sábado, 31 de janeiro de 2009

MPE VAI PROCESSAR MÉDICOS QUE NÃO CUMPREM HORÁRIO

FABIO PONTES

Desde abril do ano passado o MPE (Ministério Público Esta-dual) investiga a denúncia de usuá-rios do sistema público de Saúde que os médicos dos postos de Saúde não estariam cumprindo a carga horária de quatro horas diá-rias. Segundo o MPE, os profissionais realizariam consultas em menos de duas horas, e, mesmo assim, recebendo salários equivalentes ao estipulado em contrato.


A denúncia é investigada pela Promotoria Especializada de Defesa do Patrimônio Público e Fiscalização das Fundações Públicas e Privadas. Mais de 100 queixas já chegaram ao conhecimento do MPE, que acionou a Secretaria de Saúde Municipal. A pasta estipulou que cada médico deveria consultar 16 pacientes por dia, sendo que cada atendimento seria de 15 minutos. Esse método, segundo a secretaria, é uma recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde).


Mas, de acordo com o MPE, essas 16 consultas estariam sendo realizadas em pouco mais de uma hora e meia. “Visitamos alguns postos de Saúde e constatamos que, realmente, os médicos não estavam presentes no horário do trabalho”, diz o promotor Vinícius Evangelista, que está à frente das investigações.

Segundo o promotor, os médicos podem ser processados pelo crime de improbidade administrativa, já que os mesmos recebem sem cumprir a carga horária estipulada pelo contrato. A prefeitura assegurou ao MPE que resolverá o problema até março, quando será apresentada uma solução. Caso isso não ocorra o MPE entrará com uma Ação Civil Pública contra o município.


O não cumprimento da carga horária por parte dos médicos é refletido na superlotação do Pronto Socorro. Com os centros e postos de saúde sem funcionar, a população recorre aos hospital que é preparado para atender somente casos de urgência e emergência. Vinicius Evangelista pede que os usuários que se sentirem prejudicados com a falta de médicos nos postos procurem o MPE e, assim, deixar a denúncia ainda mais embasada.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

CÂMARA E SENADO ELEGEM PRESIDENTES NA SEGUNDA-FEIRA

José Sarney disputa o cargo pelo PMDB. Tião Viana é o indicado da bancada do PT.


BRASÍLIA – Na segunda-feira, 2, é dia de eleição na capital do País. Câmara e Senado vão eleger seus novos presidentes para o biênio 2009/2010. A eleição no Senado está prevista para começar às 10h. Dois candidatos – Tião Viana (PT) e José Sarney (PMDB) – disputam o terceiro cargo mais cobiçado da República. Automaticamente, o presidente do Senado é também do Congresso Nacional.

Candidato desde dezembro de 2008, Tião diz contar, além de seu partido, com o apoio do PSB, PSDB, PDT, PSOL, PRB e PC do B. Sarney, por sua vez, tem o aval do PMDB, do DEM e do PTB. Sarneyzistas contabilizam votos até mesmo no PSDB, que, na quinta-feira, declarou apoio ao petista.


Para ser eleito no Senado, o candidato precisa obter ao menos 41 votos entre os 81 senadores. O PMDB é dono da maior bancada na Casa, com 20 integrantes, seguido por DEM (14), PSDB (13) e PT (12). O PSDB declarou apoio à candidatura de Viana. Mesmo assim, o grupo de apoio a Sarney diz que ficará com parte dos votos tucanos.


Aliados de Sarney calculam que ele terá 48 dos 81 votos do Senado. Já o grupo de Tião diz que o petista passaria de 38 para 49 votos após o apoio tucano. Mas a contabilidade de Viana começou a furar. O senador Papaléo Paes (PSDB-AP) foi a primeira baixa. Já declarou que votará em Sarney. No site do Senado, um perfil dos dois candidatos. Tião promete, se eleito, ajudar no combate às desigualdades sociais. Ex-presidente da República, José Sarney é o político com mandato no Senado, inclusive mais que Ruy Barbosa.


Na Câmara, a eleição será à tarde. Michel Temer (PMDB-SP) é o favorito na disputa e contabiliza pelo menos 300 votos. O deputado Ciro Nogueira (PP-PI) faz contas com ao menos 203. Já o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) contaria com 90 votos e o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) com 30. Para ser vitorioso no primeiro turno, o candidato deve obter mínimo de 257 votos, do contrário, terá de partir para disputa com o segundo colocado. Há quem aposte que, mesmo com o favoritismo de Temer, a disputa deve ir para segundo turno.


Para saber mais sobre as eleições no Congresso, clique aqui.


Chico Araújo – Agência Amazônia de Noticias.

AMAZÔNIA SOFREU DESTRUIÇÃO DE 17% EM CINCO ANOS, DIZ ONU


Um relatório prestes a ser divulgado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta que 17% da Floresta Amazônica foram destruídos em um período de cinco anos, entre 2000 e 2005.

A informação foi noticiada pelo jornal francês Le Monde na quinta-feira, e foi confirmada à BBC Brasil pelo Pnuma.

Segundo o jornal, durante este período foram queimados ou destruídos 857 mil km² de árvores - o equivalente ao território da Venezuela.

A maior parte do desmatamento ocorreu no Brasil, mas os outros sete países que também abrigam a floresta estão sendo responsabilizados pela Pnuma, com exceção da Venezuela e do Peru.

'Irreversível' - "A progressão das frentes pioneiras na Amazônia e as transformações que elas introduziram são tantas que o movimento de ocupação dessa última fronteira do planeta parece irreversível", disse o órgão da ONU ao Le Monde.

Além do desmatamento, a grande corrida pela apropriação das gigantescas reservas de terra e das matérias-primas da região também tem um papel importante na deterioração da Amazônia, segundo o jornal.

"O modelo de produção dominante não leva em conta critério algum de desenvolvimento sustentável, conduz à fragmentação dos ecossistemas e à erosão da biodiversidade", afirmou o Pnuma.

A entidade também condenou a situação das populações que habitam a floresta, que "vivem uma situação de grande pobreza". "A riqueza retirada da exploração dos recursos naturais não é reinvestida na região", disse.

O Le Monde conclui o artigo citando que o Pnuma pede um maior envolvimento internacional para ajudar financeiramente os países que abrigam a floresta, e cita como possível caminho o Fundo Amazônia, que prevê o investimento de fontes estrangeiras para desenvolver projetos que combatem o desmatamento.

O Pnuma prevê que o relatório final, com mais dados ainda sigilosos, seja divulgado durante o encontro anual de seu conselho administrativo, marcado entre 16 e 20 de fevereiro em Nairóbi, no Quênia.

BBC/BRASIL.

MPE INVESTIGA ACIDENTE AMBIENTAL

MPE começa a investigar acidente com diesel no Purus


Foi publicado no Diário Oficial de ontem a abertura de procedimento administrativo preliminar para investigar o caso de derramamento de óleo diesel no rio Purus, no último dia 16 de janeiro. A portaria partiu da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente, Conflitos Agrários, Urbanos e do Patrimônio Histórico e Cultural do Ministério Público Estadual.

O MPE destacou na publicação que o vazamento só foi notificado ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) 72 horas após o acidente. De acordo com o ministério, os dois containeres onde estavam armazenados os 25 mil litros de óleo Diesel ainda estão dentro do rio.

“Sequer se tem conhecimento se ainda resta algum volume no interior dos recipientes, fato que, se comprovado, aponta para o risco iminente de novo vazamento e, conseqüentemente, para a ocorrência de impactos ambientais e ameaças à saúde pública e segurança da população”, alertou a procuradora Patrícia Rêgo.

Ela explica ainda que o transporte do combustível necessita de licença ambiental porque o diesel é tóxico e qualquer vazamento pode trazer danos ao meio ambiente e à saúde humana, o que não havia. Além disso, a área atingida é povoada o que piora a situação. Os moradores da região bebem a água do Purus e a utilizam para fazer comida. E mais, as empresas envolvidas no acidente, A. M. Barreto Mendes ME, Guascor do Brasil e Eletroacre, não possuíam um sistema para contenção de vazamento e tampouco dispõem de plano de contingenciamento para acidentes dessa natureza.

“A referida atividade desenvolvida merece a devida adequação aos parâmetros ambientais aplicáveis à espécie, assim como a necessidade de estabelecer regras ao desempenho de quaisquer empreendimento que venham a potencialmente degradar o meio ambiente e especificamente em área de preservação ambiental”, detalhou a procuradora.


(Gilberto Lobo)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ACRE FORA DA COPA DO MUNDO DE 2014


Amazônia e Pantanal serão sedes da Copa de 2014, diz ministro. Orlando Silva, antecipou a escolha que a FIFA fará das sedes da Copa 2014


O presidente da Fifa, Joseph Blatter, reuniu-se nesta quinta-feira (29) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reafirmou que a Copa do Mundo de 2014 será realizada em 12 sedes no Brasil. As 12 cidades serão escolhidas pelo comitê executivo da Fifa nos dias 19 e 20 de março, mas o ministro do Esporte, Orlando Silva, antecipou que haverá pelo menos uma sede no Pantanal (Cuiabá ou Campo Grande) e outra na região amazônica (Belém ou Manaus).


- A Fifa acredita que com 12 sedes teremos uma cidade da Amazônia e uma do Pantanal. Então, necessariamente no projeto da Copa no Brasil em 2014, seguro é que terá uma cidade pantaneira e uma cidade amazônica. A decisão da Fifa de escolher 12 cidades levou em conta esse critério, de ter uma cidade do Pantanal e uma cidade da Amazônia, o que para nós é muito importante, porque são destinos turísticos fundamentais do Brasil e que merecem ser promovidos - contou Silva. Segundo ele, esse é um objetivo do governo brasileiro também.

Durante a reunião, Lula brincou com o presidente da Fifa e com fotógrafos e cinegrafistas dizendo que estava “levando uma sede para Garanhuns”. Blatter riu e presenteou o presidente com uma flâmula da entidade.


Silva disse que, a partir da próxima sexta-feira (30), um grupo técnico da Fifa visitará todas as cidades que têm projeto para ser sede da Copa e o relatório desse grupo vai influenciar a decisão do comitê executivo da entidade, que se reúne nos dias 19 e 20 de março para apontar as 12 sedes.


O ministro não confirmou que a abertura da Copa do Mundo no Brasil será em São Paulo e nem que a partida final será no Rio de Janeiro. “A primeira fase é a escolha das 12 sedes. O debate sobre isso é posterior”, comentou.


- Logo depois da decisão sobre as sedes, o presidente vai convocar uma reunião de governo e depois que falar individualmente com os prefeitos e governadores dessas cidades para colocar no papel as responsabilidades de cada um, para ficar definido quem vai fazer o que, quem vai pagar o que e em que prazo - afirmou Silva.


G1

O ACRE NÃO É UM CASTELO DE AREIA

Primeiro chegaram ao poder explorando a imagem do falecido Chico Mendes, prometeram tornar realidade os sonhos do ambientalista, mas logo a casa caiu.


A realidade hoje é outra, ninguém sobrevive apenas da floresta no Estado, pior que isso é que nossas matas se vão. Mesmo assim pegaram uma bolada do BIRD para a suposta sustentabilidade, mas nada se viu de prático. A situação piorou, o modelo de florestania não vingou, a oposição sumiu de cena e o povo junto com as instituições ficaram olhando da janela os abusos que ocorriam.


Tentaram empurrar goela abaixo Jorge Viana no ministério de Lula, e o presidente disse logo que nunca pensou nisso. A mulher que fez o MOBRAL e chegou ao planalto não suportou as pressões da pasta ambiental e pulou fora, ética não se compra no boteco da esquina.


Plantaram mais cena. Tentaram colocar o Acre como uma das sete maravilhas do mundo. Veio à idéia de trazer a Copa do Mundo para o nosso estado, a FIFA vem dando um chute para bem longe nessa possibilidade. Como no Acre tudo é possível nesta gestão, vão agora trazer a Fórmula 1 para os autódromos de nossos seringais e o próximo Rock In Rio será também por aqui, na Arena da Floresta. Vamos imaginar que o Papa visitará Xapuri e Obama fará um passeio de gôndola pelo Rio Acre. Afinal já andam até dizendo por aí que Marina Silva será presidente do Brasil. E o petista que apoiou o mensalão agora quer ser presidente do Senado, mas já é carta fora do baralho. Façam suas apostas, afinal Eles mudaram nosso fuso horário sem perguntar nada pra ninguém.


Já pensou um acriano do mau na presidência do senado. Com histórico de agressões, escondendo lobo em pele de cordeiro na família, com processos judiciais por violação dos direitos humanos e crime eleitoral. Não ele é bonzinho, afirma alguém - então leva pra tua casa.


Eles só conseguiram plantar ódio por ai, claro também foram "generosos" não vamos omitir. Os vianas ganharam inimigos do Oiapoque ao Chuí. Dilma Roussef, sente dores no estômago ao pensar no nome deles, já colecionam também algumas inimizades na elite do PT nacional em razão das provocações.


Fazem uma política amadora , tratam as pessoas como fantoches e brincam com a imagem de nossos heróis. O Acre não é uma casinha de boneca ou um castelo de areia, não se pode fazer o que bem entende da coisa pública, os tempos não são para brincar de Bárbie. Nossa economia parou no tempo, fingimos não ter crise, mas ela é real. O biodiesel não decolou, a usina de álcool pior ainda, empresários fecham as portas e indústrias não encontram confiança para colocar dinheiro nesse Aquiri. Agora criaram uma tal de Confraria da Revolução para tranformar Porto Acre, beço da história de nosso povo. Na verdade aquele município vai continuar abandonado, é apenas mais uma hipocrisia que estão criando assim como tantas.


O que é bom pra Eles, não serve para o povo, políticas públicas foram abandonadas e esses delírios de um governo petista não podem se perpetuar em detrimento do bem-estar das pessoas. O processo de sucessão política administrativo é democrático, porém falta mais consciência critica popular e formação de líderes eficientes.


* Opinião.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

PETISTA FAZ MANOBRAS PARA BENEFICIAR EMPRESAS DO ACRE EM RONDÔNIA


SIBÁ MACHADO:Manobra política pode substituir empresas de Rondônia por grupo do Acre no atendimento às Usinas do Madeira


A informação de que contratos assinados entre a empresa Camargo Correia, responsável pela construção das usinas do Madeira, e empresas de Rondônia foram suspensos nesta segunda.


A informação de que contratos assinados entre a empresa Camargo Correia, responsável pela construção das usinas do Madeira, e empresas de Rondônia foram suspensos nesta segunda 26.01, levanta suspeitas de que esteja havendo uma manobra para beneficiar um pool de empresas do estado do Acre que deve atender exclusivamente os serviços de engenharia e alimentação à Camargo Correia, deixando de fora as empresas de Rondônia.


Há seis meses, instituições representativas das indústrias e comércio de Rondônia, como Fecomércio e outras, se reuniram em discussão sobre as exigências para que as empresas rondonienses pudessem concorrer a prestações de sérvios à Odebrecht.


Na ocasião a preocupação era com a adequação dessas empresas quanto ao ISO 9.000, 9.001 e 18.000 entre outras visto que, as que não tivessem os devidos certificados não poderiam participar de licitações.


Ainda não se sabe a verdadeira causa da quebra dos contratos, ocorrida nesta segunda.


O presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores nas Indústrias nos estados de Rondônia e Acre (FITRAC) Acácio do Amaral lamenta a possibilidade da desvalorização do estado de Rondônia quanto a prestação de serviços no complexo das usinas, por meio de uma possível articulação política porém, o sindicalista alerta para a grande demanda por fornecedores nos setores de engenharia e alimentação.


Segundo ele, as usinas terão, no pico da Obra, mais de 34 mil trabalhadores.


Amaral explica que, o caso é uma questão de valorização do poder local, destacando a Fiero, através de seu novo presidente Denis Baú e Francisco Linhares, presidente da Fecomercio que, segundo ele, não tem medido esforços nesta "valorização".


O dirigente declara não ter nada contra os empresários do Acre. "Para entrar na casa dos outros normalmente é preciso pedir licença". Exemplificou.


Serviços - As usinas de Santo Antonio e Jirau terão cozinhas próprias, daí a necessidade de fornecedores de arroz, feijão, carnes, verduras entre outros ítens. Para a preparação das refeições para mais de 34 mil trabalhadores em cada complexo hidrelétrico.


Para o setor de engenharia, a demanda é enorme e é possível que não haja empresas suficientes para prestar o serviço, ensejando assim, a vinda de empresas do Acre.


O COMBATENTE.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

TIÃO SEM APOIO DO PSDB

Serra decide não intervir por Tião Viana no Senado


Rifado pelo Palácio do Planalto, Tião Viana, o candidato do PT à presidência do Senado, ficou nas mãos do PSDB.


A cúpula do PT avalia que, sem os 13 votos da bancada de senadores tucanos, Tião deve ser batido pelo rival José Sarney (PMDB-AP).


Nos últimos dias, o petismo passou a assediar o governador José Serra (São Paulo), presidenciável do PSDB mais bem-posto nas pesquisas.


O PT esperava que Serra, velho desafeto de Sarney, se animasse a arregaçar as mangas por Tião.


Em dois diálogos telefônicos com o próprio Tião Viana, Serra mostrou-se simpático à candidatura dele. Mas ficou nisso.


Há uma semana da queda-de-braço do Senado, Serra não pediu voto a nenhum dos 13 senadores do PSDB.


Mais: o governador tucano de São Paulo recomendou expressamente a pelo menos um dos mandachuvas da bancada tucana no Senado: “Tira meu nome dessa história”.


Um pedido que deixa os senadores do PSDB à vontade para optar por Sarney.


Para complicar, o governador mineiro Aécio Neves, outro presidenciável do PSDB, também não se animou a comprar briga com Sarney.


Procurou-o o ex-governaor petista do Acre, Jorge Viana, irmão de Tião. Mas Aécio, como Serra, preferiu manter distância da arenga do Senado.


Há na bancada do PSDB pelo menos cinco senadores simpáticos a Tião. O mais poderoso é Tasso Jereissati (CE).


Mas, diante da indiferença de Serra e Aécio e da vontade da maioria, nem Tasso nem os demais parecem dispostos a quebrar lanças pelo candidato petista.


A essa altura, as divisões do tucanato estão restritas à partilha dos cargos.


O líder tucano Arthur Virgílio (AM) levou a Sarney um nome para a primeira vice-presidência da Casa: Marconi Perillo (PSDB-GO).


Em diálogos privados, Álvaro Dias (PSDB-PR) abespinhou-se. Achava que o partido deveria ter dado preferência ao nome dele, não ao de Perillo.


Álvaro Dias é, hoje, o segundo vice-presidente do Senado. Um cargo que assumiu há dois anos, meio a contragosto.


Almejava a primeira vice. Mas, na ocasião, o PSDB metera-se numa composição partidária e optara por ceder a primeira vice a Tião Viana.


Agora, Álvaro achava que deveria ser compensado. Entre quatro paredes, vai chiar. Mas deve mesmo ser preterido por Marconi.


Se fechar com o PSDB, como tudo faz crer, Sarney estará virtualmente eleito. Além dos votos tucanos, irá ao plenário com o apoio do seu PMDB e do DEM.


Como o voto é secreto, Tião ainda rumina a expectativa de obter os votos de cinco senadores do PMDB.


Renan Calheiros (PMDB-AL), o centro-avante da candidatura Sarney, desdenha da aposta. Move-se para restringir a perpectiva de defecção a um mísero nome: Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).


BLOG DO JOSIAS DE SOUZA.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

ACRE NÃO SERÁ SEDE DA COPA DO MUNDO


São Paulo abre, Manaus recebe


O presidente da Fifa, Joseph Blatter, passará por São Paulo neste meio de semana, será recebido por José Serra e, provavelmente, anunciará o óbvio:


São Paulo será a sede da partida inaugural da Copa de 2014 e Manaus será a sede amazônica da Copa, deixando Belém de fora.


Tudo porque Manaus é a capital amazônica mais conhecida no mundo e porque São Paulo, apesar das pretensões de Brasília e Belo Horizonte, é a cidade economicamente mais importante do país.


Pesa, ainda, o favoritismo de Serra nas próximas eleições presidenciais.

Sempre é bom agradar aquele que poderá estar no cargo durante a Copa.


DO BLOG DO JUCA KFOURI

domingo, 25 de janeiro de 2009

BISPO ALEMÃO QUE ESCAPOU DO REGIME NAZISTA VIVE NO ACRE

O bispo Ludwig Herbst foi obrigado ingressar nas tropas de Hitler, levou um tiro da cabeça e mora no interior do Acre.

RIO BRANCO — A voz mansa e serena seduz a qualquer um. Aos 84 anos — completados em novembro de 2008 — ele mantém o carisma e o costume de distribuir chocolates aos visitantes. Assim é o bispo dom Ludwig Herbst, ou simplesmente Dom Luís, como é carinhosamente chamado em Cruzeiro do Sul, no Acre, onde vive há 55 anos. Do porto do Rio de Janeiro, onde desembarcou escondido na terceira classe de um navio, o recém-ordenado padre Ludwig — que fugia do Nazismo de Adolf Hitler — levou vários dias, a bordo de um velho avião da Força Aérea Brasileira, para colocar os pés em Cruzeiro do Sul.

Antes chegar ao Vale do Juruá — a região mais ocidental do Brasil — com seus 28 anos de idade, d. Luís fez história fez parte da história de seu país natal, a Alemanha. Nascido em Bardenberg, hoje Aachen, o menino Ludwig sonhava com a vida religiosa desde a tenra idade. Aos 12 anos ingressou no Seminário Menor dos Espiritanos, em Broichweiden, perto de sua casa, e depois por Kneschtsteden e Donaueschiningen. Mas a vida religiosa dele é abruptamente interrompida quando chegava aos 19 anos.

Era 1943. Seu país estava em plena II Guerra Mundial. É nesse cenário caótico que o jovem Ludwig Herbst, filho de um trabalhador das minas de carvão e de uma costureira, larga o seminário para servir às forças do ditador Adolf Hitler. E, por um milagre, não é mais uma vítima da própria guerra.

O ingresso dele nas forças alemãs se deu por pressão do vigoroso movimento jovem nazista. Optou pela Força Aérea em vez da Marinha, como sempre lhe recomendava sua mãe, Alexandrina. Ficou ali até o final da Guerra, em 1945. A sua estréia em campo de batalha por pouco não lhe tira a vida. Ao enfrentar as forças inimigas, Ludwig levou um tirou da cabeça. Era final de janeiro de 1945 — a guerra é encerrada oficialmente no dia 2 de setembro daquele mesmo ano.

Retorno ao seminário - Com o fim da guerra, o jovem Ludwig (ou Luís) pôde retornar ao seminário. Em setembro de 1946, um ano após o fim da batalha e com a Alemanha derrotada, faz sua primeira profissão de fé em Menden, Sauerland. Depois de cinco anos de estudos é ordenado padre na cidade de Kneschtsteden pelo então bispo-auxiliar de Colônia, d. Wilhelm Stockums.

Um ano depois, em 1952, o recém ordenado padre Luís deixa a Alemanha, embarca em um navio e cruza o Estreito de Gibraltar — uma separação natural entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, e entre o continente europeu e africano — com destino ao Brasil. Antes de desembarcar em solo brasileiro, Luís fez uma parada no Norte da África, onde sua congregação (os Espiritanos) deixou alguns missionários.

Chegando ao Brasil, o padre Luís Herbst é mandado direto para Amazônia. Seu destino é Cruzeiro do Sul, no Acre, onde passa a atuar ao lado do também padre alemão Henrique Rüth como missionário no vilarejo de Porto Walter, hoje município. Atuou como missionários entre 1953 e 1967, quando se torna vigário-geral da Prelazia do Alto Juruá. Doze anos mais tarde é nomeado bispo coadjutor de Cruzeiro do Sul e, em 1980, com o lema “Veritas liberabit vos” — A verdade vos libertará (Jo 8,32) —, padre Luís Herbst é ordenado bispo da cidade que escolheu para viver e propagar o Evangelho.

Jornais alemães - Depois de meio século de trabalho dedicado aos pobres do Juruá, d. Ludwig (ou simplesmente Luís como os fiéis preferem) teve que se aposentar aos atingir 75 anos (é a idade limite imposta pelo Vaticano). Mesmo assim, ele não saiu da cidade. Permaneceu em Cruzeiro do Sul, onde, todo o domingo celebrava a Missa na Catedral Diocesana Nossa Senhora da Glória. A construção é em estilo germânico, com forma octogonal e no seu interior possui um painel representado por Nossa Senhora da Glória.

Agora, d. Luís Herbst não celebra mais na Catedral. A saúde não lhe permite caminhadas longas. Ele tem cinco pontes de safenas e problemas cardíacos, sua pressão arterial oscila bastante, e ainda sofre de diabetes. Mesmo nessas condições, d. Luís recebe seus visitantes — seja conhecidos ou desconhecidos — com um sorriso largo no rosto e o bom humor que lhe é peculiar. Aos poucos, o religioso seduz com que dialoga. Conta suas histórias de vida no Juruá e, em determinados momentos, deixa transparecer que se sente muito sozinho.

O bispo vive em uma casa caprichosa construída pelas irmãs franciscanas nos fundo do Seminário Menor Diocesano de Cruzeiro do Sul. Com bastante verde, a área é bonita e bem cuidada, o que deixa d. Luís bem à vontade para receber seus convidados. Sentado numa cadeira ao lado de uma exuberante samambaia, sempre a sós, o bispo costuma revirar diariamente os jornais da Alemanha — em língua local para, segundo ele, “não perder o vínculo com sua terra”. As edições são trazidas pelo amigo, o padre alemão Eriberto, com quem conversa bastante sobre diversos assuntos, e, principalmente, os religiosos.

“A morte é um conforto” - D. Luís Herbst, que adotou a Amazônia como sua terra, vive atualmente sob os cuidados especiais de médicos e da irmã franciscana Maria da Paz, uma senhora bastante educada e que, religiosamente, sempre se apresenta com vestimentas bem engomadas em tom cinza leve.

Abatido pela idade e as doenças, o bispo, apesar dos esforços, tem dificuldades para recordar o passado. Ele sofre de esquecimentos espontâneos. Confessa, por exemplo, que a memória é hoje sua maior inimiga, e reconhece que “deu trabalho para os médicos e as freiras” quando caiu há poucos dias e lesionou a cabeça.

Para o bispo, essas situações são traduzidas como momentos de felicidade e afirma estar “preparado para a morte”. “Deixa ela [morte] vir, não chame ninguém irmã, nem os médicos”, falou Luiz para a irmã Maria da Paz. “Dom Luiz, diz que a morte será seu conforto, já que o céu é um paraíso”, conta a irmã comentando sobre a solidão dele.

“Melhor lugar para morar” - Com o agravamento dos problemas de saúde, d. Luís Herbst afastou das atividades religiosas oficiais da Igreja e escolheu o Acre para descansar. Para ele, o Acre é “o melhor lugar do mundo para morar”. Confessa que “não sente falta da confusão que é Rio Branco, o barulho, a agitação incomoda”. Mas tem uma paixão reveladora por Cruzeiro do Sul. Nas idas e vindas ao encontro de sua irmã (mais nova e solteira) que mora em Colônia, na Alemanha, ele diz que sempre retorna o mais rápido que possível para o Acre. Sua última visita a terra natal foi há cerca de dois anos.

Em dezembro, d. Luís foi informado pelo padre Frederico durante uma ligação telefônica da Alemanha que sua irmã estava doente e se recuperando em hospitais. O bispo comentou que na região da única integrante de sua família havia um frio muito forte.

Sem celebrar, ele acompanha apenas os outros religiosos nas missas da paróquia Nossa Senhora Aparecida, que é próxima de sua casa. Antes, era tradição ir à missa (e celebrar) de domingo na Igreja do bairro Copacabana. Recentemente, devido às dificuldades para leitura, d. Luís foi recomendado a deixar de celebrar — ofício que ele exercia com esmero.

“Ele [bispo dom Luís] era um encantador do povo com suas palavras. Com o Evangelho, ele emocionava a multidão e tinha prazer de evangelizar. Sempre foi sua maior paixão, sua maior alegria. Suas pregações cativam de mais, são do coração, com entusiasmo”, conta irmã Maria da Paz.

Religiosos fizeram a história do Vale do Juruá - A presença de religiosos alemães e franceses faz parte e até se confunde com a história dos municípios do Vale do Juruá, particularmente de Cruzeiro do Sul. É naquele fim de mundo, com faz questão de destacar o site da Diocese de Cruzeiro do Sul, que uma legião de padres e freiras aportou no início do século XX. Com a ajuda das pessoas, e das doações enviadas da Alemanha, esses religiosos fizeram — e continuam fazendo — a história de uma das regiões mais pobres e também mais isoladas do Brasil. Em pleno século XXI, Cruzeiro sequer tem ligação terrestre com Rio Branco, a capital do Acre, distante dali 648 quilômetros.


“A contribuição de religiosos alemães e brasileiros, através da Congregação do Espírito Santo e Irmãos Dominicanos no Juruá, tem sido de fundamental importância para a organização e desenvolvimento sócio-educacional da comunidade local”, conta o jornalista Francisco Costa, em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso de Jornalismo no Instituto de Ensino Superior do Acre (Iesacre), de Rio Branco (AC).


Costa afirma, por exemplo, que a atuação desses religiosos foi centrada em atividades missionárias, educacionais e de assistência médica. Diz também que os religiosos têm um permanente envolvimento em atividades gerais de orientação comunitárias, “fazendo com que a influência de seu trabalho, em diferentes setores técnicos, estivesse bem presente na vida das famílias e das instituições daquela região, em especial, da comunidade de Cruzeiro do Sul”.

A Prelazia de Juruá foi criada no dia 22 de maio de 1931 por meio da Bula Munus regendi, do Papa Pio XI, com o desmembramento da então Prefeitura Apostólica de Tefé. Desde então foi confiada pela Santa Sé aos cuidados da Congregação do Espírito Santo. Em 1987, no pontificado de João Paulo II, a Prelazia foi elevada a Diocese, passando a denominar-se Diocese de Cruzeiro do Sul desde o dia 25 de junho daquele ano. Sua finalidade principal: a promoção espiritual, moral e social do povo da circunscrição eclesiástica.


O trabalho dos religiosos cresceu bastante. Atualmente, a Diocese de Cruzeiro do Sul possui seminários, colégios, escolas de formação, casas de recuperação e uma forte atuação na área de comunicação. Possui uma emissora de rádio, de televisão e um moderno site na internet. (Chico Araújo).


Para conhecer mais o trabalho dos religiosos de Cruzeiro do Sul, clique aqui.

FRANCISCO COSTA & CHICO ARAÚJO – AGÊNCIA AMAZÔNIA DE NOTICIAS