

Conforme o ex-funcionário, o negócio entre os deputados e Éder Pinheiro teria sido fechado em uma reunião, na qual o empresário teria assumido o compromisso comprar uma mansão e, posteriormente, transferi-la para os políticos. Consta que a mansão seria uma espécie de castelo a ser construída em Rio Branco (AC).

A mansão seria nos moldes do castelo do deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), flagrado usando recursos da verba indenizatória em benefício próprio. Por conta do escândalo, Moreira perdeu o cargo corregedor da Câmara dos Deputados e expulso do DEM, partido pelo qual foi eleito.

Como seria a transação - O valor do imóvel foi acertado em R$ 380 mil. Para dá legalidade à operação, conta o denunciante, seria feito um empréstimo em nomes dos deputados (R$ 272 mil). Deste total, os deputados repassariam R$ 108 mil espécie ao ex-funcionário laranja para a transação ser mantida sob sigilo.

O negocio foi fechado. Prego batido e ponta virada. Passados três anos, o caso veio á tona porque o ex-funcionário não viu a cor do dinheiro prometido. E, temendo ser pego pela Receita Federal, o ex-funcionário resolveu abrir a boca e também promete levar o caso ao Ministério Público Estadual.

As informações são do site O Combatente, de Porto Velho (RO).

domingo, 15 de fevereiro de 2009

DEPUTADO PETISTA É FLAGRADO DIRIGINDO BÊBADO E ABUSANDO DO PODER

Deputado Thaumaturgo Lima do PT é flagrado pela polícia de trânsito dirigindo totalmente embriagado


Ray Melo – Folha do Acre


Dirigir embriagado e dar carteiradas virou moda. No dia 10 de fevereiro um procurador de Tocantins, foi detido dirigindo bêbado, o caso ganhou repercussão a nível nacional. A autoridade mostrava a carteira e se vangloriava de ganha R$ 12 mil por mês. Na madrugada de sexta-feira, 13, o deputado estadual Thaumaturgo Lima (PT), resolveu comemorar o aniversário do partido e promoveu um show deprimente digno de envergonhar qualquer eleitor.


Segundo o comandante de uma patrulha da Ciatran, era por volta de 03:00h da manhã, quando foram notificados de um condutor totalmente embriagado, tinha parado seu veículo atravessado na Avenida Ceará, próximo a um movimentado bar, no bairro Estação Experimental, impedindo a circulação de veículos. Ao chegar ao local encontraram o deputado estadual, Thaumaturgo Lima, em estado avançado de embriagues. O excesso de álcool e a arrogância peculiar em pessoas que gozam de privilégios produziram mais um triste espetáculo.


O primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre, mostrou a carteira para os policias, dizendo que era deputado, não poderia ser preso, por ter estreito relacionamento com as autoridades do Estado. Apesar do avançado horário o episódio chamou a atenção de populares que se aglomeraram no local. Em seguida os assessores parlamentares e pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores começaram a chegar na tentativa de abafar o caso.


Com a chegada de jornalista que fazem a cobertura polícial na madrugada, os agentes da Ciatran, conduziram o deputado até um veículo Blazer, não permitindo que os fotógrafos capturassem imagens do deputado. Em seguida saíram em disparada tomando rumo ignorado com Thaumaturgo Lima.


Não é a primeira vez que autoridades são flagradas dirigindo sob efeito de álcool, mas em todas às vezes os casos foram abafados, não chegando nenhuma notícia oficial ao conhecimento público.


Um juiz acriano, também já foi detido em uma blitz, provocando grande confusão entre o oficial responsável e o comandante da Polícia Militar, mas no final o caso foi “esquecido” e novamente funcional a máxima de que “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, instalada nas instituições públicas do Acre.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

PROCURADOR PEDE EXPLICAÇÕES DE VIANA SOBRE USO DE AMBULÂNCIA

Veículo doado pela Polícia Federal é utilizado para promoção pessoal com o nome do senador do PT.


BRASÍLIA — Já está na Procuradoria Geral da República o pedido feito pelo procurador Ricardo Gralha Massia para o senador Tião Viana (PT-AC) explicar o uso indevido de patrimônio público para a promoção pessoal. Viana teve seu nome estampado em um automóvel doado pela Polícia Federal à Prefeitura de Jordão, município do Acre localizado na fronteira Brasil-Peru, para servir de ambulância na cidade. Ali, uma maca improvisada em uma motocicleta serve de “ambulância” para os doentes.

O caso veio à tona por meio do blog do deputado Luiz Calixto (PDT) e, depois de veiculado na coluna do Cláudio Humberto, de Brasília, ganhou repercussão nacional. De imediato, o Ministério Público Federal instaurou inquérito civil publicar para apurar a responsabilidade dos envolvidos no caso.

Como Viana tem foro privilegiado, o pedido de explicações é feito por meio do procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza. No final do inquérito, a Procuradoria da República poderá adotar uma série de medidas, a depender do tipo de irregularidade verificada. Uma delas seria a abertura de ação de improbidade administrativa contra os envolvidos.

Ricardo Massia também pediu explicações da PF e da Prefeitura de Jordão. À PF ele requisitou cópia do termo de doação e informações detalhadas acerca da origem do veículo, e da prefeitura, o procurador quer saber em qual estado o carro foi entregue, quem determinou a pintura e quanto foi gasto com o serviço. O delegado da PF no Acre, Alexandre Silveira de Oliveira, já se manifestou por meio da imprensa. Disse que o veículo — modelo Santana — foi repassado à prefeitura sem a pintura atual.


“Nós entregamos o carro limpinho. Quem cometeu ilícito terá que responder pelo que fez. Nem acredito que o senador tenha conhecimento do que fizeram com o nome dele”, disse Silveira ao jornalista Altino Machado. Oliveira explicou também que o automóvel dói apreendido com traficantes de drogas, confiscado e doado pela PF para servir de ambulância em Jordão.


Consta no veículo a inscrição de o mesmo fora doado com apoio do senador. Mas na mensagem, o apoiador ganha mais destaque que o doador. O fato, para o deputado Luiz Calixto, é a caracterização explícita de uso de patrimônio público para promoção pessoal, o que é expressamente vedado pela Constituição Federal aos agentes políticos. É o caso de um senador da República, por exemplo.


O município situado na confluência dos rios Tarauacá e Jordão tem 6,3 mil habitantes e é um dos mais isolados do Acre. É administrado por Hilário de Holanda Melo (PT), do mesmo partido de Viana.

A Agência Amazônia mostrou, em dezembro, que a “ambulância” de Jordão — a 640 Km de Rio Branco, a capital do Estado — é, na verdade, uma simples e anti-higiênica maca improvisada em uma motocicleta. E, mesmo assim, o governo do Acre vende a idéia de que no Estado “a saúde é de primeiro mundo”.

Dengue se alastra - do início de janeiro para cá, a dengue se alastra no Acre. Em Rio Branco, a capital do Estado, cerca de 400 pessoas com suspeitas de dengue procuram os postos de saúde da Prefeitura em busca de tratamento. Os números oficiais foram revelados pelo secretário de saúde do município, Pascal Kallil, em entrevista a uma emissora local de televisão. Apuração do site ac24 horas, de Rio Branco, dá conta de que mais de 12 mil pessoas passaram pelos postos de saúde com sintomas da dengue.

Conforme Kallil, o problema da dengue é tão grave que os médicos lotados nos postos e hospitais foram obrigados a dobrar sua carga de trabalho. Muitos deles, admite o secretário, já mostram sintomas de cansaço devido à intensa jornada. Para vencer a epidemia, o secretário Pascal Kallil pretende fazer um mutirão envolvendo estudantes e donas-de-casa para buscar os criadouros do mosquito Aedes aegypty, transmissor da dengue.

Chico Araújo – Agência Amazônia de Noticias

GOVERNADOR EXONERA LAURA OKAMURA

Incompetência no Sistema Prisional causa queda da toda poderosa Laura Okamura do IAPEN


Ray Melo – Folha do Acre


Os “competentes” secretários, importados da executiva nacional do PT, começam a dar sinal de fraqueza. Após as constantes denúncias de maus-tratos, corrupção de agentes e favorecimentos dentro do presídio, a diretora do Instituto de Administração Penitenciária – IAPEN, Laura Okamura, foi exonerada pelo governador Binho Marques.


O provável motivo da exoneração foram os últimos acontecimentos no presido de segurança máxima de Rio Branco, Amaro Alves, quando alguns detentos em tentativa de fuga atacaram agentes penitenciários com estoques. Os carcereiros foram socorridos por policiais militares e a tentativa de fuga foi controlada, mas as pergunta fica no ar, como os presidiários tiveram acesso às armas que portavam?


Apesar da exoneração do IAPEN, Laura Okamura permanece na equipe de governo, por ser uma das ungidas da executiva nacional do PT. A incompetência dos “importados”, ficou evidente não só no Sistema Prisional, mas também no Saerb, com a direção de Samy Ferraz, que até hoje não acertou na administração da autarquia.

Rumores indicam que Laura Okamura, continua prestigiada pela administração petista, a ex-diretora, será indicada para coordenar a área social do governo. Resta saber se Okamura terá habilidade para condução das novas funções, já que seu relacionamento com a imprensa, nunca foi amistoso. Laura Okamura, várias vezes se recuou a receber jornalistas, se negando a fazer qualquer esclarecimento, mesmo para os órgãos de comunicação chapa branca.


A exoneração de Okamura foi publicada no Diário Oficial de quinta-feira, 12.