domingo, 19 de agosto de 2007

MISTÉRIO NA MORTE DE DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL

segunda, 20 de agosto de 2007
O delegado da Polícia Civil Ananias Pereira morreu ao entardecer desse domingo (19), com um tiro à queima-roupa na altura do ouvido esquerdo, em seu gabinete na Delegacia Geral de Cruzeiro do Sul. Ele era destro e por este motivo a hipótese de suicídio começa a ser descartada. Seu corpo é velado na Câmara Municipal do município. A morte ocorreu na presença de Marinês, testemunha no caso da advogada Isabel Rebouça da Rocha, morta no Igarapé Preto, sábado, e do advogado Sebastião Cássio Lima, há cerca de seis meses morando na cidade.
Os peritos foram chamados à Delegacia, mas as investigações ainda dependem de exames mais detalhados para apurar a respeito da presença de pólvora nas mãos do delegado e das pessoas que estavam com ele no momento do disparo. Cerca de três horas após a morte de Ananias Pereira ainda não era possível determinar se tratava-se de suicídio, disparo acidental do próprio delegado, ou homicídio.
"Ninguém sabe ao certo o que aconteceu, a gente ainda vai conversar com as pessoas que estavam em companhia dele na hora do disparo, que foi feito com a sua arma particular", declarou o delegado José Henrique, que está na cidade há dois meses. Ele explicou que até que as coisas sejam esclarecidas, Sebastião Cássio e Marinês são suspeitos da morte do delegado.
O delegado contou que a versão que ouviu do advogado e da mulher é que Ananias estaria interrogando Marinês, empregada de Isabel Rebouça da Rocha, em Manaus. Ele queria saber se Márcio Rocha da Silva, empresário casado com Isabel, tinha arma de fogo em casa. Em algum momento ele estaria fazendo uma simulação e arma teria disparado.
Uma multidão formou-se rapidamente no local e a Polícia Militar isolou a área para evitar a presença de curiosos. A testemunha do caso da advogada e o advogado da família de Isabel foram levados para o quartel da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul.
José Henrique informou que o Secretário de Segurança Antônio Monteiro chega segunda feira (19) com uma equipe de investigadores da capital para apurar com detalhes a morte de um de seus mais competentes delegados. Ananias Pereira conseguiu conquistar toda a população do Vale do Juruá por causa de seu carisma e competência. Diversas vezes foi sondado para entrar para a política por causa da liderança que exercia sobre seus amigos de trabalho.
INVESTIGAÇÃO - Os policiais que trabalhavam com Ananias Pereira na Delegacia Geral contaram que quando ele chegou à Delegacia declarou que nesse domingo mesmo resolveria o caso da morte de Isabel Rebouça no Igarapé Preto. O delegado orgulhava-se de ter resolvido todos os crimes que investigou no Vale do Juruá.
Alguns amigos revelaram que Ananias tinha como principal suspeito do crime no Igarapé Preto o empresário Márcio Rocha da Silva, de 25 anos, que passava as férias com a advogada em Cruzeiro do Sul. A Polícia Técnica revelou que ela foi morta por estrangulamento. Seu corpo foi encontrado despido, com cordões, anéis e brincos de ouro. Em seu depoimento poucas horas antes da morte do delegado, Márcio teria dito que teria ido para casa e deixado a mulher no Igarapé Preto, na madrugada de sexta para sábado.
Isabel era advogada, mas trabalhava na Secretaria de Fazenda em Manaus. Ela deixou dois filhos do primeiro casamento e um filho de três anos que tivera com Márcio que, segundo testemunhas, é seu sobrinho. Márcio, filho do policial João Batista da Silva, o João Pequeno, que trabalha na penal e de Cely, também policial lotada na Furepol, estaria vivendo com Isabel há pelo menos cinco anos. A polícia investiga ainda para saber se são verdadeiras as informações que dizem que a advogada teria deixado ainda uma mansão na capital amazonense no valor estimado em R$ 1,5 milhão, além de um seguro no valor de R$ 800 mil.

Da Redação ac24horasRio Branco, Acre

MORTE DELEGADO DE CRUZEIRO DO SUL

O delegado de Policia Civil Ananias Pereira de Lima 36, titular da delegacia geral de Polícia Civil de Cruzeiro do Sul, morreu por volta das 16h deste domingo (19 de agosto/2007), vitima de um disparo de arma de fogo.
Pelo menos três versões diferentes foram apresentadas a opinião pública, entre as duas primeiras horas após sua morte. A primeira versão é que o delegado, um dos mais atuantes da polícia Civil teria cometido suicídio. Uma outra versão é que na realidade ele teria sido assassinado e uma terceira versão é que Ananias teria sido vÍtima de um lamentável acidente.
Jornalistas de Cruzeiro do Sul informaram por telefone que o delegado Ananias ao ser morto, estava ouvindo duas testemunhas no inquérito que apura a morte da advogada Isabel Rebouças da Rocha, 42, cujo corpo foi encontrado boiando nas águas do Igarapé Preto na manhã de sábado. Uma das testemunhas era a senhora conhecida por Nilda que é chefe do Cartório de Cruzeiro do Sul . Ela é irmã da vitima e estaria depondo contra o marido de Isabel, o empresário Márcio Rocha da Silva 25 anos, um dos suspeitos pela morte de Isabel. A outra pessoa presente a sala, era um advogado amigo de Nilda que a acompanhava no interrogatório. Essas pessoas foram presas para averiguação.
De acordo com as duas testemunhas o delegado teria apontado a arma uma pistola Ponto 40 para a própria cabeça e disparado acidentalmente ao fazer uma demonstração de que imaginava pudesse ter ocorrido à advogada assassinada.

Colegas de trabalho de Ananias Pereira de Lima, se recusam aceitar a versão de suicídio. Ele era, dentro da nova safra de delegados, um dos mais atuantes. Era sozinho, responsável pelas delegacias de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima. Tinha uma verdadeira paixão pela profissão e sua determinação, no exercício da profissão, era contagiante para quem compartilhava de sua rotina diária da delegacia.
Ananias Pereira de Lima tinha 36 anos. Era natural de Sena Madureira, filho de Miguel Nogueira de Lima e Maria Pereira de Lima. Sua morte traz um prejuízo irreparável para Segurança Pública do Acre e naturalmente para sua família, amigos e toda comunidade de Cruzeiro do Sul que está em comoção com a noticia de sua morte. Nas últimas eleições ele foi candidato a vereador em sua cidade natal, após perder a eleição voltou para o trabalho em Cruzeiro do Sul. Ananias era uma fonte importante para a imprensa acreana no vale do juruá, atendia muito bem os colegas de imprensa e nao negava informações. Durante sua carreira, fez vários inimigos ao prender bandidos, desmantelar quadrilhas internacionais de tráfico de drogas, era inconformado com a crescente onda de criminalidade e sempre estava disposto a investigações perigosas e sigilosas. Uma terceira pessoa está sendo investigada pela morte do delegado. Causa estranheza a morte do delegado ele é canhoto e a bala atingiu o lado direito da cabeça. O corpo foi velado na câmara municipal da cidade e aguarda liberação da família para seguir para Sena Madureira. Ananias era divorciado, a ex esposa Tauna Thaumaturgo estava em Manaus quando soube da morte, Luciana a atual namorada é a unica pessoa mais próxima que acompanha tudo em Cruzeiro do Sul.
Colaboração:
http://otanon.zip.net/
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Pareceu acidente, mas não foi. O tiro que o delegado de polícia de Cruzeiro do Sul, Ananias Pereira de Lima deu na própria cabeça foi mesmo proposital. Ele disparou a pistola de uso pessoal no ouvido quando interrogava uma mulher de nome Nilda, sobre a morte misteriosa desta madrugada no Igarapé Preto da advogada Isabel Rebouça.
O delegado fazia o seguinte interrogatório:
- Você tem conhecimento de que o senhor Márcio Rocha da Silva possui arma?
- Sim, reponde Inês
- Que tipo?- Não sei...Diante da dúvida em pegou um revólver que estava sobre a sua mesa e perguntou-lhe:
- Era desse tipo?
- Não, disse a mulher.
Não satisfeito com a resposta tirou a sua, apontou para a sua cabeça e disse:Seria desse tipo? (bum!)Ele não ouviu a resposta que queria, pois morreu instantaneamente.

Da redação ac24horasRio Branco, Acre