quarta-feira, 30 de julho de 2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Canção do galo confuso

Galo Confuso*

Ednaldo Barros**

Ontem à noite meu galo cantou cedo eu até fiquei com medo achei que fosse assombração.

No outro dia meu vizinho falou que o nosso horário mudou que deu na televisão.

De agora em diante tenho que acordar mais cedo, falo e não peço segredo que não gostei disso não.

E quem mudou foi o nobre senador, que nem se quer perguntou a nossa opinião.

Refrão: Meu galo cantou mais cedo achei que fosse assombração, com o fuso fiquei confuso e deu essa confusão.

Ah meu compadre fale pra esse senador, se foi ele quem mudou, mude outras coisas então.

Mude também nosso relevo, nosso clima, e faça cair lá de cima, chuva lá no meu sertão.

Mande pra nós um clima bem temperado, que aqui ta um calor danado que eu não agüento mais não.

Eu quero ver cair neve no meu telhado, dá maçã no meu roçado e uva no meu capoeirão.

Refrão...

Seu Senador mande pras banda de cá, traga praia e o mar pra ficar melhor de bão.

Quero ficar nadando que nem arraia, respatelado na praia deitado de papopuar.

Eu quero ver o seringueiro bronzeado, banhista pra todo lado, e índio aprendendo a surfar.

Refrão...

Finalizando meu amigo senador, o senhor que é o doutor, que faz as leis com as mãos, trás pra essa gente uma esperança de melhora, pois ó mudança de hora, não melhora nada não.

Refrão...


*Esta música demonstra total insatisfação do povo acreano, pois relata a mudança de horário feita recentemente pelos atuais governantes do Estado do Acre em benefício de suas políticas autoritárias e antidemocráticas, sem se preocuparem com os reais interesses de maior parte da população acreana.

**Discente do 7º Período do curso de Geografia e do 1º Período de Artes Cênicas. Poeta e compositor, já participou de vários festivais, inclusive do FUC/UFAC 2006/2007. Participou de festival de música carnavalesca 2004 da Fundação Garibaldi Brasil, no qual venceu o concurso com a música “Tem cobra na folia”.

Corrupção no sistema penitenciário do Acre

O relatório final da CPI do sistema penitenciário, divulgado em maio deste ano, apoiando-se em dados da Controladoria Geral da União, apontou uma série de irregularidades em convênio celebrados entre o Governo do Estado e o Fundo Penitenciário Nacional.

O convênio 083/03 (SIAFI 488103), destinado à construção de um galpão e aquisição de equipamentos para marcenarias, apresentou quatro irregularidades: I - Aquisição de equipamentos com preço superior ao valor orçado pela administração; II - pagamento de despesas não previstas no plano de trabalho; III - fragilidade dos controles internos e IV - ausência de matéria prima essencial para o funcionamento da marcenaria.


O convênio 020/2003 (SIAFI 482605), cujo objeto seria a aquisição de equipamentos para marcenaria e ateliê de costura da Unidade de Recuperação Social Francisco de Oliveira Conde, segundo a CGU, teria apresentado irregularidades na carta convite.


O convênio 084/2003 (SIAFI 488162), destinado à construção de um galpão e aparelhamento da Unidade de Recuperação Social Manuel Néri, em Cruzeiro do Sul, foi executado sem o cumprimento das cláusulas estipuladas em convênio. Há ainda irregularidades na execução do objeto da licitação.


Veja mais no site Ecos da Noticia

domingo, 27 de julho de 2008

Tem petróleo e gás no juruá ?

Os técnicos Bernardo Faria e Marcos André Rodrigues, da Agência Nacional do Petróleo (ANP), estiveram durante cinco dias em Cruzeiro do Sul, acompanhados do vice-presidente da Empresa HRT Petroleum, Nilo Chagas de Azambuja e o gerente operacional Paulo Gutman, fazendo um levantamento das condições logísticas da região do Juruá e os primeiros contatos com os órgãos ambientais, para a realização de coletas de amostras de solo a serem analisadas nos próximos três meses, para avaliar o potencial da região no que diz respeito à existência de petróleo ou gás.

A empresa High Resolution Technology & Petroleum (HRT), ganhou a licitação para a realização dos estudos. Segundo o vice-presidente da entidade, Nilo Chagas, serão colhidas amostras de solo de 2 mil pontos diferentes em áreas que estejam fora das reservas indígenas, ambientais ou qualquer outra área de preservação. Incialmente os materiais serão colhidos de pontos geográficos onde é possível o acesso via terrestre ou fluvial, para isso, a equipe esteve sobrevoando a região para uma melhor definição das áreas. Em muitos pontos da região do Juruá, o acesso torna-se difícil pela quantidade de mata densa existente.

"Essa é uma fase bastante incial dentro de um estágio exploratório, onde se procura indícios de petróleo ou gás, de tal maneira que se possa avaliar o potencial de uma determinada região. Então, estamos em um planejamento, para evitarmos que as equipes tenham problemas quando começarem a colher às amostras" comenta Nilo Chagas.

De acordo com o geólogo Marcos André Rodrigues, técnico da ANP, os estudos na bacia do Acre estão dentro do plano plurianual da Agência Nacional do Petróleo, que visa buscar novos estudos das bacias sedimentares, buscando uma possível exploração petrolífera agregando valor a região. "Com o avanço desses estudos, em função até da proximidade de campos de petróleo que existem no Peru e na Bolívia, a ANP tem buscado trazer esses novos estudos, para potencializar essa bacia que foi um pouco deixada de lado, quando eram feitos estudos pela Petrobrás na década de 60. Estamos tentando fazer essa retomada para tomar novos dados e estimular os investidores e tentar colocar uma licitação, se houver condições pra isso", explica Marcos Adré.

Ele ressaltou a importância econômica para a região caso haja indícios de petróleo. Segundo Marcos André, nas cidades onde existe exploração de Petróleo há investimentos, o que poderia alavancar economicamente a região do Juruá.

Genival Moura - De Cruzeiro do Sul.

Do alto da capital




Imagens capturadas com um celular sony ericson K790i, da parte alta da cidade mostram o crescimento de nossa Rio Branco. Clique na foto para ampliar.

sábado, 26 de julho de 2008

Cobaia morre de hepatite ao capturar anofelino no Acre


Mesmo infectado, Manoel Vitorino coletava amostras de sangue para exame de lâmina em Cruzeiro do Sul.


O uso de ‘cobaias humanas’ e o combate a malária continuam a fazer vítimas no Acre. Manoel Vitorino da Silva é mais um caso. Ele morreu no dia 4 de novembro de 2007, vítima de hepatite, cirrose hepática, insuficiência renal e insuficiência respiratória. Um detalhe intrigante é que Silva nunca fumou nem ingeriu bebidas alcoólicas. Mesmo assim, consta no seu atestado de óbito, ao qual a Agência Amazônia teve acesso, que ele contraiu cirrose e hepatite, e veio a falecer em decorrência dessas doenças.


A história de Manoel Vitorino da Silva é idêntica à dos demais agentes de endemias em atividades em Cruzeiro do Sul, no Acre. Todos, sem exceção, expõem seus corpos nus para capturar do Anopheles, o mosquito transmissor da malária, e contraem a malária — alguns, até doze vezes seguidas; outros, um pouco menos. O drama de Silva não foi diferente.

Manoel Vitorino Silva ingressou na década de 80 na Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam), hoje Funasa. Sua função originária: motorista. Contudo, a partir de 1985, Silva é designado a desempenhar outra função. Passou a aplicar DDT (sigla de Dicloro-Difenil-Tricloroetano) e, posteriormente, a transportar o inseticida por vários dias em barcos pelo rio Juruá.


“Para que o veneno não fosse roubado, era (Silva) obrigado a dormir em cima das próprias sacas de veneno”, conta a viúva Darcy Teixeira da Silva, em um detalhado depoimento à Polícia Federal, em Cruzeiro do Sul. A Agência Amazônia teve acesso ao depoimento.

Anos mais tarde, o DDT não era o único veneno manuseado por Manoel Vitorino da Silva. Segundo a viúva, o seu marido “passou a trabalhar com outros tipos de veneno (...)’. Darcy não soube detalhar o nome deles. Apenas recorda-se que esses venenos, que não era apenas DDT, eram aplicados em açudes, residências e ruas de Cruzeiro do Sul.


Captura de anofelino

Silva fez o mesmo que seus colegas. Contratado na função de motorista, ele também sofreu desvio de função. Largou o transporte de veneno e, sem treinamento adequado, ingressou nas equipes de captura de anofelinos. Antes de morrer, Manoel Vitorino da Silva detalhou a esposa como se dava a captura: os servidores (iscas humanas) ficam com as calças suspensas acima do joelho; após o pouso, o mosquito era captura e acondicionado em vasilhas improvisadas pelos próprios agentes.


Os anos no Setor de Endemias foram cruciais para Silva. Ele contraiu duas malárias, hepatite e, no final da vida, cirrose hepática, conta a viúva Darcy Silva, revoltada. Mesmo doente, conta ela, o marido foi obrigado a trabalhar nos últimos dois anos. “Acometido dessas doenças, ele (Silva) trabalhou nos postos de saúde coletando amostras de sangue para exame de lâmina”, contou à PF.


Suspeita-se que ele possa ter sido contaminado durante o manuseio das lâminas. Em depoimentos à PF, outros agentes de endemias confirmaram que lâminas de coleta de sangue são reutilizadas várias vezes. Aas lâminas, conforme gravações obtidas pela Agência Amazônia, são lavadas apenas com sabão em pó e, posteriormente, reutilizadas na coleta de sangue de pessoas com suspeitas de malária. Se estiverem contaminados por outras moléstias — hepatite ou Aids, por exemplo — e o agente se cortar, a contaminação é certa.


Trabalho forçado

A situação dramática continua até seus dias finais. Contaminado por hepatite, e com os atestados médicos comprobatórios, Silva foi buscar amparo na chefia. Procurou Simone da Silva Daniel, a sua chefe imediata, na ilusão de que ela se sensibilizasse com seu sofrimento e lhe providenciasse um atividade laborial menos puxada. Sugeriu a Simone dar expediente no posto de saúde do bairro Cruzeirinho. Mas, infelizmente, seu pedido foi negado.


Silva foi afastado do trabalho por tempo indeterminado no dia 6 de setembro de 2007. Menos de um mês depois, no dia 4 de novembro, Manoel Vitorino da Silva morre em Porto Velho (RO), para onde fora levado, em conseqüência de falência múltiplas dos órgãos (neoplasia hepática, cirrose, hepatite, insuficiência renal e respiratória).


À PF a viúva Darcy disse ter consciência que as doenças foram causadas pelo uso contínuo do DDT e dos outros venenos, uma vez que o governo (Sucam e, posteriormente, o governo do Acre) não fornecia máscara e equipamentos aos agentes. Por fim, ela acha estranho o fato de o marido ter contraído cirrose, “já que ele (Silva) nunca fumou e bebeu bebida alcoólica”.


DDT causa câncer e morte de pássaros

O Dicloro-Difenil-Tricloroetano é conhecido popularmente conhecido por DDT e foi primeiro pesticida moderno largamente usado após a Segunda Guerra Mundial para o combate dos mosquitos causadores da malária e do tifo. É um inseticida barato e altamente eficiente.

Apesar de sua eficiência, a bióloga norte-americana Rachel Carson, denunciou em seu livro Primavera Silenciosa que o DDT causava doenças como o câncer e interferia com a vida animal causando, por exemplo, o aumento de mortalidade dos pássaros.

Por este e outros estudos o DDT foi banido na década de 1970 de vários países. O pesticida tem uma meia vida de vários dias em lagos e rios. Se acumula na cadeia alimentar — animais são contaminados por ele e depois são ingeridos por seus predadores que absorvem o poderoso veneno. Como os predadores se alimentam de várias presas, absorvem muito DDT.

Como resultado o DDT pode causar uma mortalidade maior para os predadores naturais de uma determinada praga do que para a própria praga. Isto pode causar um aumento descontrolado da população da praga devido à ausência de predadores.

O DDT pode estar presente em níveis aceitáveis em um lago, mas vai se acumulando ao longo de uma cadeia de predadores até chegar a um peixe de consumo humano que pode apresentar uma concentração de DDT muito tóxica. Na prática, o DDT se decompõe bem antes de se tornar concentrado, na cadeia alimentar.

Sobre a eficiência do DDT em combater mosquitos, não resta nenhuma dúvida dela. Graças ao DDT, a malária foi banida da Flórida, Itália, Espanha, etc. No Brasil, o DDT erradicou com a malária em estados como Ceará, Minas Gerais, Piauí, etc.

Em 1950, o então presidente Eurico Gaspar Dutra anunciou a erradicação da dengue no Brasil. Esta doença voltaria ao Brasil, no governo Sarney, justamente após o banimento do DDT no Brasil. O seu uso é controlado pela Convenção de Estocolmo sobre os Poluentes Orgânicos Persistentes.

Chico Araújo – Agência Amazônia

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Dane-se o novo horário do Acre", dizem orkuteiros



Além das reclamações da maioria da população sobre o novo horário do Acre, os internautas, de forma criativa, não ficam atrás. Uma comunidade no site de relacionamento Orkut denominada “Dane-se o novo horário do Acre” através de seus membros, pedem “lanterninhas”para os estudantes e a população que precisa acordar cedo.

De acordo com a comunidade, Tião Viana não respeitou o relógio biológico das pessoas ao aprovar, segundo eles, sem plebiscito o novo horário do estado, fazendo assim, todos os acreanos acordarem uma hora mais cedo, sem consentimento prévio.

“Sempre fui PETISTA, apoiei todas as obras e idéias do PT, mas dessa vez TIÃO VIANA foi longe demais!

- ele nos colocou de acordo com o horário Brasileiro, não nos acertou com Brasília, mas nos incluiu no horário da maior parte do País, isso é bom? é isso é ótimo!
agora me responda,
ele respeitou o SEU horário biologico?
ALUNOS:
é bacana chegar com o dia amanhecendo no colégio né?
e quem depende de ônibus, que vai pro ponto de ônibus, podemos dizer que ANOITE, com tudo ESCURO!
Tião Viana, LANTERNINHA A TODOS!
enfiim..
Boicote você também esse horário mediocre que está tirando uma hora da vida de cada um dos Acreanos!

FORA!

- AAAHH:
NA HORA DE MUDAR ALGUÉM PEDIU A SUA OPNIÃO?
NINGUÉM SE IMPORTOU COM VOCÊ! “(sic)

Esse foi o desabafo da proprietária da comunidade.


Clique aqui e acesse a comunidade no orkut e veja mais no blog do Venícios.

Alberan Morais reclama da ausência do poder público no juruá

O cantor e compositor, Alberan Morais, que mora em Cruzeiro do Sul, faz um alerta para a falta de proteção das nossas fronteiras, o tráfico de drogas, prostituição infantil.


Alberan relata que os valores familiares estão sendo esquecidos, diz da sua saudade dos bons tempos onde a violência não era grande e o poder público tinha uma atuação mais eficiente. Escreve principalmente sobre a falta de segurança e informações para os banhistas que frequentam as praias da região.


Leia o texto dele:

"Nossas praias tanto no Môa como no Juruá temos que ficar espertos com as crianças, jovens mais ousados, por que nessa época a bebida a droga que está se instalando como praga na nossa sociedade pode trazer algumas baixas como já aconteceu domingo, um jovem veio a se afogar no Rio Môa.


Isso ninguém quer, queremos alegria a beleza estampada no rosto de quem visita nossa cidade e leva uma boa impressão dessa beleza aqui nos confins do Brasil.


Mas eu estou preocupado e com muito medo dessa a quantidade de dependentes químicos no Vale do Juruá,parece que você não conhece mais seus colegas,seus amigos,seus irmãos o roubo constante a impunidade a falta de personalidade de alguns policiais faz com que a gente peça pra acender a luz de alerta do poder público.

A nossa fronteira brasileira está desguarnecida precisaríamos de muitos ‘BIS’ hoje temos só um, fica impossível um batalhão do porte que nós temos aqui compreender toda essa demanda essa vasta selva que hoje está sendo dominada pelo tráfico de drogas.

Mas temos que entender uma coisa a população está ajudando para que tudo isso vá acontecendo, por que falta rever certos conceitos,
Hoje na nossa cidade o exemplo de pai o bom cidadão é o que tem o carrão do ano,ninguém quer saber como ele conseguiu.

Então o que se ver são garotas se prostituindo no sexo nas drogas embaladas por músicas que depreciam a família, diminuindo tanto o homem como a mulher.


"Como é bom sonhar poder recordar"
tempos que não voltam nunca mais tempos de amor e de paz."


Alberam Morais – Acesse o Blog Nauasakiri.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Acre obriga agentes a servirem de 'isca humana'


Secretaria de Saúde quer agentes fazendo novamente captura do mosquito da malária. Prática ocorre em outras áreas da Amazônia.

A partir de segunda-feira, 28, todos os agentes de endemias que atuam no Juruá, no Acre, terão de reiniciar a coleta de Anopheles, o mosquito transmissor da malária. Caso não o façam, poderão ser demitidos sumariamente. A determinação foi expedida nesta quarta-feira pela Secretaria de Saúde do Acre, segundo denúncia feita por um grupo de agentes à Associação Brasileira de Proteção aos Sujeitos da Pesquisa Clínica (Abraspec).

A decisão viola a Resolução 357, do Conselho Nacional de Saúde, que proíbe
a utilização de iscas humanas na captura de mosquitos da malária, e os preceitos legais Resolução nº 196/1996 da Comissão Nacional de Ética em Pesquisas (Conep). Tal prática viola, também, a nova Resolução RDC 39, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proíbe pesquisas epidemiológias e observacionais sem a devida aprovação dos órgãos reguladores específicos: a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN).

Em depoimentos este mês à PF, agentes confirmam que ficavam entre seis e 12 horas com o corpo nu exposto às picadas dos mosquitos. Cada um deles recebia em média 300 picadas diárias. Eles confirmaram ainda à PF terem contraído malárias seguidas. Marcílio da Silva Ferreira é um desses. Pegou 12 malárias. Mesmo assim, Ferreira foi forçado a continuar trabalhando.

A ordem da Secretaria de Saúde obriga que, mesmo o caso sob investigação, os agentes voltem à prática de ‘iscas humanas’ de forma a permitir a continuidade das pesquisas da malária no Acre. O objetivo da pesquisa é garantir o seqüenciamento genético do genoma do mosquito Anopheles, transmissor da doença.

Para Jardson Bezerra, a imposição do governo do Acre se constitui afronta ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. Os dois órgãos investigam o caso.

“Mais uma irresponsabilidade”
Para obrigá-los a reiniciar a captura, a Secretaria de Saúde utilizou um preposto para ler um documento supostamente emitido pelo Ministério da Saúde. Segundo a Abraspec, o tal documento insinua que a prática de isca humana é normal e seria autorizada pelo ministério.

Além da malária, os agentes estão na iminência de contraírem hepatite e a Aids, uma vez que eles são obrigados a reutilizar lâminas de coleta de sangue. E a confirmação vem de Simone Daniel. Em conversas gravadas pelos agentes, ela confessa que não há nenhum método de esterilização no reaproveitamento da vidraria laboratorial. A prática viola as determinações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e expõe os agentes aos riscos da contaminação. A Agência Amazônia possui documentos de que um agente morreu vítima de hepatite após manusear lâminas reutilizáveis.

“É mais uma irresponsabilidade”, reagiu Jardson Bezerra, indignado Ao permitir o retorno dos experimentos com “cobaias humanas”, a Secretaria de Saúde viola frontalmente os direitos difusos. “Essa é uma prática é perversa; mortal, e que, ao longo dos anos, levou muitas pessoas a se dedicarem dias e noites — dando o próprio sangue — na busca da cura de um flagelo do Brasil e do mundo: a malária”.

O uso das cobaias humanas, normal para muitos, é uma atividade desumana e, nos últimos anos, levou centenas de pessoas à morte, inclusive na Amazônia brasileira.
Combate à malária
Bezerra esclarece, por sua vez, que a entidade a qual dirige, a Abraspec, nunca pedira (e nem pedirá) a suspensão das ações de combate à malária na Amazônia. O pedido, segundo ele, é tão somente no sentido de que todo o combate atenda aos princípios de dignidade da pessoa humana e os seres humanos não sejam submetidos a procedimentos degradantes.

Segundo o advogado, a tese utilizada há dois meses em nota técnica da Secretaria Saúde do Acre, o discurso do senador Tião Viana (PT-AC) e a nota técnica do Ministério da Saúde — e adotada como fundamentos que encerrou, sem julgamento do mérito, a Ação Civil Pública impetrada pela Abraspec — não tem qualquer sentido. Em uma das notas, a assinada por José Lázaro de Brito Ladislau, coordenador do Programa Nacional de Controle da Malária, justifica-se que não há, no Acre, pesquisas científicas com uso de ‘cobaias humanas’.

Porém, a realidade é bem outra. Declarações da Gerência de Vigilância Ambiental no Vale do Juruá — o órgão é vinculado ao Departamento de Ações Básicas de Saúde (Dabs), da Secretaria de Saúde — desmontam tal versão. Um documento assinado por Cláudio Rodrigues de Souza e Márcio Sales Uchoa é esclarecedor. Diz textualmente que agentes de saúde participam de pesquisas científicas na área urbana e rural desde 17 de agosto de 2004.
Governo tenta enganar

As notas afirmam, de maneira categórica, que tais pesquisas seguiam estritamente as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e que por isso não havia irregularidades nos procedimentos adotados e que tudo era normal. “Na verdade, tudo pura falácia”, diz Jardson Barbosa. “Os governos do Acre e o federal, este por omissão, transgrediram todas as leis, resoluções e tratados internacionais que tratam da dignidade da pessoa humana e que está estampado na Constituição Federal brasileira no artigo 1º inciso III”.

As pesquisas cujo início das atividades tenha ocorrido antes das devidasaprovações sanitárias e/ou éticas passaram a ser tipificadas como infração sanitária gravíssima e o não cumprimento do disposto nesta Resolução da Anvisa RDC nº 39 implica em crime sanitário, ficando o infrator sujeito às penalidades previstas na Lei 6.437/77.

Chico Araújo - Agência Amazônia

Ex-deputado é preso por desacato policial


O que era pra ser um dia de compras e divertimento, acabou se tornando um pesadelo para o ex-deputado federal João Correia. No final da tarde de ontem, 23, ele e sua esposa Marines Correia chegaram no posto fiscal da Receita Federal em Epitaciolândia para declarar as compras feitas em Cobija, cidade boliviana que faz fronteira com Brasiléia, quando ocorreu um desentendimento com os fiscais da Receita Federal.

Segundo informações, quando o ex-parlamentar foi preencher o documento de declaração, acabou rasurando a folha, ao pedir outra lauda, ele começou a discutir com os fiscais da receita. De acordo com testemunhas, João Correia teria falado para os servidores da Receita, para atenderem melhor as pessoas, pois eles estão sendo pagos com o dinheiro do povo. Com isso, os funcionários sentido-se lesados, acionaram a Policia Federal.

Quando a PF chegou, foram surpreendidos, João Correia teria desacatado as autoridades e não restando outra solução, recebeu ordem de prisão. João foi levado para a delegacia da PF do município. Segundo as poucas informações de pessoas que passavam pelo local, João Correia teria sido vitima de abuso de autoridade. Ainda segundo essas informações, o ex-deputado foi jogado no chão e algemado por policiais federais.

Depois de algumas horas preso, recebeu a visita de seu colega de partido, Aldemir Lopes, Ex-prefeito de Brasiléia. Em seguida, os advogados de defesa chegaram com o filho e a nora dele.

Por volta das 20 horas, João Correia foi liberado depois de assinar o TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) que o obriga a ficar a disposição da justiça.

Com informações Marcos Venícios e Almir Andrade.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Leitor acusa prefeito de Epitaciolândia de homofobia

"Ola!

Eu sou Jonas dos Santos Gomes, Membro do Conselho Estadual de Juventude onde, represento a regional do alto Acre.

No mês de outubro do ano de 2007, fui vítima de homofobia, (hoje considerado crime no Brasil) pelo excelentíssimo senhor prefeito do município de Epitaciolândia, Jose Ronaldo Pessoa Pereira, uma vez que o mesmo por telefone ao vivo na radio Difusora Acreana no programa Gente em Debate e também no canal de televisão TV Gazeta me agrediu verbalmente, ocasião na qual fez referências a minha opção sexual, de homossexualidade de forma grotesca e preconceituosa.

Teremos por tanto um audiência nesta quinta-feira 24.07.08 no Tribunal Especial em RBO localizado na Avenida Ceará ao lado da TV Rio Branco, as 10:00 horas para
acariação.

Mais informações 8409 3925.

Um abraço

Jonas Gomes"

O prefeito José Ronaldo que vai responder agora pelo crime na justiça, não foi localizado por este blog para comentar o email enviado por Jonas Gomes.

Rodovia fechada: índios protestam contra falta de energia elétrica e ramais


Ninguém ultrapassa. Últimas negociações fracassaram.


Os indígenas da terra indígena Katukina/kaxinawa bloquearam a BR-364 entre Feijó e Tarauacá a zero hora de hoje (22) em protesto a falta de apoio do poder público na abertura de vinte quilômetros de ramal e instalação de energia convencional através do Programa Luz para todos do Governo Federal.

As reivindicações são para beneficiar as aldeias Cardoso, Nova Vida, Paredão, Pupunha, Belo Monte e Paroá.

O assessor especial do governo para questões indígenas Francisco Pianko em reunião na sede da Organização dos Povos Indígenas do Envira, na sexta-feira (18), que contou com a presença de lideranças de quatro etnias tentou evitar o bloqueio mas os indígenas não reconheceram a autoridade de Pianko e exigem a presença do Governador ou do diretor do Deracre Marcos Alexandre.

O bloqueio da BR-364 afeta diretamente a população da Região do Juruá que é abastecida nesta época somente através da rodovia. São apenas quatro meses de ligação terrestre com a capital Rio Branco e o restante do País. É nesse período também, que os cruzeirenses conseguem reduzir o custo de vida.

Cansados de promessas não cumpridas os índios afirmaram que só desbloqueiam a BR com assinatura de um documento garantido a construção do ramal, caso contrário não haverá negociação.


Foto: Jandrei Mauri

Com informações do Ecos da Noticia

Leonardo Boff, quebrou o silêncio do vaticano

O catarinense Leonardo Boff é, para mim, o maior filósofo brasileiro da atualidade.


Boff ingressou na Ordem dos Frades Menores, franciscanos, em 1959 e doutorou-se em Teologia e Filosofia pela Universidade de Munique em 1970. Deu aulas nas universidades de Lisboa (Portugal), Salamanca (Espanha), Harvard (EUA), Basel (Suíça) e Heidelberg (Alemanha).


É doutor honoris causa em Política pela universidade de Turim (Itália) e em Teologia pela universidade de Lund (Suécia). Em 8 de Dezembro de 2001 foi agraciado com o prêmio nobel alternativo em Estocolmo (Right Livelihood Award), por causa de sua luta e obra em favor dos fracos, dos oprimidos e marginalizados e dos Direitos Humanos.


Em 1985, foi condenado pelo Vaticano a um ano de "silêncio obsequioso" e deposto de todas as suas funções editoriais e de magistério no campo religioso.


Dada a pressão mundial sobre o Vaticano, a pena foi suspensa em 1986.

Em 1992, sendo de novo ameaçado com uma segunda punição pelas autoridades de Roma, renunciou às suas atividades de padre e se auto-promoveu ao estado leigo.


"Mudo de trincheira para continuar a mesma luta": continua como teólogo da libertação, escritor, professor e conferencista nos mais diferentes auditórios do Brasil e do estrangeiro, assessor de movimentos sociais de cunho popular libertador, como o Movimento dos Sem Terra e as comunidades eclesiais de base (CEB’s), entre outros.


Atualmente vive no Jardim Araras, região campestre ecológica do município de Petrópolis-RJ e compartilha vida e sonhos com a educadora Marcia Maria.

É autor de mais de 60 livros nas áreas de Teologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística. A maioria de sua obra está traduzida nos principais idiomas modernos.


Esta é a trilogia de Leonardo Boff que sugiro (publicada pela Editora Vozes):


I. “A Águia e a Galinha – Uma metáfora da condição humana”;


II. “O Despertar da Águia – O dia-bólico e o sim-bólico na construção da realidade”;


III. “Saber Cuidar – Ética do humano – compaixão pela terra”.

A sua ilha existe. Ela está na sua imaginação.

E os livros estão ali, na sua livraria preferida.


Bons vôos!


Declaração de rendas

Em Cruzeiro do Sul estão os candidatos com maior patrimônio declarado do Estado, todos superiores a R$ 1 milhão

Nas eleições municipais deste ano, os 22 municípios acreanos dispõem de 67 candidatos a prefeito, 67 a vice-prefeito e 1.367 a vereador. Todos eles, no ato de inscrição na Justiça Eleitoral, apresentaram sua declaração de rendas, como determina a lei.

Os dados estão disponíveis na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na área de divulgação de candidaturas, e também no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Qualquer cidadão pode acessá-los. Numa avaliação genérica, observa-se, por exemplo, o patrimônio dos candidatos majoritários - a maioria prefere investir em terras e bois. Poucos são os que não têm uma colônia. Vários têm fazendas e alguns dispõem de seringais.

Os candidatos declararam de tudo um pouco, embora muitos tenham sido econômicos, como o prefeito de Capixaba, Joais Santos, que diz possuir apenas 22 bezerras. Sérgio Petecão, candidato a prefeito em Rio Branco, por exemplo, não esqueceu nem de declarar os dois ônibus que possui e que são usados desde o seu primeiro mandato de deputado estadual, na Petecatur.

O patrimônio dos candidatos à reeleição é o maior e, em sua maioria, inclui áreas rurais de médio a grande porte próximo às cidades que administram, além de boa quantidade de gado.

Em Cruzeiro do Sul estão os candidatos milionários. Todos os majoritários e o candidato a vice de um deles têm patrimônio superior a R$ 1 milhão. Zinho Santos tem um patrimônio de um milhão de reais. O patrimônio de Ilderlei Cordeiro (PPS) é superior a R$ 5 milhões em áreas urbanas e seringais.

Zila Bezerra, atual prefeita, tem patrimônio superior a R$ 4 milhões, mas é seu vice o candidato mais rico do Estado. O ex-deputado João Tota (PR) tem patrimônio de mais de R$ 7 milhões, enquanto Vagner Sales (PMDB) declarou pouco mais de um quarto desse valor: R$ 1,8 milhão.

Mas nada se compara à declaração de José Brasil, candidato a prefeito pelo PT em Santa Rosa do Purus. Zé Brasil, como é mais conhecido, declarou um patrimônio de R$ 255 mil, incluindo “uma casa residencial construída em alvenaria medindo 9,7x17,9 metros, localizada na rua Antonio Mendes, s/n, centro, município de Santa Rosa do Purus-Acre”, avaliada em R$ 70 mil. Pela localização, deve ser uma das casas mais caras do Estado.

Seus adversários também declaram suas residências no município, mas com um valor mais modesto. Rivelino Mota, do PPS, declarou uma casa 6x6 avaliada em R$ 15 mil. A casa de Zé Paulo, do PR, está avaliada em R$ 5 mil, mesmo valor do motor de sua canoa, avaliada em mil reais. Em Santa Rosa, carro é meio de transporte desnecessário, moto é importante e uma canoa é fundamental.

E tal como a casa de José Brasil, sua canoa e o motor também são bem avaliados. Na declaração feita ao TSE, ele disse dispor de um motor de 25 HP avaliado em R$ 7,5 mil e uma canoa com motor de rabeta avaliado em R$ 4 mil.

O PSOI tem poucos candidatos no Estado, mas quase todos têm uma coisa em comum além da legenda: não têm bens a declarar. Outro fato interessante na declaração de bem dos candidatos é o fato de que boa parte, em especial os candidatos do Vale do Acre, têm bens em Rio Branco

Esse também é o caso do candidato a prefeito de Mâncio Lima, José Coutinho, que tem como único bem declarado “uma chácara medindo 10 hectares sito à estrada Dias Martins, 4987, em Rio Branco, avaliada em R$ 200 mil.

Charlene Carvalho.

Candidatos milionários disputam prefeituras do Acre, quatro deles são do PT

Um prefeito bem de vida, Angelim disputa reeleição com patrimônio superior a R$ 510 mil.

O economista, professor de ensino superior e prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, 53, parece que sempre teve uma vida econômica muito confortável.

Na declaração de bens feita ao Tribunal Superior Eleitoral, o candidato à reeleição da Coligação Frente Popular, afirmou ter duas casas avaliadas em quase R$ 200 mil, se declara posseiro de extensas hectares de terras no município de Porto Acre e tem uma linha de telefonia fixa com valor alto de R$ 1.591, 98.

Angelim ainda adquiriu um apartamento em construção de aproximadamente R$ 25 mil na estrada da invernada em Rio Branco, disse ter um saldo em conta corrente no Banco do Brasil de apenas R$ 2 mil e possui 260 cabeças de gado avaliadas em R$ 260 mil mais uma camionete ano 2003 de R$ 50 mil.

No total o patrimônio de Raimundo Angelim foi calculado em R$ 510.638,95.

No site do TSE, não constam os dados atualizados referente ao patrimônio dos demais candidatos a prefeitura de Rio Branco.

A lei eleitoral não invade a intimidade dos candidatos obrigando eles a dizer como foi contraído o patrimônio; se por meio de herança, sorteio milionário da mega sena, doações, aquisição própria ou de outras maneiras.

Os milionários do PT
O TSE também não faz comparações se o patrimônio dos candidatos aumentou ou diminui, no caso dos que estão disputando as prefeituras das cidades do estado pela segunda vez.

Entre os prefeitos do PT candidatos com bom dinheiro em conta ainda estão Michel Marques que disputa reeleição na cidade de Bujari com patrimônio declarado de R$ 184. 380,00. O deputado estadual Juarez Leitão que tenta uma cadeira na prefeitura de Feijó declarou patrimônio de R$ 510. 160, 00. No Jordão, Hilário de Holanda Melo, também da coligação composta pelo Partido dos Trabalhadadores disse ter bens avaliados em R$ 523.927,41. O candidato pela cidade de Feijó, Aldemir da Silva Lopes também do PT declarou seus generosos R$ 180 mil. Quem já esteve no poder faz questão de entrar na disputa pela vaga de prefeito novamente.

O que mais surpreende no patrimônio de todos são os valores que estariam em contas nos diversos bancos que vão de R$ 1, 00 até mais de R$ 2.00 mil.Isto é somente o patrimônio, o gasto estimado de campanha ainda não foi atualizado pelo TSE.

Magoei


Assessoria do governo do estado ainda não deixou claro o motivo da enxurrada de exonerações em tão pouco tempo nas mais diversas secretarias.


Passado a demissão do diretor da estatal Rádio Difusora, Washington Aquino, a caneta do governador Binho Marques pesou sobre o nome da Coordenadora de Comunicação da Secretaria de Saúde do Acre, a jornalista e professora licenciada da Ufac, Juliana Lofego. Mais recentemente foi dispensada a Diretora Geral de Policia, Denise Pinho.


De acordo com o Deputado Estadual e blogueiro Luiz Calixto (PDT), Binho Marques também demitiu outros funcionários públicos que exerciam atividades em setores considerados essenciais como o de operações dentro da Sejusp.

“Escaparam apenas o secretário Antonio Monteiro e seu diretor Ermicio Sena”, escreve Calixto.


O deputado segue com os seus ataques: “Essa demissão em massa tem duas explicações: ou governador, como nós, está insatisfeito com os resultados alcançados pelo setor ou os demitidos foram solidários à diretora degolada. A população também não está nem um pouco satisfeita com os crescentes índices de criminalidade observados no estado.”


Finalizando o Luiz Calixto ainda reproduz em sua página na internet, mesmo sem muita qualidade, decretos de nomeações dos novos servidores publicado no Diário Oficial. Entre eles os novos titulares da Assessoria Técnica do Delegado Geral, Corregedor-Geral, Corregedor-Adjunto, Diretor de Polícia da Capital e Interior e do Departamento de Inteligência da Capital e Interior.


Calixto ainda levanta a hipótese de que um de seus colegas tenha interferido no recente processo de exonerações e indicações dos novos nomes. “Segundo o Departamento de Intrigas & Futricas da Casa Rosada, apenas o deputado Walter Prado foi ouvido pelo governador.” Finaliza Luiz Calixto. Procurado por este blog, Walter Prado, não foi localizado.