sexta-feira, 31 de outubro de 2008

“Eli Assem de Carvalho, dono do jornal A Tribuna: trambiqueiro e ditador”

O cotidiano da redação d'A Tribuna é ditado por seu dono. Eli Assem de Carvalho é um empresário como muitos em Rio Branco. Descumpre direitos trabalhistas, é autoritário, atrasa o pagamento dos funcionários, pratica o famoso “caixa dois” (paga um valor na carteira e outro “por fora” para sonegar impostos e a contribuição sindical) e não tem o menor escrúpulo de transcrever textos de terceiros sem o devido crédito.


A trajetória dessas transcrições, aliás, é curiosa. De sua sala, nas dependências da Gráfica Globo, Assem costuma telefonar para a redação onde geralmente um repórter o atende. “Venha aqui na minha sala!”, diz o chefe, desligando abruptamente. Ao adentrar o cômodo o jornalista – ainda irritado com a falta de educação – é apresentado a várias folhas de papel A4 com matérias extraídas da internet. “Pegue esta foto aí, mexa nesse texto, tire essas frases, faça assim e não faça assado”, diz ele, enquanto rabisca furiosamente cada página. Quase sempre, as datas e nomes dos autores são os primeiros itens suprimidos.


Quem discorda é imediatamente apresentado à ladainha preferida do empresário: “Eu pensava como você. Sabe o que eu fiz? Abri um jornal pra mim”, costuma dizer, como numa auto-justificativa torta para depois arrematar: “Olhe, quem manda aqui sou eu. Eu comprei, paguei, é meu. Faça como eu estou mandando!”.

Essa prática rendeu à Tribuna várias advertências, inclusive de jornalões como O Globo e o Correio Braziliense – este chegou a enviar vários ofícios exigindo que parassem de reproduzir seus textos sem os nomes dos autores ou mesmo da fonte.


Karl Marx, na parte introdutória de “Para a Crítica da Economia Política”, escreveu algo que os jornalistas acreanos deveriam gravar numa placa e ter sempre à vista:


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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

“A política do Acre continua uma bosta”, diz blogueiro

[...] Continuando, Zizou mergulhou fundo na sua campanha milionária que jorrava oncinhas pelas brisas frescas do Juruá. Não deu certo, Zizou zi ferrou, carregava o pesado fardo de fazer parte do partido da Zica sanguinária, máquina de comprar votos, alinhado a um governo que virou as costas e, consequentemente, as nádegas para meus conterrâneos cruzeirenses. Estamos abandonados há anos. Por quê? Porque não compartilhamos com os ideais “imperialistas” (sempre quis usar esse termo comunista) dos vermelhinhos vianistas, cujos rio-branquenses defendem com unhas (sujas) e dentes (podres), pois a “saúde de primeiro mundo” ainda é um desastre africano. Se bem que estou sendo injusto, não creio que seja o povo mesmo que elege o PT, mas sim, a classe média do funcionalismo público acreano, cujo maior projeto de vida é conseguir um cargo de confiança comissionado.

De Cruzeiro do Sul, me orgulho, sim - somos um dos últimos redutos acreanos que servem de abrigo e de proteção contra o sangue vermelho ideológico e fanático que toma as ruas e as árvores da capital do melhor lugar pra se viver (em 2010, me disse um guru). Espero que os cruzeirenses continuem mandando o povinho desse partidinho ao espaço, como sempre mandaram, para desespero do Príncipe Jorgeney, que agora anda bem mais rechonchudo devido aos novos ares capitalistas desenvolvimentistas privados, os quais seus aliados, Marina da Floresta Silva e Chico Morto Vagamendes rechaçavam com todo o ardor de seus corações curupiras!

Aqui na capital do norte (uma das futuras sedes da Copa do Mundo à custa das riquezas da selva), as eleições desse ano foram ridículas, eu não vi nada de festa da democracia, o que vi foi uma população inerte e vendida, funcionários públicos balançando bandeira, professores distribuindo santinhos ao invés de conhecimento, jovens ocados dentro de carros importados adesivados. Presenciei uma coisa triste, quase morta, uma guerra de egos, de interesses, sem propostas, com um apelo emocional ignóbil e torpe.

Eu, particularmente, votei no Bocalom, sem sombra de dúvida o mais preparado e com as propostas mais concretas que ouvi.

Analisemos, começando pelo slogan de campanha de cada um: Raimundo Angelim – Meu Coração fala por mim; Frente Popular das Comunidades... vazio, não diz nada, sentimentalismo clichê de um partido cuja propaganda é a prioridade. Deu pena de ver o senhor Angelim amarelo, verde e azul (opa, azul, não!), gaguejando no debate na TV sem os figurões do partidão dizendo-lhe o que falar e a que horas falar.

Depois tivemos Petecão – 100% Popular... da mesma forma que Angelim, propostas vazias, falta de preparo, apoiado por uma classe política completamente incompetente.

Por fim, Tião Bocalom – Produzir para Empregar! Um slogan que dizia alguma coisa, afinal! Bocalom cometeu alguns deslizes durante a campanha, é verdade, acredito que deveria ter focado mais no quesito educação (por sinal, educação foi um tema quase esquecido por todos os candidatos), mas fez uma propaganda séria e denúncias importantes, como a das paradas de ônibus de dezessete mil reais... Para mim pareceu claro quem era o melhor. Ah, sim, faltou o Antônio Rocha, mas não vou perder meu tempo falando dele, um moleque socialista marxista que tem que aprender muita coisa nessa vida ainda (como todos nós), estudou na UFAC e, sinceramente, não tem a mínima noção do que seja política. Sua única função será continuar a fazer baderna junto com os aluninhos da nossa universidade federal órfãos do Che Guevara.

Continuando, teve esse tal de Cabide, eleito vereador. A mídia deu muita corda pra esse coitado, os universitários que apoiaram esse homem fazem parte da classe (futuramente pensante?) responsável pela inglória e obscura educação acreana. Não adianta, pra mim uma pessoa que não tem estudo, nem mesmo o ensino médio, não está e nunca estará preparada pra administrar qualquer coisa. Essa conversa de “prática” e “experiência” não me convence. Um agente público precisa conhecer filosofia, sociologia, administração, ciência, matemática, PORTUGUÊS... Nenhum pobre de nenhum lugar vai me convencer do contrário.

“Jornalistas”, blogueiros e “intelectuais” representaram mais um desastre – um festival de puxa-saquismo. Um estado que não tem oposição jamais será um estado sério, com perspectiva de futuro. O Acre, principalmente Rio Branco, está tomado por um processo de massificação ideológica intensa, e o cheiro de bosta que o Marcos Frota sentiu quando chegou aqui com seu circo eu já sinto há anos.

Quando sai no domingo das eleições pra ir exercer meu direito ao voto senti medo: medo da unanimidade, medo da censura velada àqueles que pensam diferente, medo dos militantes cegos, medo da mistura que os acreanos fazem de política e partido, público e privado, Viana e Deus. Sou um jovem assustado.

Para o Mainardi todo político é vagabundo. Não sou tão radical assim, pra mim, vagabundos são só aqueles de uma sigla partidária, aqueles que a apóiam e simpatizam com toda essa sujeira que tomou nosso estado nos últimos anos e que pretende se manter no poder por mais, no mínimo, 15 anos.

Eu vejo a porta do curral aberta e o gado entrando. Os vermelhos estão marcando a ferro quente todo o rebanho: PT. Próximo: PT. Próximo: PT...

Parabéns aos meus conterrâneos de Cruzeiro do Sul, nossas cores são azul e branco – O último reduto antipetista!


A política do Acre continua uma bosta.

* TEXTO CLEOMILTON FILHO – BLOGUEIRO.

IESACRE/UNINORTE fazem boicote estudantil

A Uninorte hoje é a maior Instituição de Ensino Superior privado do estado do Acre. Desde a sua fundação a sociedade percebe que a instituição vem tratando a educação como mercadoria, sem compromisso com a educação e desrespeitando os alunos.

Nos do DCE-UNINORTE entidade que faz parte das lutas do movimento social e estudantil por um ensino de qualidade, iniciamos a tentativa de um diálogo com a Uninorte, para um investimento na qualificação do ensino e soluções de problemas identificados pelos alunos e professores. Fomos recebidos pelo professor Marcos Brandão e a Professora Afra, mais não tivemos nenhum resultado.

Em 2007 travamos diversas batalhas dentro e fora da faculdade para que assim pudéssemos ter credibilidade junto ao movimento e até com os alunos, ate o momento às esperanças tinham acabado. Junto ao movimento social tivemos participação de diversas conferências estaduais e nacionais, participação de conselhos como o de juventude e cultura, conseguimos junto ao MPF – Ministério Publico Federal o fim da cobrança da taxa de diploma, o ônibus satélite universidade que faz a integração Uninorte e Ufac e conseguimos trazer para o Estado a Une – União Nacional dos Estudantes. Tudo isso sem nenhum apoio da faculdade.

Fomos inúmeras vezes proibidos de passar em sala de aula, boicotados de passar informações para os estudantes e o pior muitas vezes perseguido pela faculdade. Hoje estamos tomando uma nova postura, estamos dando um grito de basta, isso porque os alunos da Uninorte estão sendo explorados com as inúmeras taxas, preços de fotocopia e até nas realizações das semanas de curso, sendo tratados com total desrespeito.

Sendo que a faculdade externa totalmente o inverso que ela hoje oferece o melhor ensino, que investe na qualificação do ensino, incentivar o esporte e cultura, que se há segurança interna e em um a frase do Professor Marcos Antonio Brandão Lopes, Diretor Executivo de Assuntos Acadêmicos disse “...a Uninorte não esta apenas formando profissionais, mais também cidadãos...” que cidadãos são esses que não tem direito de expressar o que pensa e nem opinar para uma melhor educação.

A verdadeira face da Uninorte e que ela é uma instituição prioriza o lucro. Instituição Ditadora onde não permite a livre organização estudantil, proibindo os alunos de se reunirem no auditório, proibindo o DCE de passar nas salas e até a participação no CONSED – Conselho deliberativo da Uninorte previsto no regimento interno a participação dos alunos.

Uma Instituição Autoritária realizando modificações da grade dos cursos sem antes um conversa com os alunos, implantando projetos como o ED – Estudo dirigido e Projeto integrador com intuito de economizar na sala de aula com professor, omitindo informações para a não organização estudantil e hoje tenta fazer a mesma coisa com os alunos do IESACRE modificando suas grades curriculares.

Sem compromisso com a segurança aonde hoje vem acontecendo furtos de capacetes, bicicletas, som de carro dentro da faculdade, e até tentativa de agressão. Exploração de dinheiro, pois além de ter uma mensalidade cara, para aumentar mais ainda o seu lucro cobra taxa para tudo, declaração R$10.00, grade do curso R$5.00 além dos juros. Há falta de compromisso com o ensino; pois professores faltam, ha queda de energia, laboratórios sem equipamentos, biblioteca com falta de livros.

Estamos realizando esta campanha de abaixo-assinado em defesa da democracia interna e respeito aos estudantes, pois queremos o direito de nos organizar como estudante, de expressar nossas idéias, de termos participação no Conselho da faculdade nas decisões administrativa e pedagógicas, pois quem está em risco é a nossa educação e formação. Lutamos por uma faculdade que tenha democracia interna, respeite seus estudantes, invista na pesquisa e extensão, permita a livre organização estudantil, incentive o esporte e a cultura. Não desistiremos de lutar arduamente por uma faculdade que valorize o ensino e trate a educação como um projeto soberano de construção de estado e pais melhor.

Em Defesa da Democracia Interna na Uninorte!

Por Respeitos aos Estudantes!

A Instituição de Ensino Superior Uninorte de Rio Branco – Acre não vem atendendo as expectativas de seus acadêmicos tão pouco da sociedade. Para que esta, seja sanada a Uninorte deve sofrer profundas mudanças iniciando pela forma de tratar a educação como mercadoria e o desrespeito com os alunos: não permitindo a livre organização estudantil dentro da faculdade, a não participação dos acadêmicos no Conselho Deliberativo – CONSED, a omissão de informações, as altas e abusivas taxas, a falta de segurança dentro da faculdade, a implantação de programas, projetos e mudanças na grade curricular de forma autoritária sem ouvir a opinião dos estudantes e professores. Para mudar esta situação, os estudantes precisam estar mobilizados e unidos para envolver todos os cursos nesta luta.

Para a construção de uma faculdade que respeite seus estudantes e trate a educação como um projeto soberano de construção de um estado e país melhor. Convocamos os estudantes de cada sala de aula da Uninorte e Iesacre a difundir esse abaixo assinado em defesa dos seguintes pontos:

  1. Fim das taxas;
  2. Diminuição do preço das fotocopias a preço de mercado;
  3. Participação acadêmica no CONSED;
  4. Conselho deliberativo para decisões administrativas e pedagógicas de todos os cursos;
  5. Ed- Estudo Dirigido e o Projeto Integrador opcional;
  6. Coordenadores tenham um horário fixo de atendimento;
  7. Fim do monopólio da lanchonete;
  8. Espaço mais amplo para o estacionamento e segurança interna;
  9. Espaço no site para o DCE;
  10. Uma sala acessível para o DCE;
* Giovanny Kley Silva Trindade – DCE/UNINORTE.

Ministério do Trabalho revisa cartilha que ensina se prostituir

Documento dá dicas de abordagem e satisfação do cliente. Segundo jurista, riqueza de detalhes da cartilha é preocupante.


BRASÍLIA — O Ministério do Trabalho irá rever a cartilha sobre a profissão de prostituta, divulgada no site oficial do ministério. A medida veio cinco dias após a Agência Amazônia revelar que o texto do site oficial faz uma clara apologia à prostituição. O texto oficial disseca nos mínimos detalhes a profissão de prostituta. O caso foi destaque na edição desta terça-feira do Jornal Hoje, da TV Globo.


Juristas ouvidos pela emissora dizem que a cartilha incentiva a prostituição. A profissão ganhou um código na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) há seis anos.


O site do MTE traz dicas preciosas para aqueles (as) que quiserem se dá bem no mundo da prostituição. Em um dos links, por exemplo, é possível se obter 18 dicas especialíssimas. Elas vão desde a capacidade de persuasão, passando pelo agir com honestidade até ao clímax no ato (ou seja, o prazer).


Segundo o MTE, para ser garota (o) de programa nota 10 é preciso:

● Demonstrar capacidade de persuasão
● Demonstrar capacidade de expressão gestual
● Demonstrar capacidade de realizar fantasias eróticas
● Agir com honestidade
● Demonstrar paciência
● Planejar o futuro
● Prestar solidariedade aos companheiros
● Ouvir atentamente (saber ouvir)
● Demonstrar capacidade lúdica
● Respeitar o silêncio do cliente
● Demonstrar capacidade de comunicação em língua estrangeira
● Demonstrar ética profissional
● Manter sigilo profissional
● Respeitar código de não cortejar companheiros de colegas de trabalho
● Proporcionar prazer
● Cuidar da higiene pessoal
● Conquistar o cliente


A cartilha dá dicas de saúde e detalhes do passo a passo da prostituição: da abordagem à satisfação do cliente. As atribuições dos profissionais do sexo foram definidas em conjunto com associações de prostitutas.


No capítulo “Batalhar Programa” existem dicas como “seduzir com o olhar”, “oferecer especialidades” e “elogiar o cliente” e ainda, “fazer strip-tease”, “ajudar o cliente com carência afetiva” e “representar papéis”.


A riqueza de detalhes da cartilha preocupa o jurista Luiz Flávio Gomes. “O que está ali no site dá uma sensação de uma apologia ao delito de exploração da prostituição, portanto cabe ao Ministério Público, a quem nós temos que nos dirigir neste instante, pedir providências concretas e imediatas de ajustar os termos do que está dentro do site, para que ele não seja uma fonte estimulante de prostituição."


A rede brasileira de prostitutas, que ajudou o ministério a elaborar o texto, diz que a polêmica não é nova. Desde 2002 as críticas reaparecem. “Nós não entendemos o porquê do retorno dessa discussão toda. Nós lutamos muito pelo direito de sermos reconhecidas como profissionais”, afirma a representante da rede brasileira de prostitutas, Carmen Lúcia Paz.


No entanto, o Ministério do Trabalho decidiu atualizar a cartilha e, com isso, pode rever alguns termos e expressões. Um novo documento já está sendo negociado com a comissão nacional que representa os profissionais do sexo e deve ficar pronto em janeiro do ano que vem.


Em nota, o ministério informou que o objetivo da CBO não é promover qualquer profissão e explicou que, sem a existência do código, os profissionais do sexo seriam incluídos em outras categorias, prejudicando as estatísticas oficiais e o desenvolvimento de políticas públicas específicas. Mas não é isso que fica claro nos textos inseridos no site oficial.


Ao descrever detalhadamente como se prostituir, o texto do Ministério do Trabalho faz apologia direta ao crime de lenocínio, previsto nos artigos 227 e 230 do Código Penal Brasileiro. A indução é patente quando o manual expressa: “o acesso à profissão é livre os maiores de 18 anos”.


Pelo artigo 228, “induzir ou atrair alguém à prostituição, facilitá-la ou impedir que alguém a abandone”, é crime com pena de reclusão de 2 a 5 anos. O lenocínio é atividade acessória ou parasitária da prostituição. O crime de lenocínio não pune a própria prática da prostituição, mas sim toda aquela conduta que fomenta, favorece e facilita tal prática. E é exatamente isso que faz a cartilha do Ministério do Trabalho.


CHICO ARAÚJO – AGÊNCIA AMAZÔNIA DE NOTICIAS

Trabalho de prostituição cria polêmica no site do Mnistério do Trabalho

A 'quarta ponte' de novo

Quarta (ou quinta) ponte, não é necessária.

O jornalista Francisco Costa em seu Blog Repórter 24 horas, faz algumas ponderações a respeito da construção da quarta (ou quinta) ponte em Rio Branco. Respondo aqui as perguntas feitas por ele.

Na visão futurística e virtual, a maquete inicial da quarta ponte mostra o contraste que vai cercar o investimento - a pobreza fará parte do cenário.

Como sempre a pobreza ficará “por baixo”, tanto na vida real como na virtual, esse viaduto é para que os “bacanas” não precisem se misturar com a pobreza da Seis de Agosto, da Cadeia Velha e da Baixada da Habitasa.

Será mais um empreendimento para gringo ver?
Pra gringo ver nada, será um empreendimento real, que vai valorizar terras de poderosos “amigos do poder” e uma maneira de “valorizar” também o elefante branco que é o Estádio
Arena da Floresta.

A cidade precisa de uma quarta ponte?
Na realidade a cidade precisaria de uma quarta ponte, mas não no lugar onde está será construída.

Isto é prioridade para o povo?
Para o povo? Pelo amor de Deus! O que o povo tem a ver com isso? Isso é idéia do PT e seus tecnocratas de ar condicionado. Desde quando um viaduto é uma “prioridade” pra quem não tem nem uma bicicleta pra andar?

Quem tem interesse nesta obra?
Ora quem tem interesse são as pessoas que vão construir esta obra “monumental” para uma cidadela como Rio Branco. Os funcionários que a estão projetando, os que estão licitando, os que estão fazendo as “negociações” e obviamente as construtoras que estarão “envolvidas” no projeto. Vou cantar uma pedra aqui e agora: é mais uma obra que não acabará nunca, como a Via Verde que está “sempre em manutenção”. Um sumidouro de dinheiro, igual à BR 364 Rio Branco/Cruzeiro do Sul.

Com o propósito de melhorar a qualidade de vida e a malha viária da capital, o governo anunciou parte dos investimentos.

Não falei que era obra pra “bacana”. “Pra melhorar a malha viária”, leia-se pra quem tem carro. Alguém sabe dizer qual o montante de dinheiro que envolverá está obra? Será que alguém poderia calcular quantas casas populares se poderia construir com esse dinheiro? Disseram durante a campanha que o Bocalom era louco, visionário e outras coisas.

Louco mesmo é quem acha, como os dirigentes do PT e da Frente Popular que estão no poder, por menos de 1%, que sabe o que o povo precisa, faz planos dentro de seus gabinetes e empurra goela abaixo da população. Se a população fosse consultada pra saber o que queria haveriam centenas de outras prioridades do que essa “quarta ponte”.

Jorge Nascimento - blogueiro.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O encontro: Petecão & Angelim


Há menos de um mês, Raimundo Angelim (PT) e Sérgio Petecão (PMN) eram adversários na disputa pela prefeitura de Rio Branco.

O petista venceu e foi reeleito.

A batalha eleitoral foi deixada de lado porque o compromisso com a cidade tem que unir os políticos.

Ontem, Angelim e Petecão conversaram amigavelmente durante a reunião para debater as emendas ao Orçamento-geral da União.

Isso é política grande.

A verdade é que, por mais que quisesse, Petecão não poderia virar as costas para o prefeito Raimundo Angelim.

Ele foi o deputado federal mais bem votado na capital.

Necessariamente tem que alocar emendas para que as obras sejam feitas no município administrado pelo petista.

Sérgio Petecão, aliás, é famoso por não perder o bom humor.

Ontem, uma das pessoas presentes à reunião da bancada comentou que ele estaria com a pele bronzeada.

Sem pestanejar, o deputado federal respondeu: “Foi o sol da balsa”.


*LEONILDO ROSAS - BLOGUEIRO.

A quarta ponte



Na visão futurística e virtual, a maquete inicial da quarta ponte mostra o contraste que vai cercar o investimento - a pobreza fará parte do cenário.


Será mais um empreendimento para gringo ver?


A cidade precisa de uma quarta ponte?


Isto é prioridade para o povo?


Quem tem interesse nesta obra?


Com o propósito de melhorar a qualidade de vida e a malha viária da capital, o governo anunciou parte dos investimentos. (clique e veja)


Até edital de licitação foi publicado e o Deracre se antecipa na elaboração do projeto.


* Clique nas fotos para ampliar.

Da mudança

O homem santo reuniu os seus amigos. “Estou velho”, disse ele.

“E sábio”, respondeu um dos amigos. “Sempre te vimos rezando durante todo este tempo. O que conversas com Deus?”

“No começo, eu tinha o entusiasmo da juventude. Pedia a Deus que me desse forças para mudar a humanidade. Aos poucos, percebi que isto era impossível. Então passei a pedir a Deus que me desse forças para mudar quem estava a minha volta”.

“Agora já estou velho, e minha oração é muito mais simples. Peço a Deus o que devia ter pedido desde o começo”.

“O que pedes?”, insistiu o amigo.

“Peço para que consiga mudar a mim mesmo”.

PAULO COELHO - MAGO E ESCRITOR.

sábado, 25 de outubro de 2008

Juarez Leitão é suspeito de compra de voto

Juarez Leitão, do PT, tem eleição questionada por suspeitas de compra de votos. O prefeito eleito nega.


FRANCISCO S. COSTA


RIO BRANCO, AC – O advogado do candidato do PSDB a prefeito da cidade de Feijó, Raimundo Ferreira Pinheiro, o Dindim, derrotado nas eleições do dia 5 de outubro, ajuizou quinta feira, 22, ação judicial por corrupção eleitoral contra o prefeito eleito Juarez Leitão, do PT. O petista obteve 5.746 votos (50,40%). O município de Feijó tem 16.152 eleitores e registrou 21% de abstenções.


O advogado José Wilson foi esta semana a Feijó (distante 344 km de Rio Branco) para protocolar na 7ª Zona Eleitoral o pedido de cassação da candidatura do prefeito eleito. O processo contém cerca de 300 páginas e pesa mais de três quilos.


A peça traz fotografias, gravações e imagens referentes à compra de votos envolvendo familiares, funcionários ligados ao prefeito eleito e atual deputado estadual Juarez Leitão. Em uma única ação, o advogado reuniu seis processos com diferentes depoimentos, e diz ter um vasto número de provas e testemunhas que fazem questão de depor de maneira voluntária contra Leitão.


De acordo com o processo judicial, o assédio para a venda de votos ocorria em troca de perfurações de poços artesianos, telhas para cobertura de casas, sacolões de alimentos e tijolos para construções.


“O mercado eleitoral fala que cada voto vale R$ 50, 00; isto é lenda, é de R$ 200 pra cima e olhe lá. Cada pessoa vendia o voto duas, três vezes ou mais”, afirma José Wilson no processo.


Segundo constam nos autos, a esposa de Juarez Leitão, o seu vice e os familiares participaram da compra de votos. Existem ainda relatos e fotos deles comprovando o transporte de eleitores no dia da votação. Parentes de Juarez usavam carros oficiais para transportar as pessoas sem permissão da Justiça Eleitoral. O que configura crime, também, evidenciando uso da máquina pública.


Advogado desconfia de fraude em urna

Algumas denúncias ainda estão sendo apuradas por meio de inquérito policial. O mais grave, segundo o advogado, é o caso envolvendo um fiscal eleitoral do candidato de oposição, expulso do local onde estava uma sessão eleitoral do seringal Porto Rubim, no alto rio Envira. A localidade fica a quase três horas de barco da sede do município. O fiscal foi obrigado a se retirar do local por ordem dos mesários e teve que ser escoltado pela PM, sem motivo nenhum, afirma o advogado de Dindim.


De acordo com a ação judicial o fiscal não teve acesso à mesa de votação e uma urna foi lacrada duas horas após o término da eleição, mesmo sem ter nenhuma fila no local; todas as pessoas cadastradas na sessão já tinham votado bem cedo.


“Surpreendentemente foi à urna da localidade que fez a diferença, aumentando noventa e cinco votos, o que decidiu a eleição favoravelmente a Juarez Leitão”, conta o advogado. José Wilson também fala de uma suposta fraude. Segundo o advogado, uma pessoa teria votado diversas vezes para garantir a eleição do candidato da Frente Popular. Ao processo foram anexados vários depoimentos relatando a suposta fraude.


O advogado José Wilson diz que a lei assegura amplo direito de defesa ao prefeito eleito. Contudo, ele diz haver no processo provas suficientes para a Justiça Eleitoral não diplomar o prefeito eleito de Feijó. As provas juntadas, diz o advogado, também servem para a Assembléia Legislativa abrir processo de cassação do mandato de deputado estadual de Juarez Leitão por falta de decoro.


Deputado nega compra de votos

Militante antigo do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Feijó (STR), Juarez Leitão, cumpre o segundo mandato de deputado estadual no Acre. Na primeira eleição conseguiu 2.401 votos e foi reeleito com 4.533. Agora, o deputado se prepara para assumir a Prefeitura de Feijó, em janeiro de 2009. Mas até lá, a batalha jurídica promete ser grande.


Sobre as acusações envolvendo sua coligação, Juarez Leitão afirma que fez a disputa eleitoral com muitas dificuldades: “minha esposa pedia voto de casa em casa, montada numa bicicleta”. Por essa razão, Leitão diz não se sentir ameaçado pelas denúncias de suposta compra de votos em sua eleição e assegura não existirem fatos comprobatórios de tal prática.


“Não tenho a prática de comprar votos. Se alguém fez isto, desconheço e não teve minha autorização”, assegura. O prefeito eleito diz ter feito uma eleição transparente, e coloca em dúvida o recurso impetrado: “não sei se a Justiça vai acatar isso aí.” Para ele, o recurso seria “evasivo e sem elementos provando”.


Leitão nega também o uso de carros oficiais sem autorização da Justiça no transporte de eleitores. Ainda, segundo ele, não teria havido assédio a eleitores e irregularidades em urnas durante a eleição. “Eles (refere-se à Dindim) têm que questionar fraude de urna para a Justiça Eleitoral, e não pra mim. Este filme já vi antes. Não é a primeira vez que recorrem à Justiça depois da derrota”, desdenha.


LEIA TAMBÉM: PSDB pede ao TRE anulação da eleição em Feijó

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Chefe - 403 dias sobre o escândalo do mensalão


A história dos 403 dias do escândalo do mensalão, o maior esquema de corrupção de todos os tempos no Brasil. Os acontecimentos que abalaram o país e paralisaram o governo do PT, sob o comando de Lula e dos homens do presidente. Vários acreanos foram mencionados no livro sobre corrupção, acompanhe a sequência dos fatos.

Jornalistas têm a missão de zelar pela transparência das ações do poder constituído e pela boa aplicação do dinheiro público, apontando desvios e demais expedientes que lesem os direitos e os legítimos interesses do povo.

O escândalo do mensalão confirma, uma vez mais, que a imprensa livre, pluralista e vigilante é imprescindível à democracia e ao Estado de Direito.

Nada melhor para a sociedade do que jornalistas determinados, incapazes de se curvar a pressões econômicas, chantagens políticas ou ao benefício das sempre generosas verbas publicitárias, em troca da omissão e do silêncio sobre o jogo sujo dos “donos” do poder.

Este livro homenageia dezenas de profissionais de imprensa, aqui citados nominalmente. São repórteres que não se intimidaram, não abaixaram a cabeça aos poderosos da vez, e contribuíram de forma decisiva para desvendar e elucidar o mais extenso e complexo esquema de corrupção governamental da história brasileira, em todos os tempos. (Trechos extraídos do livro–O CHEFE). Clique e leia mais sobre o escritor do livro.

Parlamentares do Acre citados no livro envolvidos com - O CHEFE –

[...] Soraya Garcia, a assessora financeira do PT de Londrina (PR) nas eleições de 2004, presta à CPI dos Bingos o depoimento que a CPI Dos Correios não ouviu. Afirma que a Itaipu Binacional doou R$ 400 mil, em caixa 2, para a campanha da reeleição do prefeito Nedson Micheletti (PT). [...] E confirma que o ex-ministro José Dirceu (PT-SP) teria levado pessoalmente R$ 300 mil de caixa 2 para Londrina.Soraya diz que a campanha recebeu 20 mil camisetas fabricadas pela Coteminas do vice-presidente José Alencar (PL-MG), transportadas em caixas da agência de publicidade DNA de Marcos Valério. [...].A convocação de Soraya ocorreu com os votos contrários dos senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Tião Viana (PT-AC) e Flávio Arns (PT-PR). [...]

[...] A entrevista de Francenildo Costa repercute. Ao tomar conhecimento do teor das declarações do caseiro, antes mesmo da publicação da entrevista no jornal, Palocci apressa-se a informar, por meio de sua assessoria, que reiterava o que dissera à CPI dos Bingos: “Nunca foi à casa do Lago Sul e, portanto, não tem qualquer relação com as atividades realizadas na mesma”. Publicada a entrevista, Palocci aproveita a participação numa teleconferência para tratar de desmentir o caseiro. Diz o ministro: – Quero até ressaltar que eu não guio aqui em Brasília. Uso carro oficial ou ando com a minha esposa. Em mais uma nota, a assessoria do ministro volta à carga: “O ministro Antonio Palocci continua afirmando o que disse à CPI dos Bingos. Ele não foi àquela casa no Lago Sul e não tem conhecimento de qualquer atividade que acontecia na casa. E mais: o ministro não sabe dirigir em Brasília.” Do senador Tião Viana (PT-AC): – O ministro disse que está indignado, porém tranqüilo.Lula também se pronuncia. Diz que, entre os acusadores e Palocci, acredita em seu ministro:– Estão pegando no pé do Palocci. Ele virou o alvo. [...]


[...] 307 – 16/3/2006 Depoimento do caseiro Francenildo Costa à CPI dos Bingos é interrompido por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal). Autor do pedido de suspensão: senador Tião Viana (PT-AC). Atendeu a solicitação de Lula. No recurso, o senador petista alega que informações que pudessem ser prestadas por Francenildo não teriam relação com o objeto das investigações. [...]


[...] Helena recebeu telefonema de Palocci na tarde de 15 de março, na véspera do dia da violação do sigilo bancário. Segundo ela, o então ministro informou que o senador Tião Viana (PT-AC) lhe dera a informação sobre o suposto dinheiro de Francenildo. Em depoimento à Polícia Federal, Palocci havia dito que Helena comentara com ele que o caseiro “tinha um bom dinheiro”. [...]


[...] 403 – 20/6/2006 A CPI dos Bingos conclui os trabalhos. O relatório do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) é aprovado por 12 votos a dois. Os votos contra são dos senadores Tião Viana (PT-AC) e Ana Júlia Carepa (PT-PA). O documento tem 1.400 páginas. Pede o indiciamento de 79 pessoas e quatro empresas. Entre os denunciados, Antonio Palocci, Paulo Okamotto, Jorge Mattoso, Waldomiro Diniz, Sérgio Gomes da Silva, Rogério Buratti, Vladimir Poleto, Ademirson Ariosvaldo da Silva, Donizete Rosa, Carlinhos Cachoeira, Klinger Luiz de Oliveira e Ronan Maria Pinto. O ex ministro José Dirceu (PT-SP) e Gilberto Carvalho são poupados. [...]


[...] Em quatro anos, o governador do Acre, Jorge Viana (PT), aumentou os gastos de publicidade de R$ 4 milhões para R$ 27,4 milhões. Foram feitos 13 termos aditivos, que significaram aumento de 585% nas despesas com propaganda. O contrato do Acre com a Asa Comunicação, cuja sede fica em Belo Horizonte, foi firmado pelo publicitário Paulo Vasconcelos do Rosário Neto, que dirigiu a DNA de Valério. Entre os diretores da agência, o ex-candidato a deputado Américo Antunes (PT-MG). [...]


[...] 119 – 9/9/2005 Após a constatação de diversas irregularidades por parte do Ministério Público, o governador do Acre, Jorge Viana (PT), decide suspender contrato de publicidade com a empresa Asa Comunicações, de Belo Horizonte. O contrato foi reajustado desde 2001 por 15 aditivos. O valor inicial, de R$ 4 milhões, chegou aos R$ 29,4 milhões, em 2005. Viana recusou-se a mostrar à Folha de S.Paulo os aditivos dos contratos, publicados no Diário Oficial do Acre com meses de atraso, contrariando os prazos legais. [...]


[...] Em depoimento à CPI do Mensalão, o presidente do PP, deputado Pedro Corrêa (PE), afirma que o chefe de gabinete da liderança do partido, João Cláudio Genu, só sacou R$ 700 mil das contas de Marcos Valério. Segundo Valério, Genu recebeu R$ 4,1 milhões, entre setembro de 2003 e julho de 2004. Diz Corrêa: – Nenhum outro saque feito por Genu nas agências do Banco Rural era do conhecimento do partido, nem foi autorizado pelo partido. Se houve saque, o dinheiro foi para pessoas que eu não conheço. O dinheiro, pelo jeito, sumiu. Agora, a explicação de Corrêa para os R$ 700 mil: – O Genu foi duas vezes ao Banco Rural sacar dinheiro para pagar os serviços do advogado Paulo Goyaz, que defendeu o deputado Ronivon Santiago em 36 ações. Ronivon Santiago é do PP do Acre. Corrêa informa que o dinheiro não teve registro nas contas do partido. Nem quitou dívidas de campanha eleitoral, como se vê. – Não foi contabilizado porque o PT até hoje não esclareceu quem era o doador. [...]


[...] A lista de Marcos Valério especifica R$ 1 milhão a Adauto. O ex-ministro, eleito prefeito de Uberaba (MG) em 2004, afirma que recebeu apenas R$ 410 mil. O dinheiro, segundo ele, foi sacado no Banco Rural pelo próprio irmão, Edson Pereira de Almeida, e pelo chefe de gabinete do Ministério dos Transportes na época, José Luiz Alves. Adauto nega ter recebido o dinheiro dentro de seu gabinete de ministro, como informou Alves à CPI: – Posso ter recebido na rua, mas não no meu gabinete. Reação da deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP): – Ele vai para a cadeia. Do deputado João Correia (PMDB-AC): – Adauto tenta nivelar por baixo e prostituir todos os políticos do Brasil.[...]


[...] A Câmara anuncia a abertura de investigação sobre o envolvimento de 16 acusados. São os seguintes deputados: Almir Moura (PFL-RJ), Fernando Gonçalves (PTB-RJ), Isaías Silvestre (PSB-MG), João Batista (PP-SP), João Correia (PMDB-AC), Marcos Abramo (PP-SP), Maurício Rabelo (PL-TO), Neuton Lima (PTB-SP), Paulo Baltazar (PSB-RJ), Professor Irapuan Teixeira (PP-SP), Reinaldo Gripp (PL-RJ), Ricarte de Freitas (PTB-MT), Vieira Reis (PRB-RJ), Wellington Fagundes (PL-MT), Zelinda Novaes (PFL-BA) e Reginaldo Germano (PP-BA). [...]


[...] Em depoimento à CPI do Mensalão, o presidente do PP, deputado Pedro Corrêa (PE), afirma que o chefe de gabinete da liderança do partido, João Cláudio Genu, só sacou R$ 700 mil das contas de Marcos Valério. Segundo Valério, Genu recebeu R$ 4,1 milhões, entre setembro de 2003 e julho de 2004. Diz Corrêa: – Nenhum outro saque feito por Genu nas agências do Banco Rural era do conhecimento do partido, nem foi autorizado pelo partido. Se houve saque, o dinheiro foi para pessoas que eu não conheço. O dinheiro, pelo jeito, sumiu. Agora, a explicação de Corrêa para os R$ 700 mil: – O Genu foi duas vezes ao Banco Rural sacar dinheiro para pagar os serviços do advogado Paulo Goyaz, que defendeu o deputado Ronivon Santiago em 36 ações. Ronivon Santiago é do PP do Acre. Corrêa informa que o dinheiro não teve registro nas contas do partido. Nem quitou dívidas de campanha eleitoral, como se vê. – Não foi contabilizado porque o PT até hoje não esclareceu quem era o doador. [...]


[...] Depoimentos ao Conselho de Ética da Câmara. O presidente do PP, deputado Pedro Corrêa (PE), e o assessor da liderança do partido, José Cláudio Genu, admitem o recebimento de R$ 700 mil do valerioduto. O dinheiro pagou honorários do advogado do ex-deputado Ronivon Santiago (PP-AC). Eles negam que houve compra de deputados. Explicam que a soma não foi contabilizada porque ficaram aguardando o PT formalizar o que chamam de “auxílios financeiros negociados com o PartidoProgressista”. [...]


[...] O Conselho de Ética da Câmara aprova, por 11 votos a 3, o pedido de cassação do presidente do PP, deputado Pedro Corrêa (PE). Ele é acusado de ter recebido R$ 4,1 milhão de Marcos Valério, mas só admite o recebimento de R$ 700 mil. O dinheiro do caixa 2 do PT, em nome do PP, teria sido usado exclusivamente para pagar serviços de advocacia em defesa do ex-deputado Ronivon Santiago (PP-AC), num processo por compra de votos na eleição de 2002. A versão de Corrêa foi rechaçada. [...]


[...] O PP foi contemplado com R$ 4,1 milhões em dinheiro do caixa 2 do PT, de acordo com informações de Marcos Valério. O partido de Corrêa só admitiu ter posto a mão em R$ 700 mil, e mesmo assim para o pagamento de serviços advocatícios ao ex deputado Ronivon Santiago (PP-AC). Trecho do relatório do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que apreciou o processo contra Corrêa: “O PP disse que o dinheiro foi utilizado para pagar o advogado para Ronivon Santiago. Era dinheiro repassado pelo PT. No Acre, o PT movia ações contra Ronivon, 301, mas aqui, no plano federal, o PT fornecia recursos para defender Ronivon; lá, o PT apontava fraudes contra Ronivon, mas aqui oferecia subsídios para o deputado.” [...]

[...] Mais um escândalo da era Lula. A Polícia Federal deflagra a Operação Sanguessuga. Prende 46 políticos, empresários e assessores acusados de se beneficiar de esquema fraudulento de venda de ambulâncias para prefeituras. A fraude teria movimentado R$ 110 milhões. A metade do dinheiro foi desviada. Entre os presos, os ex-deputados Ronivon Santiago (PP-AC), Carlos Rodrigues (PL-RJ) e um assessor do senador Ney Suassuna (PMDB-PB). [...]

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