domingo, 29 de novembro de 2009

ELAS CANTAM ROBERTO CARLOS, O REI.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ACRE MAQUEIA NÚMEROS DA POBREZA


Os números são a dor de cabeça de muita gente. Eles não perdoam a mentira. É o que acontece com os números relativos ao desenvolvimento sócio-econômico do Acre. A recente exposição que o governador do Acre, Binho Marques (PT) fez a mais de 100 vereadores e deputados acreanos, e repercutida em longo discurso do senador Tião Viana (PT-AC) no Senado, não resiste a uma pequena olhadela nos números verdadeiros.

Vejamos o que dizem os relatórios do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Programas do MDS chegam a 355 mil dos 608 mil habitantes do Acre.
O Estado do Acre recebe do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), por ano, R$ 180,8 milhões para execução de programas sociais. As ações nas áreas de transferência de renda, assistência social e segurança alimentar beneficiam 355mil pessoas. O Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do País, transfere por mês R$ 6,2 milhões para 57,5 mil famílias acreanas.

Assistência Social – Para os programas de assistência social até setembro de 2009, o Ministério destinou R$ 74,7 milhões para realizar 112 mil atendimentos no Acre. O MDS investiu R$ 2,8 milhões no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) no Estado, para tirar 12,8 mil crianças e adolescentes do trabalho até setembro de 2009. Cerca de 3,1 mil jovens são beneficiados com o programa Projovem Adolescente, que aplicou R$ 582,9 mil até setembro de 2009. No Programa de Atenção Integral à Família (PAIF), os 25 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) atendem 73,1 mil pessoas com repasse de R$ 1,5 milhão.

Segurança Alimentar – Os repasses do governo em segurança alimentar no Acre alcançam R$ 2,7 milhões, atendendo 13,4 mil pessoas. O Programa de Aquisição de Alimentos visa incentivar a produção de alimentos pela agricultura familiar. O Restaurante Popular em Rio Branco, já em funcionamento, recebeu R$ 1,3 milhão. O objetivo é proporcionar à comunidade, alimentação saudável a preços populares.

Só por ai, já se pode afirmar que são falsos os dados apresentados pelo governador e pelo senador, de que a pobreza no Acre está restrita a 38% da população. Mas não é só isso.

Os dados dos relatórios do MDS se referem apenas aos pobres alcançados pelos programas do Ministério. A pobreza é muito maior. São exatamente 82.227 famílias cadastradas no perfil do bolsa família, ou seja, possuem renda per capita inferior a 140 reais. No perfil do cadastro único (renda per capita inferior a R$ 232,50), existem 89.182 famílias.

Em síntese, dos 188 mil arranjos familiares identificados no Acre, 47% estão cadastradas como pobres no MDS, sendo que o Ministério somente consegue atender 57,5 mil (30,05%).

Para contextualizarmos, vejamos o que dizem os números sobre Rondônia, que é um estado vizinho sempre acusado de má gestão, desperdício e corrupção pelos petistas acreanos. Os dados são igualmente do MDS.

Programas do MDS chegam a 602 mil dos 1,5 milhão de habitantes de Rondônia.
O Estado de Rondônia recebe do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), por ano, R$ 329,8 milhões para execução de programas sociais. As ações nas áreas de transferência de renda, assistência social e segurança alimentar beneficiam 602 mil pessoas. O Bolsa Família, maior programa de transferência de renda do País, transfere por mês R$ 11 milhões para 112,5 mil famílias de Rondônia.

Assistência Social - Para os programas de assistência social até setembro de 2009, o Ministério destinou R$ 140,7 milhões para realizar 171 mil atendimentos em Rondônia. O MDS investiu R$ 2,8 milhões no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) no Estado, para tirar 12,8 mil crianças e adolescentes do trabalho até setembro de 2009. Cerca de 1,9 mil jovens são beneficiados com o programa Projovem Adolescente, que aplicou R$ 854,3 mil até setembro de 2009. No Programa de Atenção Integral à Família (PAIF), os 33 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) atendem 85,4 mil pessoas com repasse de R$ 2 milhões.

Segurança Alimentar - Os repasses do governo em segurança alimentar em Rondônia alcançam R$ 3,3 milhões, atendendo 36,5 mil pessoas. O Programa de distribuição de Cestas de Alimentos destina R$ 67 mil para beneficiar 4,3 mil pessoas com um total de 1,2 mil cestas distribuídas.

Dos 488 mil arranjos familiares identificados em Rondônia, 159 mil (32,7%) estão no perfil cadastro único de pobreza e 145.492 estão no perfil bolsa família (29,82%). O Ministério do Desenvolvimento Social consegue atender no Estado apenas 112,5 mil famílias, ou seja 23,0% de todas as famílias.

Uma das conclusões que se pode extrair dos dados oficiais é que no Acre a pobreza é 43,7% maior que em Rondônia, portanto cai por terra todo o discurso ufanista e falso do grupo que há 10 anos governa o Acre contando para isto com a boa vontade do Governo Federal que nos oferece a maior taxa de transferência de recursos per capita do Brasil. Não há dinheiro que baste quando o projeto é equivocado.

Agência Amazônia.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ÍNDIOS ISOLADOS SITIAM ALDEIA KAXINAWA

Lideranças indígenas temem conflitos com arredios na região do Alto Tarauacá, no rio Muru

Cerca de 16 famílias da etnia Kaxinawa, que moram na última aldeia da terra indígena Humaitá, no alto Tarauacá, rio Envira, estão sendo sitiadas por índios isolados que vivem na região. A denúncia é feita pelo professor e pajé da Aldeia Novo Futuro, Francisco de Assis Mateus Lima, mais conhecido por Huni Kuin Kashinawa (foto).

Segundo ele, a etnia está sofrendo pressão de índios “brabos”, que estão circulando nas proximidades do Humaitá. “Tememos que haja um conflito sério com esses índios. Não sabemos de que tribo são e nem que língua eles falam. A informação que temos é que eles costumam andar em grupos formados por mais de 15 pessoas”, comenta Huni.

Kuin diz que as lideranças kaxinawas suspeitam que índios arredios tenham intenção de saquear terçados, facas, tecidos, ou, até mesmo, invocar um conflito armado. “Antes esses índios costumavam circular em nossa terra indígena somente no verão. Mas atualmente isso tem acontecido durante todo o ano”, relata.

Para solucionar o problema, Huni argumenta que é necessário a intervenção da Fundação Nacional do Índio (Funai), assim como do sertanista José Carlos Meirelles e do governo do Acre. “É preciso que sejam criados dois postos de vigilância [Frente de Proteção] da Funai, sendo um no rio Muru e outro no próprio rio Humaitá, já que é na comunidade Boa Esperança onde os índios ‘brabos’ descem”, ressalta.

Para o antropólogo e indigenista Terri Valle de Aquino, a situação é temerosa, tanto que ele se diz surpreso por ainda não ter ocorrido nenhuma morte entre os kaxinawas e os índios isolados. “Há um risco iminente de acontecer um conflito sério e com mortes. Já houve caso de saques e os kaxinawas têm encontrado vestígios da presença dos arredios”, frisa Aquino.

Por outro lado, Terri cita o programa de Proteção da Funai a índios isolados. De acordo com o antropólogo, a fundação já dispõe de um recurso na ordem de R$ 450 mil, obtido por meio de emenda da senadora Marina Silva (PV-AC), para proteger a população de isolados nas cabeceiras do Humaitá e Envira.

“Por isso também é importante a participação do governo do Acre nesse processo, que pode disponibilizar recursos para a contratação de trabalhadores para atuarem nos postos de vigilância e fiscalização. Nossa proposta é respeitar as tradições culturais dos índios isolados e protegê-los, somente isso”, enfatiza o indigenista.

Por Whilley Araújo - whilley@pagina20.com.br.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SOBRINHO DE TIÃO VIANA ESPANCA MÉDICO NO ACRE

Diego Viana é também sobrinho do ex-governador Jorge Viana. Ele deu socos e chutes no médico Augusto Júlio Muñoz, de 54 anos. O caso foi parar na delegacia. A vítima vai representar Diego no Conselho Regional de Medicina

RIO BRANCO, AC – O médico residente Diego Viana, 26, (em segundo plano na foto) foi hoje (terça-feira) protagonista de uma cena deprimente. Agrediu a socos e pontapés seu colega Augusto Júlio Muñoz, 54. A agressão ocorreu em frente ao Pronto Socorro de Rio Branco, no Acre. O agressor é sobrinho do ex-governador Jorge Viana e do senador Tião Viana (PT). A vítima, de nacionalidade peruana, vive há 17 anos no Brasil.

A desavença começou cedo. Pela manhã, ao estacionar seu carro Diego Viana quase teria atropelado Augusto Júlio Muñoz involuntariamente. Trocaram insultos mútuos, mas não saíram aos tapas. Cada um foi para seu consultório. Por volta do meio-dia, Diego esbarra-se, novamente, com o colega. Desta vez, após nova troca de insultos, Viana partiu para cima de Muñoz dando-lhe socos e pontapés. Testemunhas contaram que Diego Viana estava possesso.

Viana contou que teria sido ofendido por Muñoz e revidado com um murro e chutes. Houve luta corporal entre os dois e, Muñoz devido à idade avançada, acabou levando a pior. Teve que ser atendido por médicos que estavam de plantão no Pronto Socorro. Muñoz ficou estro chão e só não apanhou devido à intervenção da Polícia Militar. Diego foi retirado do local e a vítima socorrida por outros médicos que estavam de plantão.

Augusto Júlio sofreu ferimentos no rosto e no braço esquerdo, teve que ser medicado

Ambos registraram queixa na Delegacia de Flagrantes, apresentaram suas versões à imprensa e fizeram exame de corpo delito. Muñoz pretende mover uma representação no Conselho de Ética do Conselho Regional de Medicina (CRM) contra Viana. Muñoz teve o supercílio cortado e apresentava vários hematomas. Ele compareceu à delegacia ainda segurando um frasco de soro que estava injetado na mão direita.

– Jamais imaginei que ele fosse tão agressivo – disse o peruano.

Viana alegou que teria sofrido agressões verbal e física.

– Infelizmente tive que me defender após a agressão física. Aí aconteceu esse incidente infeliz. As coisas estão sendo conduzidas se acordo com a lei. Eu mesmo me apresentei à polícia.

Diego Viana, que vem sendo preparado para ser candidato a deputado federal pelo PT, tem perfil no Twitter.

– O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos desonestos, corruptos e sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons – foi sua primeira mensagem no microblog.

Mais adiante, o médico deixou uma mensagem para o senador Tião Viana:

– Caro Tio, obrigado pelo carinho. Desta maneira que manteremos o sucesso da nossa família em prol do Acre.


Na mais recente mensagem ele diz:

– Ame sua casa e sua família que conseguira transformar o mundo pra melhor.

A briga dos dois médicos foi presenciada por dezenas de pacientes que aguardavam atendimento no Pronto Socorro.

Da Agência Amazônia com informações de Salomão Matos e Altino Machado.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

DR. BÁBA, O HOMEM QUE TRINCOU A FPA



Presidente do PCdoB em Feijó conta como conseguiu desarticular e rachar a Frente Popular para eleger um candidato das oposições.

Quem não vive os bastidores da política acreana nem faz idéia de como se deu a eleição de Dindin para a prefeitura de Feijó. E nem imagina o que aconteceu 20 dias antes do pleito. Aquela velha mania dos ditadores decidir em nome do povo foi colocada em prática pela alta cúpula da Frente Popular do Acre e o que se viu foi uma resposta imediata: a derrota provocada pelo próprio fogo amigo.

Quando todos silenciaram, surgiu um grito de revolta dentro do grupo de aliados: "Se é para ganhar matando nossas lideranças, vamos à luta contra aqueles que não nos respeitam e nem escutam o clamor da sociedade", disse o jovem médico conhecido como doutor Bába, até então presidente de um dos principais partidos da Frente Popular, o PCdoB.

A partir dai foi decretado o racha. O levante do doutor Bába desintegrou aquela que parecia a mais sólida aliança partidária entre PT, PP, PSB e PCdoB.

O médico que já foi vice candidato à prefeitura de Tarauacá, mas perdeu nas urnas para Wando Torquato, diz que os militantes do PCdoB de Feijó não aceitaram as imposições e decidiram radicalizar. "Nós tínhamos muitos nomes que poderiam representar a Frente Popular em Feijó, mas eles [Governo e Frente Popular] decidiram tudo sem conversar com a militância e os partidos. Eles colocaram na disputa uma pessoa [Erlandes] que a população não conhece e que não tem representação política nenhuma, por isso decidimos manter a sigla na chapa, mas trabalhar contra a imposição sem medo", conta Bába.

Entre os insatisfeitos com a FPA, estava a maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Feijó que representavam o governo. "Agora você imagine uma coligação dessas, que na eleição passada dos nove vereadores candidatos conseguimos eleger oito, e hoje desses oito, apenas um deles ainda continua do lado de lá; isso mostra a fragilidade que eles estão. O vereador "Pelado" que representa o governo teve mais de 900 votos na última eleição e abertamente apoia Dindin, junto com os vereadores Eurico, Marleide, Zé Carlos entre outros que estão do nosso lado", revelou o doutor Bába.

Doutor Bába afirma que até indígenas comunistas se revoltaram com as imposições da cúpula da FPA. "As nossas lideranças indígenas que estimamos em 1.300 pessoas aptas a votar, a gente acredita que pelo menos 800 deles também apoiaram e votaram com o Dindin, assim como maioria dos nossos filiados".

O clinico geral diz que pediu afastamento da função de presidente do PCdoB, para fazer campanha na oposição, afirma que não tem medo de ser expulso e nem vai sair da sigla, muitos menos se filiar em outra agremiação.

QUEM É DOUTOR BÁBA - Rosaldo Aguiar (FOTO), mais conhecido como Dr. Bába, é clinico geral natural de Tarauacá, que mora e trabalha em Feijó há bastante tempo onde realiza atendimentos na rede básica de saúde. Há 10 anos na Frente Popular, Dr. Bába assumiu a presidência do PCdoB há quatro meses. O partido tem 540 filiados na cidade.

O QUE DISSE O PT - Para Leonardo de Brito, presidente do PT regional, e representante da coligação governista, houve um esfacelamento dos partidos que compõem a cúpula da FPA. "Desavenças internas prejudicaram Frente Popular", disse o presidente. Segundo Leonardo o partido recebeu a vitória de Dindim com surpresa pela vantagem de quase mil votos.

Por Francisco S. Costa


REFERENDO DO FUSO HORÁRIO NO ACRE EM DEBATE

video

ESCOLA PARA BOI DORMIR NO ACRE



Leia mais sobre o assunto, clique aqui.