Como nosso slogan é Renovação & Transparência (Palavras que jamais existiram no SINJAC, pelo menos ao longo dos últimos nove anos) vimos-nos no dever de esclarecer os colegas que confiaram em nossa proposta, o restante da categoria e a sociedade, sobre os motivos que nos levaram a abandonar o processo eleitoral.
O processo de eleição para a nova diretoria do sindicato dos jornalistas SINJAC, começou errado desde a assembléia para escolha da comissão eleitoral. A convocação da categoria - feita por mensagem repassada por telefone para alguns sindicalizados na manhã do mesmo dia da assembléia – fere não apenas o princípio básico da PUBLICIDADE, mas o estatuto que determina a publicação de edital. Dessa forma, não havia como esperar resultado diferente. A ilegitimidade da comissão eleitoral começa na escolha e composição. Adiantando-se a qualquer sugestão, o presidente do SINJAC Raimundo Afonso, de maneira DITATORIAL indicou (4) quatro dos (5) nomes. Foi o primeiro GOLPE.
Com maioria na COMISSÃO ELEITORAL, começou a manipulação. As quase secretas reuniões realizadas regularmente eram conduzidas apenas por três membros. (02) sequer chegaram a ser convocados. A presidente, estudante de jornalismo Tatiana Campos, nunca reuniu condições para, com ISENÇÃO, conduzir o processo. Mesmo sob SUSPEIÇÃO e sem legitimidade – TELEGUIADA – e de forma ARDILOSA interferiu tendenciosamente prejudicando a CHAPA RENOVAÇÃO & TRANSPARÊNCIA.
Lamentavelmente Raimundo Afonso dividiu a categoria e provocou um RACHA no sindicato. O processo que deveria ser DEMOCRÁTICO, foi transformado em campo de batalha. Não satisfeito em tentar tolher o direito de qualquer filiado em concorrer á presidência do SINJAC, RAIMUNDO AFONSO, de forma sorrateira e mentirosa impingiu a pecha de oposição, á chapa RENOVAÇÃO & TRANSPARÊNCIA.
Coagidos e com emprego ameaçado companheiros – humilhados - foram obrigados a retirar-se da chapa (02). Baixas que culminaram na impugnação da mesma. A comissão amparou-se no viciado edital que estabeleceu condições para inscrição das chapas. Dentre elas o percentual mínimo de 25 % dos 44 cargos deveriam ser ocupados por mulheres. Regra da eleição político partidária, estranhamente aprovada pela comissão. Exigência nula de pleno direito haja vista o insuficiente número de filiados do sexo feminino, insuficiente para fechar duas chapas.
Ante a ameaça representada pela concorrente, boatos davam conta de manobras orquestradas pela presidência do SINJAC. Denúncias á chapa RENOVAÇÃO & TRANSPARÊNCIA apontavam indícios que, no afã de cooptar pessoas para compor a chapa unidade, a atual diretoria estaria oferecendo anistia aos inadimplentes que a aderissem. Fato que provocou um pedido á comissão eleitoral de afastamento do atual presidente, e o monitoramento dos acertos financeiros feitos nos dias que antecederam á inscrição das chapas. Uma forma de evitar o uso político da entidade e dar mais TRANSPARÊNCIA ao processo. Requerimento também negado.
Dias depois ficamos sabendo que alguns colegas do interior do Estado que estavam em situação irregular por atraso na contribuição sindical tiveram um desconto de 50% no pagamento. Descontos que nunca foram estabelecidos no estatuto da entidade, nem aprovado em assembléia geral.
Com tantas manobras, tudo levava a crer que apenas uma chapa seria inscrita, a da situação, mas o nosso grupo surpreendeu com nomes suficientes para dar uma segunda opção à categoria. Claramente desesperados com a possibilidade de a eleição ser decidida no voto, o grupo apoiado por Raimundo Afonso, pelo governo do Estado e alguns patrões, conseguiu esvaziar a chapa Renovação & Transparência.
Colegas que nunca tinham atendido ligação de assessores do governo e de patrão foram surpreendidos com telefonemas e pedidos pessoais para que desistissem de continuar na chapa Renovação & Transparência. Até Pastor entrou no jogo baixo em favor da chapa da situação.
Requeremos a impugnação também da chapa “Unicidade”. Com base no estatuto do SINJAC e na legislação vigente, há seis pessoas inelegíveis pela falta de prestação de contas pela atual diretoria da entidade e duas impedidas de serem votadas. Uma dessas pessoas é o ex-Deputado Federal, Marcos Afonso, que ao contrário do que exige o estatuto, não esta no efetivo exercício profissional como jornalista ha no mínimo dois anos. Até pessoas que não constam na lista de sindicalizados e outras com registro precário foram usadas para preencher a chapa da situação. Mesmo assim a comissão eleitoral decidiu manter o registro da chapa apoiada pelo governo.
Com base nesse preâmbulo, consideramos que a comissão eleitoral prestou um dês-serviço a categoria dos jornalistas do Acre, privilegiando a classe política dominante. Entendemos também que ao prestar contas dos exercícios financeiros somente à comissão eleitoral, para escapar da impugnação, a atual diretoria do SINJAC demonstrou claramente o desrespeito com a categoria que mantém essa entidade.
Em todas as oportunidades os membros da comissão eleitoral afirmam que foram orientados juridicamente, só não dizem que a banca de advocacia pertence ao cunhado de Raimundo Afonso Gomes. Estamos diante do cáos.
Pensamos em entrar com uma ação judicial. Advogados se colocaram a nossa disposição para isso e temos plena certeza que qualquer juiz anularia o processo. Mas do que adianta desqualificar a comissão eleitoral? Se a categoria não reagir!
Por isso estamos lançando a CAMPANHA PELO VOTO ÉTICO NO SINJAC! Parafraseando o que disse a jornalista Jane Vasconcelos, antes de decidir compor a chapa da situação, “O SINDICATO QUE TEMOS E O SINDICATO QUE QUEREMOS”, chegamos à conclusão que esse questionamento ficou ainda mais pertinente. Por isso, se você não compactua com esse modelo de liderança e administração sindical, se abstenha do voto! Seja você o juiz desse caso! Dê uma chance à democracia!
Somos, desde já, gratos pelo apoio a idéia de Renovação &.Transparência no SINJAC.