sábado, 31 de maio de 2008

Trapalhadas poderão dar prejuízos de R$ 774 milhões de reais aos cofres do Governo do Acre e da União Federal

Trapalhadas realizadas pelo Secretário de Saúde do estado do Acre- Dr. Osvaldo de Sousa Leal Junior; pelo Senador Tião Viana que também é médico com doutorado em disseminação de Hepatite; Sr. José Lazaro de Brito Ladislau (Coordenador Geral do PNCM – Programa Nacional de Combate à Malária); Fabiano Geraldo Pimenta júnior (Diretor Técnico de Gestão) e Gerson Penna (Secretário de Vigilância em Saúde) podem acarretar prejuízos estimados em R$ 186.000.000,00 (cento e oitenta e seis milhões de reais) aos cofres do Governo do Acre e R$ 558.000.000,00 (quinhentos e cinqüenta e oito milhões de reais) aos cofres da União Federal.


Tudo isso porque na vã tentativa de esclarecerem para a população brasileira de que no estado do Acre não se estava praticando pesquisas com seres humanos, sendo “cobaias humanas”, no combate da Malária da região, emitiram 02 (duas) Notas Técnicas, uma pela Secretaria Estadual de Saúde do Acre e a de nº 16/CGPNCM/DIGES/SVS/MS data de 28/05/2008 da Secretaria Federal de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, em que confessam oficialmente a prática ilícita, com apoio do Senador acreano, Tião Viana, em discurso realizado no Senado em 28/05/2008.


Eles confessaram através das Notas Técnicas e de discurso que “há, portanto, implicações éticas decorrentes do risco de o agente da captura adquirir doenças.” Eles afirmaram, ainda que a técnica de usar seres humanos como iscas dos mosquitos transmissores da malária é correta: “A técnica mais direta e satisfatória...”; “... para que se faça o monitoramento do controle de vetores é necessário avaliar a taxa de picada humana...”.


Ocorre que tais confissões servirão de convencimento ao Juiz Federal, Dr. Jair Facundes, no julgamento de um dos pedidos da Ação Civil Pública movida pela ABRASPEC, OSCIP responsável em apoiar e defender os sujeitos de pesquisa clínica (“cobaias humanas”), presidida por Jardson Bezerra, que é advogado especialista em Biodireito.


Eles esqueceram que essa prática viola os direitos estampados na Constituição Federal, Código Civil, tratados internacionais e outros dispositivos legais. Explicou o especialista.


* Jardson Bezerra - Advogado especialista em Biodireito e Presidente da Abraspec.

Responsáveis pelo Programa Nacional de Combate à Malária poderão ser condenados a pagar mais de R$ 4 milhões de reais

Depois da confissão formal ocorrida através da divulgação da Nota Técnica nº 16/CGPNCM/DIGES/SVS/MS, datada de 28/05/2008, da Secretaria Federal de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde poderá servir de convencimento ao Juiz Federal, Dr. Jair Facundes, no julgamento de um dos pedidos da Ação Civil Pública movida pela ABRASPEC, OSCIP responsável em apoiar e defender os sujeitos de pesquisa clínica (“cobaias humanas”).


Isso porque tentaram esclarecerem para a população brasileira de que no estado do Acre não se estava praticando pesquisas com seres humanos, sendo “cobaias humanas”, no combate da Malária da região.


Eles confessaram através da Nota Técnica que “há, portanto, implicações éticas decorrentes do risco de o agente da captura adquirir doenças.” Eles afirmaram, ainda que a técnica de usar seres humanos como iscas dos mosquitos transmissores da malária é correta: “A técnica mais direta e satisfatória...”; “... para que se faça o monitoramento do controle de vetores é necessário avaliar a taxa de picada humana...”.


Não se preocuparam em dar informações que violam os direitos garantidos na Constituição Federal, Código Civil, tratados internacionais e outros dispositivos legais. A decisão condenatória pode sair rápido, essa confissão caracteriza a irresponsabilidade civil e perdas e danos decorrentes da violação dos direitos humanos. Explica, Jardson Bezerra, Presidente da ABRASPEC, que é Advogado especialista em Biodireito.


Essa confissão pública deverá ser um dos fundamentos na condenação dos Srs. José Lazaro de Brito Ladislau (Coordenador Geral do PNCM – Programa Nacional de Combate à Malária); Fabiano Geraldo Pimenta júnior (Diretor Técnico de Gestão) e Gerson Penna (Secretário de Vigilância em Saúde) no valor estimado em R$ 4 milhões.


* Jardson Bezerra - Advogado especialista em Biodireito e Presidente da Abraspec

Acre poderá pagar até 2 milhões de reais por usar cobaias humanas em pesquisas da malária

CONDENAÇÃO DO SECRETÁRIO DE SAÚDE DO ACRE E DA COORDENADORA DE ENDEMIAS PODE CHEGAR A R$ 2 MILHÕES DE REAIS.

O Tribunal Regional Federal da seção judiciária do Acre, região amazônica brasileira, através do Juiz Federal Dr. Jair Araújo Facundes, poderá condenar o Secretário Estadual de Saúde do Acre - Dr. Osvaldo de Sousa Leal Junior e a Sra. Simone Daniel da Silva (Coordenadora Regional de endemias do Acre) no valor estimado de R$ 2 milhões. Ainda há a possibilidade do Governador Binho Marques também ser condenado em igual valor.

Eles são os responsáveis em contratar funcionários (agentes de endemias), para ganharem cerca de R$ 850,00 por mês, e obrigá-los a participarem de experiências como iscas dos mosquitos transmissores da Malária. Esses agentes recebiam pelo menos 300(trezentas) picadas por DIA, dos mosquitos, cerca de 6.600 picadas em cada mês “trabalhado” e ainda eram expostos ao risco de contraírem AIDS e Hepatite por causa da reutilização de lâminas contendo sangue contaminado pela MALÁRIA.

Tentando esclarecer para a população acreana e todo Brasil de que no estado do Acre não se estava praticando pesquisas com seres humanos, sendo “cobaias humanas”, no combate da Malária da região, foram emitidas 02(duas) Notas Técnicas, uma pela Secretaria Estadual de Saúde do Acre e a de nº 16/CGPNCM/DIGES/SVS/MS datada de 28/05/2008 da Secretaria Federal de Vigilância em Saúde, Ministério da Saúde, houve a confissão oficial da prática ilícita.

Essa confissão era o que faltava para juntar no processo de Ação Civil Pública movida pela ABRASPEC, entidade sem fins lucrativos responsável em apoiar e defender os sujeitos de pesquisa clínica (“cobaias humanas”) no Brasil, com certificação do Ministério da Justiça.

Certos da impunidade confessaram através de documento oficial que a pesquisa continha implicações éticas decorrentes do risco de o agente da captura adquirir doenças. Eles afirmaram, ainda que a técnica de usar seres humanos como iscas dos mosquitos transmissores da malária era correta, satisfatória e permitia a avaliação da taxa de picada humana.

Com essa confissão ficou caracterizada a frontal violação dos direitos constitucionais, civis, dos tratados internacionais e outras normas garantidora. A decisão condenatória pode sair rápido, essa confissão caracteriza a irresponsabilidade civil e perdas e danos decorrentes da violação dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana.

Artigo assinado por Jardson Bezerra, Presidente da ABRASPEC, que é Advogado especialista em Biodireito.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Juiz pede do governo do Acre explicações sobre uso de cobaias na Amazônia

Jair Facundes já começou a analisar a Ação Civil Pública impetrada pela Abraspec contra o governo do Acre.


A partir de segunda-feira o Governo do Acre terá que explicar à Justiça os motivos que o levaram a usar agentes de saúde como cobaias humanas em pesquisa de malária na região do Vale do Juruá.


A decisão será tomada pelo juiz da 3ª Vara Federal do Acre, Jair Araújo Facundes, que recebeu nesta sexta-feira cópia da ação civil pública impetrada pela Associação Brasileira de Apoio e Proteção aos Sujeitos da Pesquisa Clínica (Abraspec). A entidade pede a suspensão imediata das pesquisas e a condenação do governo acreano por violar normas internacionais nessa área. A decisão do juiz federal foi anunciada hoje à tarde à Agência Amazônia.


Na quinta-feira, um dia antes de Facundes receber a ação judicial, o senador Tião Viana (PT-AC), que é médico infectologista, apressou-se, no plenário, a dar justificativas sobre o noticiário. Classificou as reportagens de “rumores e denúncias estapafúrdias, precipitadas, imaturas, algumas até com desvio de coerência”. Para Viana, o uso de cobaias não existiu. Quatro agentes de entomologia, um deles demitido sumariamente pela Secretaria Estadual de Saúde, confirmaram em depoimentos ao defensor público Jonathan Xavier, terem sido usados como “iscas” para atrair o mosquito transmissor da malária. Um deles, Marcílio Ferreira, contou ter contraído 12 malárias e recebido uma média de 300 picadas por dia durante a experiência.


Em nota no seu site oficial, o governo acreano divulgou uma nota técnica assinada por três diretores da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, procurando justificar o uso de seres humanos nas pesquisas. “Estou estarrecido. Eles são réus confessos”, afirmou o presidente da Abraspec, advogado Jardson Bezerra, especialista em biodireito. Segundo Bezerra, os autores confirmam que a pesquisa causa “implicações éticas decorrentes do risco de o agente da captura adquirir doenças”. Um dia antes de ser publicada, a nota técnica foi lida, na íntegra , no plenário do Senado por Tião Viana.


Para o advogado, o caso configura crime de homicídio doloso, previsto no artigo 121, parágrafo 2º, inciso III do Código Penal Brasileiro. “Esses três indivíduos burocratas que vivem lá em Brasília, deviam ser convidados a ficarem durante um mês, lá no Acre, recebendo cerca de 6,6 mil picadas no mês. Depois disso, quero ver eles acharem essa prática normal”. Referiu-se aos signatários da nota técnica — José Lázaro de Brito Ladislau, Fabiano Geraldo Pimenta Júnior e Gerson Penna.

Ainda segundo os autores da nota, a técnica de usar seres humanas como iscas dos mosquitos da malária é correta: “A técnica mais direita e satisfatória...”; “...para que se faça o monitoramento do controle de vetores é necessário avaliar a taxa de picada humana...”. “É satisfatório para quem?”, indaga Bezerra, para quem a prática é cruel e hedionda.


Confissão pública

Após analisar o texto, Jardson Bezerra afirma que a nota técnica do Ministério da Saúde é a confissão pública de um crime. Disse que, na semana que vem, encaminhará a confissão ao procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, designado para atuar na Ação Civil Pública impetrada pela Abraspec, “para que sejam denunciados e processados criminalmente todos esses envolvidos, tanto os de Brasília, quanto os do Acre”.


Eles dizem que seguem a recomendação de um suposto grupo de trabalho que se dizem especialistas em entomologia e em ética. Afirmam que não existem outros meios mais eficazes ao da captura por atração humana. Justificam essa prática com técnicas usadas em 1963, que não são de brasileiros. “Que ética é essa?” indaga Bezerra. “Eles pagam R$ 850,00 para uma pessoa pobre, de pouca instrução, para serem “cobaias humanas” e ainda dizem que isso é ético?”


A nota técnica confessa, ainda, que esses supostos estudos supostamente realizados por aquele suposto grupo de trabalho ainda não foram publicados formalmente. “Isso é óbvio. Se forem publicados serão ridicularizados pela comunidade médica-científica.” O presidente da Abraspec publicou uma nota na qual contesta as informações do Ministério da Saúde. Para ler o texto, clique aqui .


Da Agência Amazônia

"Que ética é essa que o Dr. médico e senador, Tião Viana, se refere?"

Causou-nos profunda estranheza e pesar o discurso realizado hoje, 28/05/2008, em plenário, pelo ilustre Senador da República Dr. Tião Viana, eleito Senador pelo estado do Acre, que é médico de formação (1986), com doutorado e profundo conhecedor da disseminação de hepatite B e Delta.

Isso porque como doutor no assunto sobre disseminação da HEPATITE, doença que também MATA!, Como pôde se omitir desde 2003 da prática de reutilização de lâminas contendo sangue contaminado com malária, extraído dos agentes de endemia, funcionários do Governo do Estado do Acre?.

Há, a nosso ver, negligência tanto dos governantes e representantes legais do Estado do Acre, quanto da UNIÃO FEDERAL por meio da Secretaria de Vigilância Sanitária e da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária quando fecha os olhos para a prática reiterada de REUTILIZAÇÃO de lâminas contendo sangue; expondo seres humanos, à exponencial risco de contraírem AIDS e HEPATITE, tanto por aqueles agentes de endemia, quanto para seus cônjuges, filhos e demais pessoas de seu relacionamento. Ademais, a contaminação pode estender para a população acreana e quiçá do Brasil.

A população brasileira sabe que um Senador da República tem como função principal defender os interesses do estado-membro brasileiro a que representa. Enquanto os deputados representam O POVO, seja dentro do estado-membro ou em esfera mais ampla, federal.

O ilustre Dr. Médico e Senador Tião Viana diz em seu discurso que há rumores e denúncias estapafúrdias, irresponsáveis e sem qualquer critério ético. Vem à público defender e concordar com a prática antiética de uso de seres humanos, como verdadeiros cobaias humanas, sendo o indivíduo usado para ser isca dos mosquitos transmissores da malária e ainda para se submeterem a doença da malária e ao potencial risco de contrair AIDS e HEPATITE. Todas, doenças, que MATAM!!!!

Que ÉTICA é essa a que o Dr. Médico e Senador, Tião Viana, se refere?

Eles pagam R$ 850,00 para uma pessoa pobre, de pouca instrução, para serem “Cobaias Humanas” e ainda dizem que isso é ético?


Quanto aos aspectos éticos das pesquisas envolvendo seres humanos deve-se obter consentimento livre e esclarecido dos indivíduos-alvo e a proteção a grupos vulneráveis e aos legalmente incapazes (autonomia). Ocorre que aqueles agentes de endemia outrora contratados pelo Governo do Estado do Acre certamente não sabiam ao que seriam submetidos e muito menos forneceram seu consentimento de forma livre e esclarecida. A pesquisa envolvendo seres humanos deverá sempre tratá-los em sua dignidade, respeitá-los em sua autonomia e defendê-los em sua vulnerabilidade.

Constata-se que o Governo do Estado do Acre e o ilustre Dr. Médico e Senador, Tião Viana, não se preocupa com os riscos e benefícios, tanto atuais como potenciais, individuais ou coletivos (violando o princípio da beneficência), e muito menos se comprometem com o máximo de benefícios e o mínimo de danos e riscos.

É inconcebível falar que estes agentes de endemias têm a garantia de que danos previsíveis serão evitados, descumpre o Governo do Estado o princípio da não maleficência. Descumpre o médico em seu dever de preservar à vida do ser humano.

É de crucial relevância repisar que o termo de consentimento livre e esclarecido deve obedecer ao respeito total à dignidade do ser humano sem mutilação ou violação do corpo. E isso, notoriamente, não vem ocorrendo no Acre.

O Governo e seus representantes DEVEM sempre atenderem a relevância social da pesquisa com vantagens significativas para os sujeitos da pesquisa e minimização do ônus para os sujeitos vulneráveis, o que garante a igual consideração dos interesses envolvidos, não perdendo o sentido de sua destinação sócio-humanitária. Nota-se que o princípio da justiça e eqüidade não estão sendo observados por aqueles representantes do Estado do Acre.

É importante ressaltar o verdadeiro significado de Pesquisas. Qual seja: “classe de atividades cujo objetivo é desenvolver ou contribuir para o conhecimento generalizável. O conhecimento generalizável consiste em teorias, relações ou princípios ou no acúmulo de informações sobre as quais estão baseados, que possam ser corroborados por métodos científicos aceitos de observação e inferência”.

De forma solar está contido na Resolução 196/1996 que todo procedimento de qualquer natureza envolvendo o ser humano, será considerado como pesquisa e, portanto, deverá obedecer às diretrizes desta Resolução.


Para os que ainda não sabem, todos aqueles agentes de endemia, contratados para serem iscas dos mosquitos transmissores da Malária, são Sujeito da pesquisa que pela norma em vigor no Brasil, só podem participar de pesquisas, que é o caso, tendo o caráter sendo vedada qualquer forma de remuneração.

Imperioso destacar que a Resolução brasileira que trata sobre o caso em tela (norma do Ministério da Saúde - Resolução 196/1996) dispõe claramente que é “vedada qualquer forma de remuneração”. Todavia, o governo do Estado do Acre, paga a cada um dos agentes de endemia, cerca de R$ 850,00 (oitocentos e cinqüenta reais) mensais, desde 2003. Isso é ÉTICO? Isso é SÉRIO? É essa ciência que nós queremos para o Brasil?

Com certeza não!. A comunidade médico-científica brasileira que atuam em pesquisas clínicas JAMAIS cometeria tais absurdos violadores da dignidade da pessoa humana e dos direitos fundamentais positivados na Constituição da República Federativa brasileira, porque todos os médicos-cientistas verdadeiramente sérios, cumprem com as boas práticas clínicas.

O presidente da ABRASPEC, Dr. Jardson Bezerra, Advogado especialista em Biodireito, está estarrecido com a Nota Técnica nº 16/CGPNCM/DIGES/SVS/MS data de 28/05/2008, emitida pelo Ministério da Saúde através da Secretaria de Vigilância em Saúde nas pessoas do Sr. José Lazaro de Brito Ladislau (Coordenador Geral do PNCM – Programa Nacional de Combate à Malária); Fabiano Geraldo Pimenta júnior (Diretor Técnico de Gestão) e Gerson Penna (Secretário de Vigilância em Saúde).

“São réus confessos!!!!”. Eles confessam que “há, portanto, implicações éticas decorrentes do risco de o agente da captura adquirir doenças.”.

Eles afirmam em nota que essa técnica de usar seres humanos como iscas dos mosquitos transmissores da malária é correta: “A técnica mais direta e satisfatória...”; “... para que se faça o monitoramento do controle de vetores é necessário avaliar a taxa de picada humana...”. Agora me digam, isso é satisfatório para quem? Isso é crueldade. É hediondo.

Eles concordam que expõem os seres humanos a um potencial risco de MORTE. Isso é crime de HOMICÍDIO DOLOSO. Art. 121 § 2º inciso III do Código Penal Brasileiro que diz: “Dos crimes contra à vida – Homicídio qualificado com emprego de meio cruel” – Pena até 30(trinta) anos de reclusão.


Que ética é essa? Agora nós da ABRASPEC perguntamos: Cadê a atuação da CONEP? O que está fazendo a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa? Tudo isso que está acontecendo agora no Acre e há poucos anos atrás no Amapá, demonstra que o sistema CEP/CONEP implementado pelo Ministério da Saúde está TOTALMENTE errado.

Queremos saber se o Sr. Ministro da Saúde, Dr. José Gomes Temporão, sabe e concorda com essas práticas e modelo superado CEP/CONEP?

Cadê os direitos humanos do cidadão brasileiro e a dignidade do ser humano? Não podemos deixar que continue ocorrendo isso no Brasil. O Acre, e a região amazônica também é Brasil, eles que ficam lá em Brasília, não podem esquecer disso. Em que planeta eles vivem?

Estão rasgando nossa Constituição Federal de 1988, o Código de Nuremberg (1947), a Declaração dos Direitos do Homem (1948), a Declaração de Helsinque (1964 e suas versões posteriores de 1975, 1983 e 1989), o Acordo Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (ONU, 1966, aprovado pelo Congresso Nacional Brasileiro em 1992), as Propostas de Diretrizes Éticas Internacionais para Pesquisas Biomédicas Envolvendo Seres Humanos (CIOMS/OMS 1982 e 1993) e as Diretrizes Internacionais para Revisão Ética de Estudos Epidemiológicos (CIOMS, 1991).

Em defesa do ser humano e da sociedade bem como da ciência, biociência, biotecnologia, saúde e, sobretudo, da vida e da dignidade da pessoa humana, foi criada a Organização sem fins lucrativos ABRASPEC – Associação de Apoio e proteção dos Sujeitos de Pesquisas Clínica. Recebemos o certificado de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público direto do Ministério da Justiça e cumpriremos com nossa missão. Agora essas pessoas têm que saber que nós estamos vigilantes e atuantes na defesa daqueles que não tinham voz e nem força política.

Vamos com a ajuda da sociedade, dos meios de comunicação e do poder judiciário, dar um basta nessa prática nefasta!!!

JARDSON BEZERRA
Presidente da ABRASPEC
Advogado

ABRASPEC rebate nota do Ministério da Saúde sobre pesquisas com "cobaias humanas na malária"


"Vamos dar um basta nessa prática nefasta"

O presidente da ABRASPEC, Dr. Jardson Bezerra, Advogado especialista em Biodireito, está estarrecido com a Nota Técnica nº 16/CGPNCM/DIGES/SVS/MS data de 28/05/2008, emitida pelo Ministério da Saúde através da Secretaria de Vigilância em Saúde nas pessoas do Sr. José Lazaro de Brito Ladislau (Coordenador Geral do PNCM – Programa Nacional de Combate à Malária); Fabiano Geraldo Pimenta júnior (Diretor Técnico de Gestão) e Gerson Penna (Secretário de Vigilância em Saúde).

“São réus confessos!!!!” foi a primeira declaração do presidente da ABRASPEC. Como podem esses burocratas que ficam dentro do gabinete o dia todo permitirem que uma atrocidade dessa continue acontecendo no Brasil. A população da região amazônica deve ser respeitada. São seres humanos. Possuem direitos constitucionais e prerrogativas fundamentais estampadas na Constituição Federal brasileira outorgada em 1988.

Eles confessam que “há, portanto, implicações éticas decorrentes do risco de o agente da captura adquirir doenças.”. Vejam isso!, eles concordam que expõem os seres humanos a um potencial risco de morte. Isso é crime de HOMICÍDIO DOLOSO. Art. 121 § 2º inciso III do Código Penal Brasileiro que diz: “Dos crimes contra à vida – Homicídio qualificado com emprego de meio cruel” – Pena até 30(trinta) anos de reclusão.

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários, transmitidos por vetores. Os principais sintomas de malária são variações bruscas de temperatura, calafrios e dores de cabeça. Podem incluir ainda dores nas articulações, vômitos, convulsões e coma levando o indivíduo à MORTE.

Esses 03(três) indivíduos burocratas que vivem lá em Brasília, deviam ser convidados a ficarem durante um mês, lá no Acre, recebendo cerca de 6.600 picadas no mês. Depois disso quero ver eles acharem essa prática normal.

Eles afirmam em nota que essa técnica de usar seres humanos como iscas dos mosquitos transmissores da malária é correta: “A técnica mais direta e satisfatória...”; “... para que se faça o monitoramento do controle de vetores é necessário avaliar a taxa de picada humana...”. Agora me digam, isso é satisfatório para quem? Isso é crueldade. É hediondo.

Estamos providenciando o envio dessa confissão pública para o ilustre Procurador Federal, Dr. Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, desigando para atuar na Ação Civil Pública em tramitação na seção judiciária do estado do Acre do Tribunal Regional Federal da 1ª região e também para o Excelentíssimo Dr. Juiz Federal Jair Araújo Facundes, titular da 3ª Vara Federal, para que sejam denunciados e processados criminalmente todos esses envolvidos, tanto os de Brasília, quanto os do Acre.

Eles dizem que seguem a recomendação de um suposto grupo de trabalho que se dizem especialistas em entomologia e em ética. Afirmam que não existem outros meios mais eficazes ao da captura por atração humana. Justificam essa prática com técnicas usadas em 1963, que não são de brasileiros. Que ética é essa?

Eles pagam R$ 850,00 para uma pessoa pobre, de pouca instrução, para serem “Cobaias Humanas” e ainda dizem que isso é ético?

Agora nós perguntamos: Cadê a atuação da CONEP? O que está fazendo a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, que também fica em Brasília? Será que o Sr. Ministro da Saúde Dr. José Gomes Temporão, sabe e concorda com essa prática?

A nota Técnica confessa, ainda, que esses supostos estudos supostamente realizados por aquele suposto grupo de trabalho ainda não foram publicados formalmente. Isso é óbvio. Se forem publicados serão ridicularizados pela comunidade médico-científica. Outra pergunta que não quer se calar é a seguinte: Quem está pagando para esses supostos especialistas? Será verba pública?

Os números divulgados pelo próprio Ministério da Saúde demonstram que a incidência de malária só vem aumentando exponencialmente na região amazônica. Não há combate eficaz da malária na região Amazônica. Daí vem outra pergunta: Quais os reais interesses dos: Sr. José Lazaro de Brito Ladislau (Coordenador Geral do PNCM – Programa Nacional de Combate à Malária); Fabiano Geraldo Pimenta júnior (Diretor Técnico de Gestão) e Gerson Penna (Secretário de Vigilância em Saúde)?

Na semana que vem teremos concedida a primeira liminar que está sendo analisada pelo eminente Dr. Jair Araújo Facundes, Juiz Federal. Isso porque pedimos que acabe com essa farra de uso indevido do erário público.

Cadê os direitos humanos do cidadão brasileiro e a dignidade do ser humano? Não podemos deixar que continue ocorrendo isso no Brasil. O Acre, e a região amazônica também é Brasil, eles que ficam lá em Brasília, não podem esquecer disso. Em que planeta eles vivem?

Estão rasgando nossa Constituição Federal de 1988, o Código de Nuremberg (1947), a Declaração dos Direitos do Homem (1948), a Declaração de Helsinque (1964 e suas versões posteriores de 1975, 1983 e 1989), o Acordo Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (ONU, 1966, aprovado pelo Congresso Nacional Brasileiro em 1992), as Propostas de Diretrizes Éticas Internacionais para Pesquisas Biomédicas Envolvendo Seres Humanos (CIOMS/OMS 1982 e 1993) e as Diretrizes Internacionais para Revisão Ética de Estudos Epidemiológicos (CIOMS, 1991).

Em defesa do ser humano e da sociedade bem como da ciência, biociência, biotecnologia, saúde e, sobretudo, da vida e da dignidade da pessoa humana, foi criada a Organização sem fins lucrativos ABRASPEC – Associação de Apoio e proteção dos Sujeitos de Pesquisas Clínica. Recebemos o certificado de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público direto do Ministério da Justiça e cumpriremos com nossa missão. Agora essas pessoas têm que saber que nós estamos vigilantes e atuantes na defesa daqueles que não tinham voz e nem força política.

Vamos com a ajuda da sociedade, dos meios de comunicação e do poder judiciário, dar um basta nessa prática nefasta!!!

JARDSON BEZERRA

Presidente da ABRASPEC

Advogado

Cláudio Humberto escreve sobre Xapuri


Prefeito faz ofensas via TV clandestina

O prefeito de Xapuri (AC), Wanderlei Viana (PPS), utiliza um programa de TV clandestino, no qual ele viola a grade de programação da retransmissora do SBT para fazer declarações ofensivas a adversários e até a aliados no município.

Na semana passada, Viana se apresentou para a próxima campanha como candidato à reeleição e disse que “antes eu era um vira-lata.
Mas, nessas eleições, serei um pitbull. Se cuidem!”.

Viana tem mais de uma dezena de denúncias na delegacia de polícia de Xapuri de pessoas que se dizem espancadas ou ameaçadas pelo prefeito, incluindo um de seus irmãos, Ricardo Viana.

Procurador e Juiz Federal do Acre vão apurar uso de seres humanos em pesquisas da malária

O Procurador Federal do Acre Anselmo Henrique, retornou de férias e assumiu o caso envolvendo o governo do estado no uso de seres humanos nas pesquisas de combate da malária.

Por telefone o procurador disse que vem mantendo contato com o Secretário Estadual de Saúde, Osvaldo Leal para tomar conhecimento do caso. E não descartou a possibilidade de ouvir o gestor no inquérito.

Também poderão ser convocado pela procuradoria todos os agentes de endemias que denunciaram o caso e a coordenadora do programa de malária no Vale do Juruá, Simone Daniel.

Nesta quarta feira Associação Brasileira de Apoio e Proteção dos Sujeitos em Pesquisas Clínicas protocolou na justiça uma ação civil pública no Tribunal Regional Federal contra o procedimento que vem sendo adotado no estado para combater a malária.

Nesta sexta feira, a agência de noticias, portal de comunicação do governo na internet, publicou nota técnica do Ministério da Saúde sobre o assunto.

No documento o governo federal diz que: " A técnica mais direta e satisfatória consiste em capturar os mosquitos ao pousarem no homem. A pessoa que atue com isca deverá sentar e permanecer quieta com as partes do corpo expostas aos mosquitos".

O advogado e presidente da ABRASPEC, Jardson Bezzerra, disse que ficou pasmo ao ler o documento do Ministério da Saúde. "O órgão oficial confessa a violação dos direitos humanos e dignidade da pessoa humana. Se eles dizem que isso é uma coisa comum, agora não tem mais jeito. São réus confessos". Finalizou o advogado.

Jardson Bezerra, disse ainda que a acão civil pública foi distribuida para o magistrado Jair Araújo Facundes da 3ª Vara Federal do Acre.

O presidente da ABRASPEC prepara uma nota onde pretende rebater o que diz o Ministério da Saúde.

O senador Tião Viana (PT), fez um pronunciamento sobre o assunto: "Temos uma série de rumores e denúncias estapafúrdias, precipitadas, imaturas, algumas até com desvios de coerência sobre um suposto uso de pesquisa em seres humanos envolvendo a luta contra a malária "

O advogado promete também rebater o pronunciamento do senador.

Juventude Livre do Tabaco


Principal causa evitável de morte no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), O tabaco é a segunda droga mais consumida entre adolescentes e, junto com o consumo de bebidas alcoólicas, representa uma das portas de entrada para o consumo de drogas ilícitas.

De acordo com a organização, a maioria dos fumantes experimenta seu primeiro cigarro e se torna dependente antes dos 18 anos de idade. O número de fumantes nesta faixa etária é preocupante. Cerca de 100 mil pessoas começam a fumar todos os dias ainda na juventude. Para celebrar o Dia mundial sem Tabaco, comemorado no dia 31 de maio, foi lançada a campanha "Juventude Livre do Tabaco". A escolha do tema aponta a preocupação da OMS na prevenção do tabagismo entre crianças e adolescentes.

A OMS estima que um terço da população mundial adulta (1 bilhão e 200 milhões de pessoas) seja fumante. Dados da organização apontam que anualmente 4,9 milhões de pessoas morrem no mundo por causa do tabagismo, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. No Brasil, são 200 mortos pelo tabagismo a cada ano.

No último dia 27 foram lançadas as novas imagens de advertência, que serão impressas nos maços de produtos derivados do tabaco. Na ocasião, o Ministério da Saúde divulgou informações indicando que o consumo de cigarro no Brasil caiu 32% de 1989 até 2004.

Nos últimos anos, ações de controle do tabagismo no Brasil vêm conseguindo expressivas reduções na prevalência de fumantes na população adulta. No entanto, reduzir a experimentação entre crianças e adolescentes ainda representa um grande desafio no Brasil.

Pesquisas recentes demonstram a grande vulnerabilidade do cérebro dos adolescentes à dependência ao tabaco, que tende a se instalar logo nos primeiros contatos com o cigarro. Cerca de 30% a 50% dos que experimentam se tornam dependentes e fumantes regulares. A cada dia, aproximadamente, 100 mil jovens começam a fumar.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o tabagismo é uma doença pediátrica, pois 90% dos fumantes começam antes dos 19 anos, sendo que, a idade média de iniciação é de 15 anos.

Neste sábado (31/05) na Concha Acústica no Parque da Maternidade será lançado a campanha em Rio Branco, a partir das 16: 00 hr.

Com informações Sesacre e Ministério da Saúde.

Universidade da Floresta não tem professores para novos cursos


A turma de Letras Inglês, só tem uma professora em sala de aula.

A Universidade da Floresta foi construída com o propósito de oferecer mais vagas para estudantes, melhorar a qualidade do ensino superior e fomentar o desenvolvimento na região do Vale do Juruá. A estrutura física é grande e encantadora.

Mas o campus avançado da Ufac vem passando por dificuldades pouco tempo depois de ter sido inaugurado.

Acadêmicos em Cruzeiro do Sul, procuraram a direção da instituição para reclamar da falta de professores. No curso de Inglês, apenas uma servidora continua lecionando, as demais disciplinas estão sem nenhum orientador.

No curso de economia, um dos mais novos, também desde o início do semestre não tem professor. O campus fica localizado na comunidade canela fina mais de 10 quilômetros do centro urbano, quem se desloca até a faculdade tem que pagar transporte coletivo.

Como se não bastasse o prejuízo financeiro, quem continua estudando vai demorar mais tempo para concluir o curso.

O reitor da Universidade Federal do Acre, Jonas Filho, esteve na região do Vale do Juruá inaugurando núcleos da Ufac em Mâncio Lima e Rodrigues Alves. Segundo o reitor, alguns professores foram aprovados em concursos públicos e tiveram que se afastar de seus contratos acadêmicos, deixando a instituição sem alternativa, os terceirizados e cedidos foram substituídos. Outros professores estão em processo de assinatura de contrato.
O reitor não descarta a possibilidade de lançar novo edital para contratação de mais servidores

De Tarauacá para o mundo

Jornalista acreano é destaque nesta sexta feira na Tv Câmara.


Os jornalistas Chico Araújo, da Agência Amazônia de Notícias, e Aldo Gamboa, correspondente da Agência France Presse em Brasília, são os convidados do Comitê de Imprensa desta sexta-feira, 30.


Os dois jornalistas, que cobrem o dia-a-dia da política de Brasília, têm vasta experiência na cobertura jornalística sobre a Amazônia.


A questão ambiental está no centro dos debates, em todo o mundo. Mas até que ponto as redações entenderam que meio ambiente tem a ver com saúde, com educação, com economia, com política - enfim, com tudo? E como fica a situação do Brasil? Será que existe mesmo um risco de internacionalização da Amazônia ou é apenas uma manifestação de alarmismo ambiental sem maiores conseqüências?


O tema é controverso. Por esse motivo, Comitê de Imprensa desta sexta-feira, às 23h, recebe os jornalistas Chico Araújo e Aldo Gamboa.


Eles falam, de forma franca, acerca da cobertura dos assuntos amazônicos pelos jornais brasileiros.


Na opinião dos jornalistas, houve um retrocesso na cobertura da Amazônia pelos veículos de comunicação de abrangência nacional. Para Chico Araújo, isso acontece por falta de um conhecimento profundo dos profissionais sobre temas da região.


Como assistir ao programa

Comitê de Imprensa é a radiografia dos meios de comunicação pelos profissionais que fazem as notícias. O programa é apresentado pelo jornalista Paulo José Cunha e vai ao ar todas as sextas-feiras, às 23h, na TV Câmara. Reprises aos sábados, às 8h e 22h; domingos, às 6h, 10h30 e 19h30; e segundas-feiras, às 7h e 11h.


A TV Câmara pode ser sintonizada no canal 27 em UHF no Distrito Federal e nos canais 14, da NET (no DF); 28, da Sky Net; 16, da TECSat; 235, da Direct TV; 67, da TVA (grande São Paulo) e por antena parabólica em todo o País. Na Internet, a TV Câmara pode ser assistida ao vivo pelo endereço: mms://theon.camara.gov.br/TV


Os programas também ficam armazenados no site e podem ser conferidos posteriormente.


Para obter mais informações sobre o programa, ligue para Cida Hipólito. Os fones dos programas são + 55 (61) 3216-1618 e 3216-1603.


Chico Araújo é acreano natural deTarauacá, cidade conhecida como a terra do abacaxi e da mulher bonita.


Foi repórter de O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, em Rio Branco e Brasília, cobriu especialmente política, meio ambiente, conflitos agrários, e polícia.


No Jornal de Brasília fez cobertura jornalística no Palácio do Planalto; editor-chefe de A Gazeta em Rio Branco. Free-lance da sucursal da revista Veja, vinculado à sucursal de Belém (PA).


Assessor de imprensa nos Ministérios do Esporte e do Desenvolvimento Agrário, e da Primeira Vice-Presidência do Senado. Fez campanhas políticas.


Atualmente é redator e diretor do portal Agência Amazônia de Noticias em Brasília, 24 horas no ar pela internet.


Colaboração Agência de Noticias Amazônia

Não pagaram jornal A Gazeta do Acre ?

Acre é denunciado ao TRF pelo suposto uso de cobaias humanas contra malária

A utilização de pessoas para capturar o mosquito da malária em Cruzeiro do Sul, mesmo após explicação, através de nota técnica, divulgada semana passada pela Secretaria de Estado de Saúde, foi denunciada na última quarta-feira, 28, ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, com sede em Brasília, pela Associação Brasileira de Apoio e Proteção aos Sujeitos da Pesquisa Clínica (Abraspec).

Em entrevista ontem A GAZETA, por telefone, o presidente da entidade, advogado Jardson Bezerra explicou que a prática é inaceitável. “A pesquisa que usa a exposição do ser humano como isca viola todos os direitos humanos”, enfatizou.

Foram denunciados o Governo do Estado e a União já que, segundo divulgou a Agência Amazônia, o Ministério da Saúde autorizou o registro de funcionamento de dois comitês de ética em pesquisa com seres humanos no Acre, em 2001 e 2005. Sendo um vinculado à Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) e outro à Universidade Federal do Acre (Ufac), sem que até o momento não se saiba ao certo quem é responsável pela consolidação dos resultados do estudo dos tipos de anofelino que atacam no Vale do Juruá, onde ocorre a maior incidência de malária no Estado.

De acordo com ainda com a denúncia da Abraspec, feita através de uma ação civil pública, os agentes de endemias contratados pela Secretaria de Saúde do Estado são obrigados a participar de experiên-cias em que recebem no mínimo 300 picadas por dia dos mosquitos da malária.

Na nota divulgada, o secretário de Saúde, Oswaldo Leal, que não foi encontrado na tarde de ontem para prestar mais esclarecimentos, alega que “a atração humana é a técnica de captura do mosquito feita sem o contato direto com a pele, coletando-o no momento em que pousa, com proteção dada pelo uso de barreiras mecânicas como fardas adequadas e demais equipamentos de proteção individual”.

Jardson Bezerra reitera a contestação porque para ele a exposição dos agentes às picadas é subestimada pelo governo. “Nós tivemos acesso a documentos e fotos que evidenciam esses fatos e justificam a ação”, disse.

Outra situação denunciada é a reutilização de lâminas para a coleta de sangue. “Isso coloca em risco não só os agentes, mas toda a população que fica exposta a vírus como o HIV, por exemplo”, frisou ele, lembrando que o papel da Abraspec é justamente o de fiscalizador de toda ação referente a pesquisa clínica e sua missão é apoiar todo sujeito envolvido.

“Não queremos punir ninguém de forma irresponsável. Estamos apenas cumprindo nosso papel”, explicou. Se houver condenação, o governo terá que indenizar os agentes e se a Justiça Federal der parecer favorável a Abraspec em caráter de liminar, a prática deverá ser suspensa ime-diatamente, além do repasse de recursos federais para este fim e o Governo do Estado terá o prazo de 60 dias para prestar assistência médica eficaz e adequada a todas as pes-soas acometidas de malária.

Lamlid Nobre - A gazeta Acre (30/05/08)

"Índios invisíveis"

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Acre é denunciado no TRF por uso de cobaias humanas

Ação pede à Justiça que determine ao governo do Acre paralisação imediata de pesquisas.

O uso de agentes entomológicos da saúde pública como cobaias humanas em pesquisas de malária na região do Vale do Juruá foi parar na Justiça do Acre. A Associação Brasileira de Apoio e Proteção aos Sujeitos da Pesquisa Clínica (Abraspec) ingressou na quarta-feira no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região com ação civil pública contra a União Federal e o governo do Acre.

Em 2003, o governo acreano contratou para as pesquisas diversos agentes de endemias. Nove agentes confirmaram o caso. Eles passaram a auxiliar serviços de entomologia (parte da zoologia que trata dos insetos, insetologia). Suas tarefas consistiam em estudar os tipos de mosquitos anofelinos transmissores da malária. Recebiam, em média, R$ 850 pelo serviço.

O Ministério da Saúde autorizou o registro de funcionamento de dois comitês de ética em pesquisa com seres humanos no Acre, em 2001 e 2005. Um deles é vinculado à Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), outro, à Universidade Federal do Acre (Ufac). Ignora-se qual deles se responsabilizou pela consolidação dos resultados do estudo dos tipos de anofelino que atacam no Vale do Juruá, onde ocorre a maior incidência de malária no estado.

Se houver condenação, o governo terá que indenizar os agentes. A indenização seria pecuniária, em razão de dano moral. “Um lenitivo que atenua, em parte, as conseqüências do prejuízo ou dano sofrido”, assinala a Abraspec. A ação classifica de “conduta omissiva dolosa” a possibilidade de o governo acreano “inflar os números de malária para conseguir mais dinheiro do governo federal”.

O governo estadual está sujeito a devolver aos cofres da União todo o dinheiro recebido nos últimos cinco anos, com a repetição do indébito, originariamente recebidos para combate à malária.

“Prática nefasta”

Um dos agentes, Marcílio da Silva Ferreira, contou que se submetia a picadas com o corpo nu, até por 12 horas, durante o dia, à noite e nas madrugadas. Ferreira disse que precisava do dinheiro, mas não escapou de contrair 12 malárias. Outros agentes confirmaram à Defensoria Pública, em Cruzeiro do Sul (a 710 quilômetros da capital ao Acre), que se submeteram às pesquisas há mais de três anos. O agente Jamisson Rodrigues foi demitido pela Secretaria Estadual de Saúde após relatar a situação à Defensoria.

Assinada pelo presidente da entidade, advogado Jardson Bezerra, a ação pede antecipação de tutela. “O que ocorre no Acre se assemelha ao nazismo e holocausto dos tempos de Adolf Hitler, e não se pode aceitar a continuidade dessa prática nefasta”, reafirmou Bezerra na ação. Em nota oficial divulgada três dias após a primeira denúncia, a secretaria negou a prática.

“A atração humana é a técnica de captura do mosquito feita sem o contato direto com a pele, coletando-o no momento em que pousa, com proteção dada pelo uso de barreiras mecânicas como fardas adequadas e demais equipamentos de proteção individual”, alegou.

A Abraspec protesta: “O órgão subestima a exposição dos seus agentes entomológicos às picadas do mosquito, conforme eles próprios relatam”. Para a entidade, eles foram iscas.

Repercussão

O uso de cobaias pelo governo ocorre desde 2003 e se tornou público no dia 18 de maio, quando o jornalista Francisco Costa o divulgou no seu blog Repórter24horas, em Rio Branco. A Agência Amazônia publicou reportagens e a repercussão aumentou. Logo, publicações e emissoras de televisão do sul do País se interessaram pelo assunto.

Embora anunciasse a abertura de procedimento administrativo para apurar o caso, a Procuradoria da República até o momento não se manifestou. Nenhum parlamentar do Acre comentou a situação, nem mesmo o deputado federal Ilderlei Cordeiro (PPS-AC), que pertence à região onde trabalham os agentes submetidos à pesquisa. Em Cruzeiro do Sul, o defensor Jonathan Xavier abriu processo de instrução para apurar a denúncia.

Nota dos Editores: segundo o site Jus Navigandi, antecipação de tutela é o afastamento do procedimento normal de conhecimento e solução do conflito para trazer a lume uma decisão sobre a controvérsia levada a Juízo, decisão essa que ordinariamente não poderia ser prolatada nesse momento processual.A ação da Abraspec determina que o Governo do Acre para imediatamente de submeter seus funcionários, no cargo de agentes de endemias, às atividades e estudos sobre os anofelinos, independentemente do trânsito em julgado.

“Não se põe em risco a vida
ou a saúde de pessoas”

BRASÍLIA – A Abraspec invoca o princípio constitucional de dignidade da pessoa humana, um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. “Por ser o Estado do Acre um ente federativo, este não pode cometer lesão dolosa e acarretar perigo para a vida ou a saúde contra ninguém”. E acusa o governo por “prática inescrupulosa, ao obrigar agentes de endemias contratados a participar de experiências em que recebem não menos de 300 picadas por dia, dos mosquitos da malária. “São cerca de 6.600 picadas em cada mês ‘trabalhado’ ao longo de mais de três anos, com absoluta vedação legal e humanitária”, denuncia a entidade.

A ação se baseia nos fatos ocorridos no Vale do Juruá e na Resolução nº 196/1996 do Conselho Nacional de Saúde, com respaldo nos principais documentos internacionais que emanaram declarações e diretrizes sobre pesquisas envolvendo seres humanos. Entre eles: O Código de Nuremberg (1947); a Declaração de Helsinque (1964 e versões posteriores de 1975, 1983 e 1989); o Acordo Internacional Sobre Direitos Civis e Políticos (ONU, 1966, aprovado pelo Congresso Nacional Brasileiro em 1992); as propostas de Diretrizes Éticas Internacionais para Pesquisas Biomédicas Envolvendo Seres Humanos (CIOMS/OMS, 1982 e 1993); e Diretrizes Internacionais para Revisão Ética de Estudos Epidemiológicos (CIOMS, 1991).

O documento adverte que a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários, transmitidos por vetores. “Reveste-se de importância epidemiológica por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas com densidade vetorial que favoreça a transmissão. Acarreta consideráveis perdas sociais e econômicas na população sob risco, concentrada na região Amazônica”.

Agência Amazônia

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Petecão aumenta poder de fogo

O Acre estará com maior freqüência na pauta do debate amazônico a partir desta semana. Foi o que previu nesta quarta-feira, em entrevista, o deputado Sérgio Petecão (PMN), ao assumir a liderança do bloco PSB, PDT, PCdoB, PMN e PRB. Ele substitui no cargo o deputado Renildo Calheiros (PCB-PE). Entre os colegas parlamentares e os observadores políticos em Brasília ficou evidente que o cargo dará maior visibilidade ao deputado, facilitando a propagação do seu nome como pré-candidato à Prefeitura de Rio Branco.

Quem conhece Sérgio de Oliveira Cunha? Poucos em Brasília. Mas Petecão, todos já sabem quem é. O Correio Braziliense, jornal de maior circulação no Distrito Federal, apresentou-o como forte candidato à sucessão do prefeito Raimundo Angelim. Outras publicações começam a mencioná-lo como detentor de um dos cargos mais importantes entre as bancadas na Câmara. Pelo regimento, o líder tem mais tempo para discursar e encaminhar matérias.

O antecessor Calheiros exerceu bem o cargo e está entre os que elogiam Petecão. Nos corredores e no plenário, Petecão vêm sendo muito cumprimentado desde o final da semana passada. "É elogio de todo lado, daí você o desafio que terei de enfrentar para dar continuidade ao trabalho dele", comentou.

Ansiedade - Sereno e, ao mesmo tempo, ansioso em fazer funcionar uma boa agenda de trabalho com seus liderados, o representante acreano diz que quer trabalhar com a participação de todos do bloco. Vai conviver em reuniões e no Plenário com Luiza Erundina (PSB-SP), Ciro Gomes (PSB-CE) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP), entre outros notáveis. "Espero vencer todas as dificuldades e recebo essa missão com alegria e satisfação. Quero corresponder a cada voto recebido do honrado povo acreano", disse.

Petecão conhece a Casa, onde transita com desenvoltura. Já exerceu a vice-liderança do PMN na Câmara, foi o segundo deputado mais votado no Acre, com 27.936 votos no pleito de outubro de 2006, e o primeiro mais votado na capital. Atualmente participa com assiduidade das comissões de Orçamento e de Amazônia e Desenvolvimento Regional. A primeira é uma das mais cobiçadas pelos parlamentares de todo o País e a segunda traduz o momento em que a Amazônia está na ordem do dia das discussões mundiais sobre clima, biodiversidade, demarcações de reservas indígenas, exploração de jazidas minerais e desenvolvimento com sustentabilidade.

O deputado disse que se esforçará para merecer a confiança depositada em sua pessoa pelos parlamentares do bloco. São vice-líderes os deputados: Márcio França (1º vice), Cleber Verde, Perpétua Almeida, Fábio Faria, Jô Moraes, Flávio Dino, Daniel Almeida, Vieira da Cunha, Miro Teideira, Mário Heringer, Dagoberto, brizola Neto, Valtenir Pereira, Rodrigo Rollemberg, Manoel Júnior, Lídice da Mata, Dr. Ubiali, Ciro Gomes e Ana Arraes.

O deputado federal, Sérgio Petecão, prometeu denunciar na próxima terça feira na tribuna do congresso, o uso de cobaias humanas no Acre em pesquisas da malária.

"Agora vamos ter voz e vez dentro do congresso, mais que o PT". Contou o deputado.

O deputado, disse que o Brasil é o mundo precisam saber o que vem ocorrendo no Acre e o governo tem que se explicar na justiça.

Sergio Petecão, estava com uma comitiva de jornalistas em seu gabinete ao falar com a editoria do blog.

O site conexãonorte.com de Brasília, também prepara uma publicação sobre o caso.

O uso de cobaias humanas em pesquisas da malária, calou os deputados na assembléia legislativa acreana.

Somente agora o deputado estadual Luiz Calixto - PDT, prepara um discurso sobre o assunto. Segundo ele o tempo de discurso da oposição é muito pequeno na Aleac, para explorar tantos assuntos.

Calixto prometeu na próxima sessão abordar o tema. Disse que vai entrar com requerimento convocando o Secretário Estadual de Saúde, Osvaldo Leal, para se explicar sobre as falhas que vem ocorrendo no vale do juruá no Programa de Combate da Malária.


Com Montezuma Cruz - Agência Amazônia

Diretora de escola recebe ligações anômimas ameaçadoras


Ruth Bernardino, diretora da escola de ensino médio Flodoardo Cabral, a segunda maior instituição de Cruzeiro do Sul, continua recebendo ligações anônimas.

"Tu tem cuidado não é a Polícia Militar que vai amendrontar a gente", este foi o tom da última ligação telefônica que a diretora recebeu nesta quarta feira de um telefone celular com número não identificado.

O colégio que tem cerca de 1500 alunos, metade estudam a noite, turno considerado o mais problemático.

A diretora contou ao blog que durante a noite estranhos invadem a instituição, homens armados com faca esperam alunos na saída da escola para fazer acerto de contas, jovens brigam dentro e fora do colégio e já foram feitas várias apreensões de drogas, armas e bebida alcoólica.

Segundo Ruth Bernadino, sua intenção é que os estudantes respeitem a escola como um espaço de crescimento profissional e educacional, o que não vem ocorrendo em razão do vandalismo.

A direção da escola pediu ajuda do Ministério Público, Defensoria Pública e nas últimas duas semanas o clima tenso diminuiu.

A coordenação regional de educação, negou o pedido da diretora que solicitou a contração de mais servidores para coordenar os portões, fazer patrulhamento das instalações da escola e evitar problemas internos.

Por enquanto Ruth disse que não será preciso reforço policial, mas se os problemas continuarem a PM terá que fazer parte da rotina dos estudantes.

Segundo a diretora não é verdade que alguns servidores pediram demissão depois que os problemas estouraram, como escreveu o jornalista Jairo Barbosa no jornal - A tribuna.